Coube ao jornalista Luis Nassif desencavar, na coluna de cartas do jornal O Globo desta quinta-feira, o depoimento do presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) do Rio de Janeiro, Wadih Damous, sobre o caso dos atletas cubanos. Este afirma que ouviu do procurador da República Leonardo Luiz de Figueiredo Costa, após falar com os atletas a sós, que estes, "por livre e espontânea vontade, tinham decidido regressar a Cuba".
Leia a correspondência de Damous, que Nassif reproduz sob o título O ping pong dos cubanos em O Globo:
"Diante das notícias desencontradas sobre os dois boxeadores cubanos que abandonaram sua delegação durante os Jogos PanAmericanos, esclareço:
a) na qualidade de presidente da OAB/RJ, estive na Polícia Federal em Niterói, sexta-feira à noite, para conhecer a situação dos dois atletas e oferecer lhes assistência jurídica, caso a desejassem;
b) quando cheguei à PF, os boxeadores não estavam mais lá, mas num hotel, em liberdade vigiada;
c) na PF pude conversar não só com o delegado federal responsável pelo caso, como também com o procurador da República Leonardo Luiz de Figueiredo Costa, representante do Ministério Público Federal, órgão independente do governo. O procurador me informou que entrevistara os atletas a sós, sem a presença de agentes policiais, e ofereceu-lhes a possibilidade de ingressar com um habeas corpus para que permanecessem no Brasil, mas ambos lhe informaram que, por livre e espontânea vontade, tinham decidido regressar a Cuba.
Wadih Damous, presidente da seção Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (por e-mail, 8/8), Rio."
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