A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) realizou nessa segunda-feira, 06, a demissão de 61 funcionários que participaram da greve ocorrida na semana passada. Com a justificativa de "baixo rendimento" desses funcionários - a maioria com mais de 15 anos de serviços prestados, sem nunca ter cometido nenhuma infração, e um histórico de lutas dentro da categoria - a Companhia atende pedido do governador do Estado, José Serra, e de seu secretário de transportes metropolitanos, José Luiz Portella Pereira, que durante a greve deram declarações na imprensa afirmando que os metroviários grevistas seriam punidos.
Em assembléia realizada na noite desta quarta-feira, 08, metroviários deliberaram pela suspensão imediata da realização de horas-extras e pela realização da chamada "operação padrão" (que consiste no estrito cumprimento dos procedimentos da empresa, sem a realização de nenhum tipo de "quebra galho" para resolver os problemas da falta de funcionários), como resposta às demissões e com o objetivo de expor à sociedade a precariedade das condições de trabalho impostas aos metroviários e o processo de sucateamento que a empresa vem sofrendo nos últimos anos, preparando terreno para a privatização.
Ato público pela reintegração dos demitidos, em defesa do serviço público e pela garantia do direito de greve. Dia 17/8, sexta-feira, às 16h, na Praça Ramos de Azevedo.
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Links:
Site do Sindicato dos Metroviários de São Paulo
Sábado, 11/8, ato contra o modelo de contrato usado na Linha 4 do Metrô
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