quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Lula ainda deve crescer

Lula ainda deve crescer


Lula e Alckmin fizeram ontem em São Paulo os comícios de encerramento de suas respectivas campanhas. A propaganda eleitoral no rádio e na televisão irá até amanhã. No sábado, se quiserem, os dois candidatos ainda poderão sair por aí à caça de votos. O Tribunal Superior Eleitoral espera concluir a apuração dos votos antes das 23 horas do domingo.



Os humores dos brasileiros serão prescrutados por mais três pesquisas de intenção de voto. Uma, do Instituto Vox Populi, está pronta e será divulgada hoje à noite pelo jornal da Rede Bandeirantes de Televisão. O Jornal Nacional da Rede Globo divulgará no sábado as últimas pesquisas do Ibope e do Instituto Datafolha.



É possível que elas ainda apontem algum tipo de crescimento de Lula com a ampliação de sua vantagem em relação a Alckmin. A curva de intenção de voto de um candidato do governo ou apoiado por ele costuma acompanhar a curva de aprovação desse mesmo governo. No primeiro turno, o governo era aprovado, em média, por 43% dos brasileiros. Lula teve 44% do eleitorado total.



No momento, o índice de aprovação do governo anda por volta de 58%. E do total de votos incluindo os brancos, nulos e indecisos, Lula atrai algo como 52%. Tem espaço, pois, para continuar subindo. Alckmin arrisca-se a ter menos votos do que no primeiro turno. Ele tomou de Lula até agora 4% dos seus eleitores, segundo o Datafolha. Em compensação, Lula tomou dele 12%.



Dos pouco mais de seis milhões de votos amealhados por Heloísa Helena (PSOL) no primeiro turno, metade foi para Lula e metade para Alckmin. Quase 70% dos eleitores de Cristovam Buarque (PDT) migraram para Lula. Se o quadro atual de intenção de votos se mantivesse, Lula venceria a eleição com mais de 20 milhões de votos sobre Alckmin.



A levar-se em conta unicamente as pesquisas do Datafolha no segundo turno, Lula cresceu nove pontos percentuais no Sudeste, 11 pontos no Sul, sete no Nordeste e seis no Norte-Centro-Oeste. Para vencer apertado, bastava que ele repetisse a votação do primeiro turno e a engordasse com mais oito pontos percentuais coletados no Nordeste.



Alckmin ainda está na frente de Lula entre os eleitores da região Sul (50%, a 44%), entre os que ganham mais de 10 salários mínimos (57% a 38%) e entre os mais escolarizados (54% a 40%). Nas últimas semanas, a campanha de Lula usou contra Alckmin duas poderosas armas: a de identificá-lo com Fernando Henrique Cardoso e a de acusá-lo de querer privatizar tudo que possa. Foi mortal para Alckmin.



Os eleitores guardam uma péssima memória do segundo governo de Fernando Henrique devido à alta taxa de desempregados que ele deixou. E são contra a privatização de empresas estatais – de qualquer uma delas. Alckmin foi obrigado a passar o segundo turno jurando por todos os santos que não privatizaria a Petrobrás, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica caso se elegesse.



Não será eleito - como, de resto, em momento algum teve de fato condições de ser eleito desde que assumiu a candidatura a presidente em março último. Alckmin tinha um plano para derrotar dentro do PSDB a candidatura do então prefeito de São Paulo José Serra - e o plano deu certo. Jamais teve um plano para derrotar Lula. Fez uma campanha medíocre. E acabou abandonado pelos aliados.



A 72 horas do seu desfecho, a eleição presidencial que dará a Lula seu segundo mandato não deixará um pingo de saudade. Seus principais protagonistas foram incapazes de produzir uma única idéia original para fazer face aos principais problemas do país. Os debates entre Lula e Alckmin serviram apenas para a troca de acusações e a repetição de frases feitas.



Há quatro anos, Lula disputou a eleição na condição de candidato favorito - mas em duas ocasiões sentiu-se ameaçado. A primeira quando o PFL investiu na candidatura de Roseana Sarney, abatida depois quando se descobriu seu caixa dois de campanha. A segunda quando Ciro Gomes do PPS começou a crescer. O próprio Ciro deu um jeito de errar e de morrer antes de chegar à praia.



Dessa vez, ninguém ameaçou o favoritismo de Lula. Ou melhor: o PT ameaçou, sim, quando tentou comprar à Máfia dos Sanguessugas um dossiê contra candidatos do PSDB. Lula agiu rápido e se demarcou do episódio. Animado por uma votação acima da estimada pelas pesquisas, Alckmin entrou no segundo turno de braços dados com Garotinho. Foi seu mais desastrado ato. Perdeu uma montanha de votos no Rio.



Alckmin foi o adversário que Lula encomendou a Deus.

Do DATANOBLAT

Um comentário:

Anônimo disse...

No que depender de mim, Lula ESMAGA o xuxu de plástico!!!!

Ah quero que divulguem duas coisas....
Essa noticia aqui, saiu no amigos do Lula.
O patrão das duas moças que serviram de laranja para compra dos dolares, emprestando o CPF, é dono de pousada em Ouro Preto-MG, FILIADO AO PFL e inimigo historico do PT de Ouro Preto-MG.
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E essa aqui para todos serem fiscais do pt!

http://www.ptdf.org.br/fiscais.asp

Vou presidir uma mesa, mas quero ver minha seção cheia de fiscais!! vamos lá galera!!!
Se o Oni publicar no seu blog , eu agradeço!

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