terça-feira, 31 de julho de 2007

Coisa de bobo



O Pan foi em frente e, mais uma vez, nos foi apresentada a oportunidade de constatar como é complicado entender a cabeça do ser humano. A partir do que aconteceu com o presidente da República, no Maracanã, na abertura dos jogos, parece que o brasileiro - alguns, claro - descobriu a existência da vaia. E o que se viu foi um festival de falta de educação do começo ao fim da competição, bem ao gosto de pára-choque de caminhão: "Quem num é por nóis é contra nóis".

A partir daí, vaiaram até minuto de silêncio, com atletas de outros países transformados em inimigos da Nação. Uma grande bobagem, com direito a final apoteótico, na Arena Multiuso, domingo de manhã, quando determinadas pessoas resolveram transformar Galvão Bueno no alvo das suas manifestações.

Alguns, e quando se juntam se enchem de coragem, ameaçaram agredir o narrador da Globo, que ali estava apenas cumprindo a sua obrigação (...)


José Carlos Nery

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