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sexta-feira, 1 de abril de 2011

No 1° de abril

Dilma confirma Serra na Agricultura. Como espantalho



Numa demonstração de que não guarda rancores pela disputa acirrada, a presidente eleita Dilma Rousseff convidou seu oponente José Serra para a Agricultura. Ele será o espantalho.


“Eu estou estendendo a mão para a oposição com esse gesto”, disse Dilma.


Analistas afirmaram que a presença de Serra nas plantações poderá fazer o Brasil ter uma safra recorde, uma vez que ele afastará todas as pragas. Se ele levar uma foto de Bolsonaro junto, então, o país poderá se tornar uma potência no campo.

Chupa, TIO REI!

Dilma tem aprovação inicial de 73%, diz CNI/Ibope

A presidente Dilma Rousseff foi aprovada por 73% dos brasileiros em março deste ano, segundo pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta sexta-feira (1º/4). Apenas 12% dos entrevistados a desaprovaram, enquanto 14% se mostraram indecisos.

A pesquisa foi realizada entre os dias 20 e 23 de março, com 2.002 pessoas em 141 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou menos.

A avaliação positiva do governo Dilma é de 56%, contra 27% que o consideram regular, 5% ruim ou péssimo e outros 11% indecisos. Segundo a CNI/Ibope, a expectativa dos brasileiros em relação ao governo também é positiva — 68% acreditam que a gestão será ótima ou boa.

Em dezembro, antes do início do governo, 62% dos entrevistados esperavam que o governo Dilma fosse positivo. Os que consideram o governo federal regular somam 19%, outros 5% ruim ou péssimo e 10% se mostraram indecisos.

A confiança no governo também é muito alta: 74% confiam na presidente, ante 16% que não confiam. Outros 10% não responderam.

Numa comparação com Lula, 64% do entrevistados consideram a gestão Dilma igual ao governo de seu antecessor. Outros 12% acham o governo Dilma melhor, 13% pior e 11% não responderam ou se mostraram indecisos.

Em relação ao estilo de governar, 40% acham Dilma "um pouco diferente" de Lula, enquanto 39% consideram não haver diferença — num empate técnico. Apenas 14% acham os estilos dos dois presidentes muito diferentes e 6% não responderam.

Temas e áreas

A pesquisa mostra que a avaliação positiva do governo Dilma se reflete em quase todas as suas áreas de atuação. No combate à fome e à pobreza, a avaliação positiva em março somou 61%. Outros 33% desaprovam as ações do Executivo nesse campo e 6% estão indecisos.

O mesmo cenário se repete no combate ao desemprego: 58% avaliam como positivas as ações do governo no setor, contra 35% que desaprovam e 7% de indecisos. Em relação às ações para preservação do meio ambiente, o governo Dilma teve avaliação positiva por 54% dos entrevistados.

O governo teve avaliação negativa dos entrevistados em três setores: segurança pública, saúde e cobrança de impostos. Na área de segurança, 49% dos entrevistados desaprovaram o governo federal, contra 44% que aprovam.

Já na saúde, a avaliação negativa é maior: 53% desaprovam as ações do governo contra 41% que aprovam. Percentual semelhante está na cobrança de impostos: 53% desaprovam as taxações impostas pelo governo, contra 36% favoráveis.

O governo foi bem avaliado nas áreas de educação e combate à inflação. No total, 52% dos entrevistados consideram positivas as ações de Dilma na área de educação, contra 43% que desaprovam. No combate à inflação, 48% aprovam a presidente contra 42% que desaprovam.

Entre os entrevistados, 40% defendem que o combate à inflação deve ser prioritário em relação às demais políticas do governo. Outros 44% defendem que ele tenha prioridade semelhante a outras ações do Executivo e 9% consideram que o tema não deve ser prioritário para o governo.

Em relação à taxa de juros básica da economia imposta pelo Banco Central, houve empate de 43% entre os que aprovam e desaprovam o seu percentual. Outros 14% se mostraram indecisos.

A pesquisa mostra, ainda, que a discussão sobre o salário mínimo e a visita do presidente Barack Obama (Estados Unidos) ao Brasil foram os assuntos mais lembrados pelos brasileiros em março.

Conselho de Ética da Câmara rejeita manobra de Bolsonaro

O presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Federal, deputado José Carlos Araújo (PDT-BA), negou nesta quinta-feira (31) o pedido do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) para prestar esclarecimentos ao colegiado sobre comentários racistas que fez em um programa de televisão, exibido no último dia 28. Diante das críticas às suas declarações, Bolsonaro encaminhou requerimento ao conselho, mas a manobra foi em vão.

Segundo o deputado, as dúvidas foram provocadas porque ele não teria entendido uma pergunta que lhe foi feita durante o programa. Mas o presidente do conselho negou o pedido de Bolsonaro porque o colegiado só pode ser acionado por intermédio de representação feita pela Mesa Diretora da Câmara ou por algum partido contra um deputado. “O Conselho de Ética não pode ser acionado por um parlamentar.”

Araújo disse que telefonou para Bolsonaro e lhe informou que despachou o requerimento para que a Mesa Diretora da Câmara dê seu parecer. Ao todo já foram protocoladas na Mesa, nos últimos dias, seis representações contra Bolsonaro por causa de declarações com conteúdo racista e homofóbico.

Caberá ao presidente da Casa, deputado Marco Maia (PT-RS), decidir se vai ou não vai encaminhar as representações à Corregedoria da Câmara para que ela investigue o fato e dê parecer sobre as representações (Alguém duvida?). Se a Corregedoria for acionada para investigar as denúncias, Bolsonaro terá direito de defesa. Só depois disso o parecer será encaminhado à Mesa da Câmara, que decidirá, então, se encaminha a representação ao Conselho de Ética para abertura de processo contra o parlamentar.

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