sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Buraco em Pinheiros é o 12º acidente das obras da Linha 4

A Parceria Pública Privada (PPP) para a construção da Linha 4-Amarela do Metrô, firmada entre o Governo do Estado de São Paulo e grandes empreiteiras internacionais - mais conhecida como Consórcio Via Amarela - tem se revelado um verdadeiro show de horrores para os paulistanos. Em um pouco mais de dois anos, 12 acidentes graves já foram registrados. O último, ocorrido nesta quarta-feira (8) na Rua dos Pinheiros, não deixou vítimas - ao contrário do que ocorreu em janeiro - mas sinaliza que o filme de terror pode continuar se o governador Serra permanecer insistindo no modelo de gestão das obras.

É o que afirmam lideranças do Sindicato dos Metroviários e da Federação Nacional dos Metroviários (Fenametro). Com o apoio de técnicos, eles apontam irregularidades do Consórcio desde o início das obras e denunciam o acordo draconiano firmado pelo Estado com as empresas.

Ao todo, 66 casas localizadas nas proximidades das obras já foram interditadas. Uma casa afundou por conta de desmoronamentos. Outras quatro mil já ficaram sem luz. A parede de uma loja também já desabou e um carro caiu num buraco de 35 metros por falta de segurança nos canteiros do Consórcio. (Veja abaixo quadro de acidentes por ordem cronológica).

O número de vítimas já chegou a 14. A maior tragédia ocorreu em 12 de janeiro deste ano, quando uma cratera se abriu na futura Estação Pinheiros, levando a morte sete pessoas e removendo do local outras 132.

O 12º acidente nas obras se deu no final da tarde desta quarta (8), quando o tatuzão (máquina shield que perfura os túneis do metrô) abriu um buraco de dois metros ao percorrer a Rua dos Pinheiros. A rua ficará interditada por pelo menos uma semana.

Os engenheiros das empreiteiras, responsáveis pelas obras, culpam a chuva e o tipo de terreno como responsáveis pelos desastres. Porém, para técnicos e sindicalistas a natureza não é a causa dos acidentes.

Tempo é dinheiro

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