quinta-feira, 19 de julho de 2007

Quem diria, a Globo está querendo se redimir da FALHA NA COBERTURA DO ACIDENTE DA GOL!!!




Tragédia

Airbus da TAM teve problema para pousar em Congonhas um dia antes e estava com reverso desligado



Publicada em 19/07/2007 às 20h46m

Jornal Nacional, O Globo Online, Reuters, TV Globo, GloboNewsTV

SÃO PAULO - O Airbus 320, prefixo MBK, que explodiu em Congonhas teve problemas para pousar em Congonhas um dia antes do acidente com o vôo 3054, que levava 186 passageiros e matou perto de 200 pessoas na terça-feira. No pouso, parou no limite máximo da pista.

Segundo o Jornal Nacional, a aeronave estava com o reverso direito desligado desde o dia 13 passado.

A TAM afirmou à TV Globo que o manual do fabricante recomenda que a revisão do problema seja feita em até 10 dias.

O travamento do reverso direito explicaria o fato de o avião ter apresentado um deslocamento à direita depois de pousar na pista de Congonhas, em velocidade e no ponto correto. O deslocamento foi constatado nesta quinta em perícia feita pela Aeronáutica. O comandante teria dito à torre que a pista estava escorregadia, mas não citou problemas técnicos. As aeronaves têm três tipos de freio. Um deles é de roda, outro é aerodinâmico (flaps) e o terceiro é o reverso, que inverte a pressão da turbina.

A informação reforça a tese de que o acidente pode ter sido causado por falha no avião, apesar de a pista principal de Congonhas ainda não ter o sistema de grooving, que drena a água e ajuda a evitar derrapagens. O reverso auxilia na freagem. Na pista curta e molhada por conta da chuva, poderia ter ajudado a evitar que a aeronave escapasse da pista.

As informações da caixa preta da aeronave e as investigações das autoridades deverão concluir se o travamento do reverso foi ou não decisivo para o acidente ou apenas mais um item a a se juntar no leque se condições que resultaram na maior tragédia da aviação brasileira.

Na terça, uma hora e 20 minutos antes do acidente, a pista principal do Aeroporto de Congonhas ficou fechada por 23 minutos. A suspensão das operações foi determinada depois que o piloto do vôo 1697 da Gol informou à Torre de Controle que a pista estava escorregadia.

A informação foi dada pelo coronel Carlos Minelli de Sá, do Serviço Regional de Proteção ao Vôo de São Paulo, nesta quinta-feira. Segundo ele, o avião da Gol havia informado à torre às 17h04m. Por isso, às 17h07m as operações foram suspensas na pista principal para que a Infraero analisasse as condições da pista.

A análise foi feita às 17h20m e a Infraero concluiu que a pista estava em condições de uso. Ás 17h30m os pousos e decolagens foram retomados. O acidente com o avião da TAM ocorreu às 18h50m.

Minelli de Sá afirmou que a liberação foi feita justamente porque não foram observados problemas. Segundo ele, entre 17h30m e18h50m ocorreram 40 pousos e decolagens na pista principal e outros 11 foram feitos na pista auxiliar. Neste período, explicou, não foram apontados problemas pelas tripulações dos aviões.

Ele informou ainda que o índice pluviométrico sobre o aeroporto era inferior a 1 milímetro no momento do acidente naquele momento, de 0,6 mm, o que indica que ocorriam apenas pingos esparsos. Para classificar de chuva leve, o índice teria de ser acima de 1mm, afirmou. O vento também era favorável ao pouso.

Airbus se deslocou à esquerda

Para o chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), brigadeiro Jorge Kersul Filho, as marcas do deslocamento à esquerda são um fato concreto, mas ainda não há informação suficiente para determinar a causa da tragédia.

O chefe do Cenipa argumenta que o deslocamento pode ter sido provocado por problemas na própria aeronave, entre eles 'alterações no reverso da aeronave' e diferenças no acionamento do freio.

Vídeo mostra velocidade e clarão na traseira do Airbus

Na quarta, a Aeronáutica divulgou vídeos do momento do pouso e da passagem do Airbus pela pista , em velocidade superior à de outra aeronave que pousou pouco antes.

Na sua primeira declaração dois dias depois do maior acidente aéreo do país, nesta quinta, o presidente da Infraero foi enfático em relação à velocidade do Airbus. Disse que, além de não ter desacelerado após tocar o chão, a aeronave havia sido acelerada:

- O avião não acelera por milagre e alguma coisa aconteceu após o toque na pista. Ele pousou normalmente, as imagens mostram isso e os controladores receberam a informação.

E completou:

- O avião não acelera por milagre... acelera porque o piloto empurrou a potência do motor do avião. Por quê? Por que ele precisava arremeter? Só a caixa-preta vai dizer.

Uma das possíveis causas para o clarão visto nas imagens antes da explosão,

segundo especialista ouvido pelo Jornal Hoje, seria combustão, provocada por forte aceleração do Airbus.

Apesar de isentar a pista, a Infraero anunciou que a obra para colocação de ranhuras na pista principal, contribuído para o acidente, será antecipada. O prazo para a obras, segundo Pereira, era 25 de julho.

Limite de lotação e peso

O Airbus 320 decolou do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, no limite de segurança para pousar em Congonhas. Segundo a TAM, 100% dos assentos estavam ocupados e havia ainda uma criança de colo. O peso da aeronave, de 62,7 toneladas, correspondia a 98% do exigido para pousar em segurança nas condições de tempo apresentadas ontem no aeroporto paulista. Chovia há dois dias em São Paulo. Um dia antes, um turboélice da Pantanal deslizou na pista e atolou na lama, sem feridos.

Segundo a TAM, o plano de vôo para pouso em Congonhas foi aprovado e não houve qualquer relato de problemas feito pelo piloto. Segundo a companhia, não havia razão para problemas no avião, que passou por revisão no dia 13 de junho passado. De acordo com o vice-presidente técnico da TAM, Ruy Amparo, o livro de bordo do vôo foi assinado pelo comandante em Porto Alegre, sem nenhum registro de problemas ou panes

A pista de Congonhas é citada como possível causadora do acidente pela simples seqüência de fatos: dois acidentes em dois dias. Nos dois, chovia. Recém-reformada, ela entrou em operação dia 29 de julho desprovida de grooving, que são milimétricas ranhuras que permitem a drenagem da água.

Medidas para a crise

Em Brasília, o presidente Lula convocou ministros para discutir a crise aérea, sem a presença do ministro da Defesa, Waldir Pires.

. Segundo relata a colunista Tereza Cruvinel em seu blog, Lula prepara medidas fortes para reestruturar o setor aéreo. ( Leia mais no blog ).

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