O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), rebateu nesta semana as declarações do presidente da Philips para a América Latina, Paulo Zottolo. Em entrevista ao jornal "Valor Econômico", Zottolo afirmou que, ao apoiar o movimento "Cansei", desejava remexer no "marasmo cívico" do Brasil. "Não se pode pensar que o país é um Piauí, no sentido de que tanto faz quanto tanto fez. Se o Piauí deixar de existir, ninguém vai ficar chateado", disse.
Wellington Dias classificou as declarações de Paulo Zottolo como "um deboche" e cobrou o apoio de todos os governadores do Nordeste. Dias divulgou uma nota oficial em que afirma: "Lamentavelmente, o presidente da Philips para a América Latina, Paulo Zottolo, desconhece o Piauí. Tenho certeza de que o capitalismo afasta o homem do ser humano. Que Deus dê a ele a oportunidade de conhecer o Piauí e os homens e mulheres que aqui vivem".
Na nota, Wellington Dias esclarece que "o Piauí tem 80% de suas florestas nativas preservadas e produz oxigênio para o Brasil e para o mundo". "O Piauí, segundo estudos em andamento, tem uma das maiores bacias de gás e petróleo do país. É do Piauí a melhor escola do Brasil, eleita dois anos consecutivos pelo Enem. O Piauí tem a melhor produtividade de soja, mel e algodão do país", enumera.
O deputado Nazareno Fonteles (PT-PI) reagiu e, em entrevista a jornais piauienses, defendeu a demissão de Paulo Zottolo. "Quando um ministro ou secretário de estado fala uma besteira, pensam logo em pedir suas exonerações. Então, no mínimo, esse Zottolo deve ser rebaixado ou tirado o seu cargo", disse.
O petista disse ainda que o executivo deveria pedir desculpas a população do estado. "Ele deve vir pessoalmente pedir desculpas ao povo do Piauí e deveria ficar um tempo longe da mídia. Deveria ainda patrocinar uma publicidade para divulgar as potencialidades turísticas do estado, com dinheiro da Philips", opinou Nazareno.
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