quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Mini-protesto tucano

Em Cuiabá, capital do Mato Grosso, o presidente também criticou os protestos arquitetados pela oposição e insuflados pela mídia e afirmou que continuará participando de eventos públicos. "Não tentem achar que vendendo notinhas para os jornais de que vai ter uma manifestação contra o presidente em tal lugar, que o presidente vai deixar de ir", afirmou. "Se alguém acha que com estupidez vai atrapalhar que a gente faça o que precisa ser feito pode tirar o cavalo da chuva (...) Ninguém vai me ver de cara feia por isso. Podem ficar certo meus companheiros e companheiras que ninguém vai ficar com saudade de ver o Lula na rua. As ruas desse País de 8, 5 milhões de quilômetros quadrados eu vou visitá-las quase todas nesse mandato. Com a democracia não se brinca, o que vem depois dela é sempre muito pior", declarou o presidente, para logo depois completar: "Se quiserem brincar com a democracia, ninguém sabe nesse País colocar mais gente na rua do que eu".



O motivo da declaração foi um protesto programado por militantes tucanos locais.



"A gente tem duas orelhas, uma para escutar vaia e outra para escutar aplauso. Os que estão vaiando eram os que deveriam estar aplaudindo. Os que estão vaiando, posso garantir, foram os que mais ganharam dinheiro nesse país, no meu governo", disse Lula referindo-se às camadas mais ricas da sociedade.



"Aliás, a parte mais pobre é que deveria estar mais zangada, porque teve menos do que eles tiveram. É só ver quanto ganharam os banqueiros, empresários. Vamos continuar fazendo política sem discriminação", disse ainda o presidente, ao anunciar investimentos do PAC para obras de saneamento básico e urbanização no Mato Grosso.



Para Lula, é preciso separar o joio do trigo. Isto é, não misturar questões pessoais com partidárias. “Mas tem muita gente que não pensa assim. É este tipo de gente que fez a Marcha com Deus pela Liberdade, que resultou no golpe militar de 1964, que levou Getúlio Vargas ao suicídio, Jânio Quadros à renúncia, ficou contente com os 21 anos de regime militar e está incomodada com a democracia. Porque a democracia pressupõe o pobre ter direito; pressupõe o pobre ter Bolsa Família; pressupõe fazer a reforma agrária, e ainda estamos em dívida com os trabalhadores e precisamos fazer mais...”, afirmou o presidente.



Em mais um pronunciamento com forte marca social, o presidente denunciou o empobrecimento do povo trabalhador. "A periferia desse país empobreceu. Há 40 anos, São Paulo tinha duas favelas. Hoje, tem 700", exemplificou.


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