A mais recente pesquisa Sensus de intenção de voto que coloca Lula quilômetros à frente de Geraldo Alckmin foi uma ducha friíssima no Fernando Henrique Cardoso. Além das discordâncias habituais do candidato tucano, acha que Alckmin deixou de seguir algumas premissas que adotou quando se elegeu e se reelegeu presidente da República.
FHC naturalmente está insensando a si próprio. O povo votou nele pela primeira vez por conta do Plano Real e, na segunda, porque os tucanos aterrorizaram o eleitor afirmando que se Lula fosse eleito o Real seria desfeito.
As dúvidas sobre o "terceiro turno"
Em meio à insanidade geral na grande mídia, o colunista Janio de Freitas é um oásis de lucidez. "Nas circunstâncias em que se apresenta, a pretensão de impeachment de Lula, mesmo no decorrer do previsto segundo mandato, disfarça mal a idéia de um golpe branco", afirmou ele ontem, referindo-se à trama em desdobramento, bem evidente nas declarações de tucanos amplificadas na mídia golpista.
E mais: "A idéia de impeachment emergiu, inclusive publicamente, antes de haver qualquer indício de comprometimento direto de Lula ou mesmo indireto, do seu gabinete, na história ainda inconvincente do dossiê. O que Tasso Jereissati, Jorge Bornhausen, Fernando Henrique Cardoso e Geraldo Alckmin apresentam como comprometimento são adulterações de certos fatos ou ficções de sua autoria".
Janio cita frase de Jereissati ("Lula não pode sair incólume dessa fraude"), e observa: "`Não sair incólume' é expressão que não permite duas interpretações. No caso de um candidato à reeleição, é que não possa chegar ao segundo mandato. No caso de presidente eleito ou reeleito, a única maneira de `não sair incólume' é perder a presidência. Pelo que se sabe do caso dossiê, a idéia de impeachment (ou de invalidação da candidatura) fica entre os desatinos."
Tapetão, o sonho da Globo
Na mesma "Folha de S. Paulo", o patrão de Janio, Otavio Frias Filho, afinal declara-se conformado. "Lula deverá ser reeleito daqui a três dias", escreveu. O concorrente "Estadão", que teve a seu crédito a franqueza com que declarou abertamente seu apoio ao tucano Alckmin (sem fingir neutralidade, como fizeram os outros), também já tem consciência da derrota.
"Veja" na certa ainda prepara alguma, mas a pesquisa ontem da CNT/Sensus foi um golpe duro: 63,2% dos votos válidos para Lula contra 36,8% para Alckmin - vantagem de 26,4 pontos percentuais. As organizações Globo ainda esperneiam com mervaladas, leitoadas e kameladas. E enquanto esse império Globo persistir, tudo pode acontecer - diferencial Delta, Proconsult, fraude, debate editado, tudo.
A manchete do jornal ontem ("PF descobre em Minas outros laranjas do dossiê") deixa claro que ainda se aposta no terceiro turno (leia-se golpe branco). Merval Pereira sonha com "eventual decisão da Justiça Eleitoral no processo sobre a compra do dossiê" (palavras textuais dele) e Miriam Leitão arrola "maluquices" e "estranhezas" do presidente.
Ela se queixa de que "o Brasil nem nota que os fatos estranhos são estranhos". E cita respostas de Lula na "sabatina" a que nunca devia ter ido, na redação de "O Globo". Dias antes, Leitão contara que o rival dele, atrás nas pesquisas, estivera calmo e tranqüilo, enquanto Lula, líder, parecia apavorado. Mas, que diabo, Alckmin estava em casa, com sua gente; e Lula visitava o comitê eleitoral do inimigo
Ps: Quem assistiu ao Jornal Nacional ontem, não pôde deixar de notar a "decepção" e o "constrangimento" de WILHAM "BHOMER" depois de anunciar o "jato" de água gelada nas pretensões dos tucanos, proporcionado pelo IBOPE. Ele engasgou, misturou sílabas, gagueijou e teve um olhar de preocupação em sua direção, da toda também desconcertada, Senhora BHOMER.
O ONIPRESENTE quase morreu de rir....
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