segunda-feira, 9 de outubro de 2006

Dirceu diz que processará Alckmin por calunia


O ex-chefe da Casa Civil e também ex-deputado José Dirceu anunciou que vai processar o ex-governador de São Paulo e candidato à Presidência, Geraldo Alckmin, que durante o debate na TV Bandeirantes ontem o teria caluniado. Esta informação está no blog de José Dirceu. Segundo ele, Alckmin teria dito ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva que "o mensalão foi feito dentro do Planalto, no terceiro andar, pelo seu chefe da Casa Civil".


Dirceu explicou que "a denúncia do Ministério Público Federal, que me acusa de ser chefe de quadrilha e de ter organizado o mensalão, ainda não foi aceita ou rejeitada pela Justiça. Hoje, não sou investigado ou processado".

Sob a égide das baixarias

BRASÍLIA - Na campanha de 1989, Lula e o PT sofreram o diabo, em matéria de baixarias e mentiras. Contratados pelo comitê eleitoral de Fernando Collor, grupos de mendigos e similares percorriam a Avenida Atlântica, no Rio, e os Jardins, em São Paulo, parando defronte a luxuosos prédios de apartamentos e de mansões. Abanando bandeiras do PT, chamavam a atenção de quem passava ameaçando estarem ali para escolher suas novas moradias, devendo mudar-se para lá logo após a vitória de Lula.

Teve pior, como a apresentação de entrevista de uma filha do candidato, nascida fora de seu casamento com D. Marisa e supostamente ameaçada pelo pai. No último debate, Collor compareceu com uma pasta de papelão azul, tendo mandado avisar Lula de que ela continha fotos comprometedoras do adversário. Por diversas vezes levantou a pasta, mesmo sem revelar o conteúdo.

Foi baixaria pura.
Maia: Alckmin foi melhor, mas exagerou na agressividade

O prefeito do Rio, Cesar Maia (PFL), avaliou hoje que o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, foi melhor do que o presidente Lula no debate de ontem da TV Bandeirantes. Mesmo afastado formalmente da campanha do tucano, Maia faz análises "técnicas" e dá conselhos a Alckmin na edição de hoje de seu "ex-blog", sua newsletter diária. Para o prefeito, no entanto, Alckmin exagerou um pouco na agressividade.

"Tudo quase certo. Seu tom ficou um pouco acima do recomendado na TV, o que em seu caso ficou na fronteira da arrogância. Ou denotando um pouquinho de tensão", observou. O prefeito disse que o presidente Lula "desaprendeu a usar a TV" e criticou a expressão facial contraída do petista e até sua pele oleosa. "Por que a maquiadora não reforçou a base?", pergunta o prefeito, revelando sua predileção pelos aspectos técnicos do debate.

César Maia, que na semana passada criticou o que chamou de "paulicentrismo" dos tucanos, queixou-se hoje de os candidatos terem passado boa parte do debate discutindo problemas de São Paulo. "Lula e Geraldo pensam que o Brasil é São Paulo. Debateram quase sempre em torno do que se fez e não se fez em São Paulo. E o resto do País? Entrou no debate residualmente", comentou.

Para o prefeito do Rio, o presidente não soube explorar bem a comparação com o governo de Fernando Henrique Cardoso, que, segundo Maia, terminou o governo "muito mal avaliado". Cesar Maia elogiou ainda Alckmin por ter tomado a iniciativa de tratar de temas de corrupção, o que, para o prefeito, deveria ter sido feito desde o começo dos programas eleitorais na TV.

Alckmin capricha nas agressões, mesmo após sessão de acupuntura
Por Fernanda Ezabella

SÃO PAULO (Reuters) - Nem mesmo uma sessão de acupuntura impediu a tensão e a agressividade do candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, durante o debate realizado na noite de domingo pela TV Bandeirantes.

Depois de uma campanha de primeiro turno criticada pela falta de expressão do tucano, Alckmin chamou atenção dos convidados que assistiam ao programa do estúdio pelo tom agressivo que manteve até o final.

Alckmin, que contou a jornalistas que procurou a acupuntura como uma das formas de se preparar para o embate, iniciou sua fala já atacando a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos debates anteriores. Na sequência, insistiu duas vezes seguidas na pergunta sobre a origem do dinheiro apreendido com petistas em São Paulo para a compra de um dossiê contra tucanos.

Enquanto esperava sua vez de falar, o ex-governador paulista demostrava certa tensão, ora forçando um sorriso ou passando os dentes no lábio inferior de forma discreta. Quando chegava a hora do embate, chegou a chamar seu adversário de arrogante, leviano e mentiroso.

"Não podemos perder a nossa capacidade de nos indignarmos, até porque senão não corrige. Achar que tudo isso é normal, que é assim mesmo, isso não vai corrigir", disse Alckmin ao final do programa, ao ser questionado sobre o tom elevado de suas críticas. O tucano aparece em segundo lugar em pesquisa de intenção de votos.

Mesmo com uma comitiva bem menor que a do seu adversário -- Lula levou dez ministros à platéia do estúdio --, Alckmin conseguiu arrancar alguma balbúrdia de seus colegas de coligação PSDB-PFL, sentados à direita da platéia.

O senador Heráclito Fortes (PFL) era quem mais se destacava, tomando água no gargalo de uma garrafa grande de plástico azul e tentando passar bilhetes aos assessores que acompanhavam Alckmin à distância.

Os deputados Eduardo Paes e Zulaiê Cobra, ambos do PSDB, puxaram algumas palmas ou gritos de "muito bem" e "mais que nervoso!" (sobre Lula), embora o apresentador do debate, Ricardo Boechat, pedia silêncio à platéia.

"Acho que foi um bom debate, inclusive não cansou, debates cansam, até quando eu sou o debatedor eu canso no meio. Mas esse não, prendeu a atenção em cada minuto", disse o governador eleito de São Paulo, José Serra, que mesmo assim não deixou de bocejar no bloco final do debate, perto das 23h.

Ao seu redor estavam o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PFL), o senador Arthur Virgílio (PSDB) e o vice de Serra, Alberto Goldman (PSDB). Reforçando o time dos tucanos, estavam o presidente do PPS, Roberto Freire, e o ex-ministro da Educação Paulo Renato Souza.

O jornalista e marqueteiro de Alckmin, Luiz Gonzales, classificou a noite como positiva e disse que a postura irônica de Lula será prejudicial para a imagem dele próprio. A campanha pretende usar passagens do debate no horário eleitoral.

Para o senador Tasso Jereissati, presidente nacional do PSDB, o melhor momento das mais de duas horas de programa foi justamente quando Lula foi cobrado pelas denúncias de corrupção em seu governo e a origem do dinheiro.

Na falta do presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen, marcou presença o senador do partido por São Paulo Romeu Tuma, além de Heráclito. Outra ausência foi a do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, citada até mesmo por Lula, embora o tucano não tenha ido a nenhum debate anterior desta eleição.

Entre tucanos e petistas, bem no centro da platéia, estavam os atores da Band Graziella Moretto e Flávio Galvão. "O debate foi interessante, apesar dos momentos de tensão, de acusações", disse a atriz.

Um comentário:

Anônimo disse...

A melhor coisa que os cariocas fizeram nesta última eleição foi dar um fora no moleque tucano, o tal de Eduardo Paes. Esse crápula não tem compostura. Nas CPIs fajutas, o boçal fez de tudo para que não aparecessem os crimes da tucanalha no governo anterior. Berrou, esbravejou, ameaçou e agrediu verbalmente o Presidente Lula e os militantes do PT. Ele pode espernear e berrar à vontade porque a sujeirada e o mau comportamento da tucanalha está aparecendo e ainda vem mais por aí.

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