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terça-feira, 1 de junho de 2010

Alô Tucanos: apertem os cintos, Lula vem aí!

Lula agradece sindicatos e diz que estará na campanha em breve

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje, durante discurso para funcionários da Volkswagen, em São Bernardo do Campo (SP), que seu governo atendeu a todas as demandas do movimento sindical. "Vou terminar 8 anos de mandato com a convicção de que o movimento sindical brasileiro só não conquistou o que não reivindicou", disse.

Ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Lula atribuiu ao movimento as conquistas de sua vida política e até mesmo o fato de ter se mantido na Presidência por dois mandatos. Ele lembrou que, em 2005, quando estourou o escândalo do chamado mensalão, o sindicato fez uma campanha a favor de seu governo. "Quando os conservadores tentaram, na minha opinião, derrubar o governo, foi daqui (do sindicato) que partiu um adesivo que dizia: Mexeu com Lula, mexeu comigo. Isso tomou conta do Brasil e por causa de vocês eu sou o presidente mais bem avaliado da história do nosso País."

O presidente fez um paralelo de quando era sindicalista, entre o final da década de 1970 e início da de 1980, e o atual momento, dizendo que, hoje, a situação é mais favorável às negociações entre trabalhadores e empresas. "Por conta daquilo que a gente brigou, não temos mais que ficar na porta da fábrica distribuindo folheto e xingando a direção da empresa", disse, acrescentando que as greves não podem ser banalizadas.

"Não podemos banalizar a greve por qualquer coisa. Tem que fazer com uma boa motivação, uma boa razão e tem que estar convencido de que ela é necessária". Para a plateia de centenas de trabalhadores da montadora, Lula também defendeu a redução da jornada para 40 horas e disse acreditar que a medida vai gerar mais empregos.

Porta de fábrica

"Não pensem que vão se livrar de mim porque eu, ainda este ano, virei fazer campanha na porta da Volkswagen, lá fora, lá fora", disse Lula no seu discurso aos operários da Volks.

Depois, em declarações aos jornalistas, ele explicou que entrará na campanha após as convenções que oficializam as candidaturas, em junho.

"Não é proibido o presidente da República fazer campanha, quando a campanha começar. O que eu não quero é fazer nada que possa infringir a legislação eleitoral, e isso só me permite fazer campanha depois que forem feitas as convenções partidárias e que os candidatos estiverem oficializados", afirmou.

Sobre as multas que já recebeu da Justiça, disse que "obviamente que não cabe ao presidente da República criar nenhum constrangimento para a Justiça Eleitoral".

No discurso, ele defendeu a continuidade de seu governo. "O Brasil vive um momento excepcional, e eu quero que isso continue, precisa continuar", disse.

O início do inferno astral de José "Chirico" Serra

Ibope: Dilma tem 17 pontos de vantagem sobre Serra no RJ

A pesquisa do Ibope encomendada pelo Sindicato dos Condutores da Marinha Mercante e apresentada pelo Informe JB traz algumas novidades sobre a intenção dos eleitores no Rio de Janeiro. Além da vantagem de 17 pontos sobre José Serra (PSDB), seu principal adversário na corrida ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff (PT) lidera em todas as regiões fluminenses.

Na pesquisa estimulada, considerando todas as regiões do estado do Rio de Janeiro, Dilma aparece com 44% das intenções de voto contra 27% de José Serra e 10% de Marina Silva (PV). Na espontânea, Dilma também lidera com folga, com 19% contra 8% de Serra -- nela, porém, 51% declararam não saber em quem votar.

A petista só perde força à medida que sai da capital (46%, 43% e 41%), enquanto que o tucano Serra cresce no sentido inverso. Ele é mais forte no interior (36%), tem 29% na metropolitana e apenas 21% na capital, onde está concentrada a maioria do eleitorado fluminense. Contudo, o tucano perde para Dilma em todas as regiões.

Marina Silva teria 10% dos votos, mesmo percentual de brancos e nulos entre os eleitores do Rio de Janeiro. No estado, apenas 8% dos eleitores declararam não saber em quem irão votar para presidente.

Cabral (43%) lidera no povão e Gabeira (12%) na elite

O levantamento estimulado aponta vantagem do governador Sérgio Cabral (PMDB), que concorre à reeleição, com 43% das intenções de voto, sobre o ex-governador Anthony Garotinho (PR), que ficou com 21% das intenções, e Fernando Gabeira (PV), com 12%. Mas apesar de a pesquisa sinalizar que Cabral, aliado de Dilma no estado, poderia vencer no primeiro turno, o número de eleitores que não sabem em quem votar para governador é grande. Somados, chegam a 23%.

Deste total, 12% disseram que se as eleições fossem hoje votariam em branco ou anulariam seus votos. Já 11% dos entrevistados admitiram que ainda não sabem em quem votar para o Palácio Laranjeiras. Apenas 1% preferiu não responder à pergunta.

Enquanto Cabral aparece no levantamento como o preferido do povão – tem 45% dos votos dos que ganham de 1 a 2 salários mínimos, e 28% dos que ganham o mínimo –, o deputado Fernando Gabeira é o escolhido da elite, a chamada classe A: 48% dos eleitores que ganham entre 5 e 10 mínimos.

Nas classes C e D, Cabral rivaliza com Garotinho. O ex-governador tem 34% das intenções de votos entre os eleitores que recebem até 1 salário mínimo, contra 28% de Cabral, entre a mesma faixa salarial. O levantamento foi realizado antes de o TRE-RJ tornar Garotinho 

A pesquisa do Ibope (registrada no TSE sob o número nº 12414/2010) foi feita, com 812 entrevistados, entre os dias 19 e 21 de maio, antes do Tribunal Regional Eleitoral declarar Garotinho inelegível por três anos na última quinta-feira (27), por abuso de poder econômico (o ex-governador recorreu da decisão). A margem de erro na pesquisa  é de 3%.

Senado

Se a eleição fosse hoje, o senador Marcelo Crivella (PRB) e o ex-prefeito Cesar Maia (DEM) estariam disparados na frente dos adversários (26% e 24%, respectivamente). Os eleitores de Crivella estão nas classes C e D, entre os que ganham de 2 a 5 salários, 31% o reelegeriam. Dos que ganham 1 e 2 salários mínimos, 29%.

Maia é o preferido da classe A: teria 30% dos votos dos que recebem mais de 10 mínimos. O ex-prefeito abre vantagem sobre Crivella na capital, onde foi apontado por 26%, contra 19% que votariam no senador. Porém, na periferia e no interior, Crivella desponta (30% e 32%, respectivamente, contra 22% e 25% de Maia nessas regiões).

Em terceiro lugar no levantamento, o ex-prefeito de Nova Iguaçu Lindberg Farias (PT) – que registrou 8% das intenções de voto na pesquisa – teve desempenho parecido tanto entre os que ganham mais de 10 mínimos (10%) quanto entre os que recebem até um salário (9%).

Jorge Picciani, presidente da Assembleia Legislativa do Rio que também é pre-candidato à vaga pelo PMDB, contaria com 20% dos votos dos eleitores da classe A.

Atrás de Picciani, o ex-deputado Marcelo Cerqueira (PPS) aparece empatado com o ex-pagodeiro Vaguinho, hoje evangélico, que entrou na disputa pelo PTdoB: ambos estão com 2% das intenções de voto.

lobo pede pequisa nacional ao Ibope

Nesta segunda-feira (31/5), o Ibope registrou nova pesquisa sobre a sucessão presidencial, a primeira contratada pela Rede Globo. O período de realização começou em 28/05 e vai até 04/06, data em que completa cinco dias o registro e, portanto, pode ser divulgada.

As últimas pesquisas de Vox Populi, Sensus e Datafolha, mostraram crescimento da ex-ministra Dilma Rousseff, que, dependendo do cenário, já ultrapassa o pré-candidato do PSDB, José Serra tanto no primeiro quanto no segundo turno.

Com informações do JB Online e G1

Desespero bate às portas da campanha tucana

Crise de identidade e ligações perigosas

Eduardo Bomfim *

Nesta quarta-feira passada em um programa de debates na televisão a cabo e, sem nenhum pudor, em campanha para o candidato José Serra, a âncora que comanda o espaço reuniu dois cientistas políticos para avaliar as possíveis alternativas aos tucanos que se debatem em um impasse na estratégia eleitoral, aparentemente insolúvel.

Só que um dos especialistas convidados não era bem um analista do quadro político, mas um candidato a marqueteiro nas hostes do PSDB.

E foi ele mesmo quem sugeriu, clara e abertamente, ao partido do ex-governador paulista assumir a feição ideológica de direita. Mais concretamente deveria identificar-se com a linha adotada pelo reacionário PP de José Maria Aznar da Espanha.

De acordo com o cidadão que nos foi apresentado pela comentarista global, a única saída ao PSDB seria uma carta programática objetivamente antiestado, assumidamente repressiva, definitivamente defensora do neoliberalismo.

Argumenta que os tucanos estão conduzindo a campanha do seu candidato no rumo de uma esquizofrênica crise de identidade porque José Serra apresenta-se ao povo brasileiro como uma espécie de pós Lula, mas no mesmo rumo do governo Lula.

Nesse caso, diz ele, ao povo o mais lógico será mesmo votar na própria candidata do presidente, a Dilma. Ainda no mesmo raciocínio os neoliberais dessa maneira perdem porque não possuem uma tática eleitoral própria e perdem de novo ao abandonar as suas origens ideológicas, programáticas e teóricas.

Assim, seria essa uma das razões da queda acelerada de José Serra e a ascensão fulminante de Dilma Rousseff, o que não deixa de ser verdade. E proclama, nessa batida a candidata de Lula pode ganhar as eleições ainda no primeiro turno.

Caberia ao PSDB invocar “o programa monetarista e ortodoxo radical de Margareth Tatcher na Inglaterra, a linha privatista da administração Reagan nos EUA, a perseguição aos imigrantes proposta pela extrema direita francesa de Jean Marie Le Pen e pelos espanhóis do PP”.

É uma equação complicada ao PSDB porque ou afunda em crise de identidade ou assume as citadas ligações perigosas com a direita mundial. E também não podem combater o projeto de desenvolvimento econômico com inclusão social do governo Lula e sua candidata, Dilma, porque estariam se contrapondo à esmagadora maioria dos brasileiros.

 

CONFIRMADO AVANÇO DE DILMA EM PESQUISA

Dilma atropela Serra em pesquisa da Vox para o PT


O Globo


A direção nacional do PT celebra em silêncio o resultado da mais recente pesquisa do Instituto Vox Populi feita para consumo interno da campanha de Dilma.

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