sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Serra se diz Professor, não tem amigos (exceção de Gilmar Mendes) dissimulado, mentiroso e individualista
THEÓFILO SILVA
Lembrai-vos de Hitler
Adolf Hitler, ditador da Alemanha e segundo homem mais perverso da história (o campeão é Josef Stalin), disse em seu livro, Minha Luta, algumas palavras que merecem ser lembradas neste momento: “a propaganda, sim, é preciso fazer dela um ato de fé, a fim de que não se possa distinguir mais o que pertence ao terreno da imaginação e o que constitui a realidade.” Para dar ainda mais força a essa afirmação, Hitler encontrou em Joseph Goebbels, um gênio tão depravado quanto ele, alguém com capacidade para por essas palavras em prática. Goebbels, o homem propaganda, que ajudou a construir a imagem de Hitler, também cunhou outra frase exemplar: “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”.Por que estou trazendo para a superfície o pensamento desses monstros das profundezas, que deveriam ser esquecidos? Por uma razão: estamos em período eleitoral e, mais do que nunca, é preciso alertar os eleitores sobre o poder que a propaganda tem na construção da imagem de um candidato. Ocorre que, alguns políticos por terem o dom da palavra vivem de uma imagem falsa, construída com artifícios cuidadosamente preparados para iludir os inocentes úteis. Úteis aos seus propósitos.
A incrivel saga de uma família racista (leitora da veja) em Miami. Os olhos do Brasil que perdeu
Em segundo lugar, à guisa de explicação aos leitores mais novos que chegam do Twitter e não conhecem a trajetória do blog, recorro ao testemunho dos leitores históricos para que fique claro que não sou do tipo de pessoa que sai dando carteiradas. Há 1.200 posts e mais de 38.000 comentários aqui, e em nenhum deles você encontrará o anfitrião dizendo tenho tal e qual título ou ganhei tal e qual prêmio. Já entrei de sola em muitas discussões, mas não com esse tipo de argumento.
Faço a ressalva porque dar uma carteirada foi exatamente o que fiz na noite do dia 22 de setembro em Miami, com a família racista típica do Brasil dos 4%. Digo isso sem orgulho nem vergonha, foi simplesmente o que aconteceu. Foi só a forma que encontrei para revidar aquela agressão que a família negromestiça vinha sofrendo ali. Tratou-se, no entanto, de uma carteirada de um tipo muito particular. Continuemos a história, pois.
Havíamos parado no momento em que eu e L.T. nos sentamos no chão, de frente para as duas famílias que ocupavam, cada uma, uns seis assentos daquelas insuportáveis salas de embarque do Aeroporto de Miami. Como dito, havíamos chegado conversando em espanhol mas, exagerando um pouco no tom de voz, eu disse a ele:
Now we're gonna have some fun. When I switch languages, you do the same, right away. [tradução livre: vamos brincar de Neymar e Ganso com esses bacacas. Mude de língua na hora em que eu mudar]
Meu amigo belga, cujo Q.I. está bem mais próximo de Goethe que de Eliane Cantanhêde, sacou imediatamente que alguma gozação viria. Pela altura da minha voz naquela frase, ele deve ter percebido que a gozação jogaria com a minha completa certeza de que eles não entenderiam, ou entenderiam precariamente, o que nós disséssemos em inglês. Foi dito e feito.
Cabe aqui uma explicação para quem não tem tantas horas de aeroporto como eu. Nada faz os racistas da República Morumbi-Leblon se transformarem de carrascos sádicos em cordeirinhos dóceis e obedientes como a chegada de um estadunidense. Qualquer um. Eles tiram a pele de lobo e adotam aquela constrangedora subserviência colonizada, estilo Celso Lafer. Como L.T. fala com perfeito sotaque do meio-oeste e o inglês é praticamente uma língua de infância para mim, o sucesso da impostura estava garantido. A ignorância da República Morumbi-Leblon é algo com o qual você sempre pode contar.
O leitor Ticão, num comentário ao post anterior, adivinhou exatamente a indumentária do chefe da família racista: jeans Yves Saint Laurent e um par de mocassins cheios de penduricalhos dourados. A senhora fazia o gênero perua, com um collant de oncinha e uma quantidade enorme de quinquilharias nos braços. O filho, de uns 20 e poucos anos, trazia seu iPod e vestia uma camisa de mangas compridas—no calor de Miami em setembro!--do São Paulo Futebol Clube. Essa camisa do Tricolor do Morumbi será importante para a continuação da história. Nos outros três assentos ocupados pela família paulistana, uma quantidade imensa de badulaques eletrônicos se amontoava, desde telas planas de computador até, incrivelmente, uma tostadeira.
A primeira frase havia chamado a atenção da família racista, mas não o suficiente. Ainda não prestavam atenção em nós. Era o que eu queria – só lançar uma primeira isca-- para ter alguns segundos e dirigir, sem que eles me vissem, olhares de cumplicidade, sorrisos e sinais de positivo com o polegar para a outra família, que a estas alturas tampouco sabia que eu era brasileiro. Depois de estabelecido esse primeiro contato de cumplicidade, fiz a eles o tradicional gesto com a palma da mão direita estendida na vertical, como quem diz deixa com a gente.
Nesse momento, no entanto, L.T. quase estragou meu plano. Ao bater os olhos na gigantesca tostadeira, ele não se conteve e começou a rir. L.T. tem uma gargalhada bem parecida com a de Sílvio Santos, então vocês imaginem. Já havíamos chamado a atenção de todo mundo. Era necessário agir rápido. Apontando para a camisa do rapaz, perguntei:
Is that a soccer jersey?
Enquanto o rapaz, em inglês balbuceante, tentava me responder, eu ia arquitetando em minha cabeça a vingança, que será narrada em detalhes na terceira e última parte desta saga.
--Is that a soccer jersey? era uma pergunta simples de se responder, mas o garoto não resistiu: começou a tentar recitar as glórias do Tricolor do Morumbi que, sabemos, são muitas. Ele não havia chegado à terceira palavra quando o pai e a mãe interromperam o que faziam para acompanhar a conversa do filho com o “americano”, com aquela cara radiante e subserviente só encontrada na República Morumbi-Leblon e nos ladinos da América Central. Ele não havia chegado à quinta palavra quando eu subitamente lhe dei as costas, como se ele não existisse, e passei a conversar de novo com L.T., que a estas alturas já havia sacado qual era a brincadeira. Enquanto o garoto ainda balbuciava e os pais nos olhavam, à espera de atenção, eu disse a L.T.:
[engraçado, sempre pensei que o Sancho Santos não existisse. Mas talvez ele exista].
BOBINHA...deixou-se enganar o tempo todo... Bem feito!
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| Marina diz que irritação de Serra mostra que tucano mudou
disse nesta sexta-feira que o presidenciável do PSDB, José Serra, mudou , pois ANTES, sempre a ELOGIAVA... |
O TODO PODEROSO
Lauro Jardim Radar on-line
veja.com
Se for para o segundo turno (ou melhor, se houver segundo turno)
José Serra vai propor que os debates sejam livres das regras.
TUDO LIBERADO, onde, abaixo do pescoço, tudo é cintura!
Marina caiu na real
Marina diz que Serra desconstruiu própria imagem e vai 'perder ...
Jornal Pequeno
Em seu mais duro ataque ao presidenciável José Serra (PSDB), a candidata Marina Silva (PV)
disse, na madrugada desta sexta-feira, que o tucano desconstruiu sua própria imagem.
DENGUE: Uma epidemia erradicada do Brasil, que José Serra trouxe de volta!
· Pior ministro de todos os tempos
Essa história de "melhor Ministro da Saúde que o Brasil já teve" é a maior balela que já foi contada... Para quem não sabe, a Dengue estava erradicada no Brasil, na Faculdade de Medicina a doença só existia nos livros, pois havia sido eliminada pelo grande Oswaldo Cruz, este sim o maior sanitarista do país. Serra demitiu os agentes que matavam os mosquitos vetores da Dengue, provocando assim uma epidemia que até hoje assola o Brasil. Em muitos lugares, Serra é conhecido como o "DENGUE-MAN" .
La Jornada: tucanos já acusam Serra de uma "derrota histórica"
José Serra toma seu lugar no palco, arregaça as mangas de sua eterna camisa azul e se mete nos papéis que leva consigo. Concentrado em sua leitura, nunca volta a ver os oradores.
Por Arturo Cano, no La Jornada
Tradução: Katarina Peixoto (Carta Maior)
Ele, que julga ter sido o melhor ministro da Saúde que o Brasil já teve, deve conhecer de memória todos os dados que os funcionários encarregados citam no microfone. Tanto que segue em seus papéis. É possível que revise os dados que citará no breve discurso que pronunciará pouco depois, com esse tom de professor autoritário que seus adversários gostam de sublinhar.
No entanto, a julgar por seu rosto neste ato da campanha, com funcionários e empregados da saúde, também pode estar repassando os gráficos de sua derrota. Todo um caso de estudo para os especialistas, pois Serra, candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), conseguiu a proeza de perder 190 mil votos por dia, desde a data de início da disputa oficial, algo como 15 milhões de votos em 40 dias de horários gratuitos de rádio e televisão.
O auditório onde ocorre o ato tem várias regiões vazias. Os assistentes, funcionários e empregados de hospitais públicos e privados, muitos deles ligados a igrejas, como provam os padres e freiras com suas bandeirinhas do tucano – símbolo do PSDB – só se entusiasmam quando Geraldo Alckmin é apresentado, candidato ao governo de São Paulo, ligado a Opus Dei e candidato nas eleições presidenciais de 2006, quando Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito. O ato ocorre num enorme centro de convenções, onde o maior número de visitantes está na vizinha exposição de instrumentos musicais.
Sua adversária, Dilma Rousseff, esteve com Lula 20 vezes em seus atos e comícios de campanha. Serra nunca foi acompanhado pelo líder honorário de seu partido e ex-presidente da república, Fernando Henrique Cardoso, com quem trabalhou desde os anos de exílio.
Do exílio à antipatia
José Serra era um promissor líder estudantil quando, em 1964, os militares brasileiros deram um golpe de estado. O presidente da União Nacional dos Estudantes pôde fugir para o Chile, depois de algumas peripécias. Neste país segue seus estudos e trabalha para a Comissão Européia para a América Latina e Caribe. Também durante esses anos colabora com Fernando Henrique Cardoso, que nos anos futuros o chamaria para ser ministro.
O golpe de Estado de 1973 no Chile obriga a Serra a ir aos Estados Unidos. Ele faz o doutorado na Universidade de Cornell e dá aulas
Seu passado de filho de um imigrante e vendedor de fruta numa quitanda foi sublinhado na biografia oficial de Serra, que os jornais ecoam talvez para marcar a diferença com a candidata do Partido dos Trabalhadores, Dilma Rousseff que, segundo a revista Veja, viveu sua infância numa casa espaçosa com três empregados, num bairro de classe média alta.
Francisco de Oliveira, professor emérito da Universidade de São Paulo, disse que Serra sempre ocultou sua origem. Agora a usa, mas isso não tem a menor importância política. Além de sua formação acadêmica, Serra, de 68 anos, tem uma longa história de cargos públicos. Depois de seu regresso ao Brasil, após 14 anos de exílio, foi deputado federal, senador duas vezes, ministro, governador do estado de São Paulo e candidato a presidente duas vezes. Por outro lado, Rousseff nunca havia pleitado um cargo pela via da eleição popular.
Quando se observa Serra metido com seus papéis, órfão de sorriso, tende-se a crer que o que o professor Chico Oliveira disse é verdade. Ele tem uma vocação autoritária muito grande, sempre fala num tom doutoral e é muito antipático pessoalmente.
“Um presidente não necessita de padrinho”
"O Brasil pode mais" é o nome da coalizão eleitoral que Serra encabeça. Ao pôr esse nome, o candidato pretendia indicar ao eleitorado que sua larga experiência era a melhor garantia de continuidade, frente à improvisada Rousseff. Foi assim que, no início de sua campanha se deu ao luxo de mostrar-se nas propagandas da televisão em fotografias ao lado do presidente Lula, em parte para aproveitar-se de sua popularidade (80% ao término de dois períodos presidenciais ajudam a qualquer um).
Mas até dentro de seu próprio partido a jogada, abandonada em seguida, é vista como uma forma de tomar distância do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, que terminou a sua presidência em 2003, com uma popularidade de 47%. A estratégia resultou falida e o lema "o Brasil pode mais" se mantém agora em letras pequeninhas na propaganda do PSDB. Foi alterada para "É hora de mudança".
Em seus comerciais, órfãos de imagens em que não sorri, Serra enumera sua larga trajetória em cargos públicos: “me preparei para ser presidente”. Não usa mais a fotografia do presidente Lula, mas trata de desmascarar-se: “um presidente não precisa de padrinho”.
Chico de Oliveira, que trabalhou 12 anos no mesmo centro de pesquisa
Parte desse fracasso são suas promessas de última hora. Enquanto a candidata da esquerda fala de aumentar o salário mínimo gradualmente, para chegar aos R$ 600 em 2014, Serra oferece um aumento imediato, além de um aumento de 10% nas aposentadorias e um décimo terceiro ao Bolsa Família. O candidato liberal levantando bandeiras populistas.
Se houver segundo turno buscarão alianças
Em seu partido já é acusado de ser o principal responsável por uma derrota histórica. O Brasil corre o risco de se converter numa democracia popular, e Lula, de adquirir o perfil de um caudilho, disse Cardoso, que hoje oferece seus serviços como ponte para conseguir a unidade das candidaturas de Serra e Marina Silva, do Partido Verde, e terceira nas pesquisas, em caso de Rousseff não superar os 50% dos votos válidos e haver segundo turno.
Esse é o debate do momento, que esquenta a publicação de pesquisas. O Datafolha, ligado ao jornal de maior circulação, dá à candidatura oficialista 46% dos votos, e 28% a Serra e 14% a Silva. Aumenta a chance de segundo turno, é a manchete do jornal. À tarde, o Vox Populi/Band/iG publica seus resultados; 49% para a candidata do PT, 25 para Serra e 12 para Marina (que detém seu crescimento nos últimos dias).
Os jornais e as agências publicam ao longo do dia informações sobre o possível segundo turno, ainda que os mesmos institutos de pesquisas dêem a Rousseff, depois de descontar os votos brancos e nulos, entre 51 e 55% dos votos válidos. Tanto Serra como seu candidato a vice, Índio da Costa, celebram no Twitter: "Datafolha: Dilma cai novamente: 46%. Nosso esforço é fundamental nesta resta final. Conquiste um voto para Serra 45!"
Por ora, os analistas e mesmo os líderes do PSDB só vêm o desastre chegar. Até o ex-presidente Cardoso tirou o corpo fora. Não só tem estado ausente dos atos de campanha como deu por fato, no britânico Financial Times, o triunfo de Rousseff. Na revista IstoÉ arrematou sobre o aspirante de seu partido: a campanha de Serra não está em sintonia com o Brasil. Com esses amigos...
Os ratos já abandonam o navio que vai à pique (Tucanic)
Roberto Jefferson retira apoio do PTB a Serra
O presidente nacional do PTB, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), anunciou hoje (1º) que seu partido está desembarcando da campanha do candidato do PSDB à Presidência, José Serra. Em mensagens publicadas em seu microblog, Jefferson liberou os petebistas a votarem como quiserem para presidente no próximo domingo (3) e surpreendeu ao declarar a mudança de voto.
Roberto Jefferson disse que decidiu votar em Plínio de Arruda Sampaio (Psol). “Como presidente do PTB, libero meus companheiros a escolherem seu candidato a presidente do Brasil”, escreveu.
Em junho, o partido havia oficializado apoio à campanha do tucano. Apesar disso, parte da bancada do PTB no Congresso pede votos para Dilma. O ex-deputado criticou a postura do tucano no debate promovido ontem à noite pela TV Globo, o último antes da votação do próximo domingo. “Serra o mesmo de sempre. Sem graça, sem emoção, sem colorido. Sem compromisso com o coletivo de partidos a seu lado. Eu, eu, eu...”, atacou.
Para ele, Marina Silva começou bem o debate, mas perdeu energia. Dilma, na avaliação do presidente do PTB, se saiu bem. “Dilma começou de nariz pra cima, depois se afirmou. Acertou a maquiagem e o casaco rosa. Soube repelir o deboche da platéia”, afirmou, em referência ao momento em que a candidata repudiou os risos do público quando disse que todas as doações de sua campanha são oficiais.
Mas, segundo Roberto Jefferson, o grande vencedor do debate foi o candidato do Psol, de 80 anos. "Plínio terá meu voto pessoal para presidente do Brasil", escreveu. “Plínio mostrou a forca de terceira idade. Idealista, corajoso, fina ironia, coletivo, partidário. Me tocou seu brado pelo Brasil”, acrescentou.
Durante a campanha, Jefferson causou polêmica entre aliados por meio de seu twitter. A primeira confusão ocorreu em 25 de junho, quando publicou pelo microblog, em primeira mão, que o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) seria o vice de Serra. O anúncio causou reação principalmente no DEM, que reivindicava a indicação do posto. Lideranças do Democratas criticaram, ainda, o vazamento da informação pelo petebista. Com a ameaça de implosão na aliança, Alvaro Dias acabou cedendo a vaga para o deputado Índio da Costa (DEM-RJ).
O petebista voltou a causar barulho em 19 de agosto, quando ele acusou José Serra de provocar “dispersão” entre os partidos aliados. “Ele nunca nos reuniu”, criticou. O ex-deputado afirmou, na ocasião, que só havia conversado com Serra duas vezes, uma na convenção do PTB, e outra na casa do candidato a governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).
“Eu apoio Serra a pedido do Geraldo Alckmin. Sou Geraldo, não conheço o Serra. Só de ouvir falar”, escreveu o petebista no microblog. “Sem unidade das oposições ninguém, nem Cristo, venceria”, emendou.
Em 2005, o ex-líder da tropa de choque do ex-presidente Fernando Collor deflagrou a maior crise do governo Lula ao denunciar que parlamentares e partidos da base aliada, inclusive o PTB, recebiam dinheiro em troca de apoio ao Planalto. Por causa do escândalo do mensalão, Roberto Jefferson acabou tendo o mandato cassado, juntamente com os deputados José Dirceu (PT-SP) e Pedro Corrêa (PP-PE).
Fonte: Congresso em Foco
O Medroso
Aliados se frustram com desempenho medroso de Serra em debate
Aliados de José Serra (PSDB) deixaram o debate frustrados pela decisão do candidato conservador à Presidência de não partir para o embate com Dilma Rousseff. Na avaliação de tucanos, troca de farpas aumentaria as chances de forçar um segundo turno contra a presidenciável da coligação Para o Brasil Seguir Mudando.
A senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) — que coordena a agenda de Serra — lamentou a ausência de temas polêmicos como o mensalão e a demissão da ministra Erenice Guerra da Casa Civil. "Eu tava esperando a Erenice aparecer, e não apareceu... Também faltou a questão do mensalão. Falou-se muito na área econômica e social, mas da área moral não se falou."
"Talvez tenha ficado uma pontinha de frustração pela falta de confronto", disse, sem rodeios, o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves. Já o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, desconversou sobre a ausência dos escândalos nas falas de Serra. "A população já está sabendo o suficiente dessas coisas".
O assessor especial da Presidência Marco Aurélio Garcia ironizou o comportamento light de Serra. "Acho que a retranca não deu certo. O estilo Dunga não funcionou pra ele". Para o petista, a falta de embates consolida a vantagem de Dilma mostrada nas últimas pesquisas.
Informações da Folha.com
CGU conclui auditoria sobre Erenice, a três dias das eleições
A Controladoria-geral da União (CGU) concluiu quatro auditorias de contratos suspeitos de irregularidades ligados à ex-ministra Erenice Guerra. Em três delas, o órgão não encontrou indícios de irregularidades -
01 de outubro de 2010 -
O Estado de S.Paulo - Estadao.com.br
Leandro Colon -
CGU conclui auditoria sobre Erenice, a três dias das eleições
- O resultado é bom para o governo
- Controladoria não aponta indício de ligação com casos suspeitos e não avança no tráfico de influência de seus parentes
- Segundo a controladoria, não houve também irregularidade na compra do remédio Tamiflu, no ano passado
A três dias das eleições, o governo conseguiu uma defesa política contra as denúncias que levaram à demissão de Erenice Guerra - braço direito da presidenciável Dilma Rousseff (PT) - do cargo de ministra da Casa Civil. A Controladoria-Geral da União (CGU) - vinculada ao governo federal - anunciou a conclusão de auditorias em contratos mencionados no escândalo. O resultado é bom para o governo porque blinda a ex-ministra, não avança no tráfico de influência de seus parentes, nem aponta indício de ligação dela com os episódios suspeitos.
A CGU foi rápida em dar uma resposta ao presidente Lula, que pediu uma auditoria interna no dia 14 em meio ao movimento para dar satisfações durante a crise. Avaliou, por exemplo, que o estopim da queda da ex-ministra não teve qualquer irregularidade contratual. Trata-se do episódio que envolveu o empresário Rubinei Quícoli e membros da Casa Civil.
Ele acusou integrantes do Palácio do Planalto de tentarem intermediar o pedido de financiamento - para um projeto de usina solar - feito pela empresa ERDB, a qual representava, ao BNDES.
Ao abordar o caso, a CGU se atenta a dados técnicos e explica que "concluiu que o pleito de financiamento teve o tratamento técnico previsto nas normas internas do BNDES e que o mesmo não foi aprovado por não atender aos requisitos exigidos".
Segundo a controladoria, não houve também irregularidade na compra do remédio Tamiflu, no ano passado.
De acordo com a revista Veja, Vinicius Castro, ex-assessor da Casa Civil e sócio de um filho de Erenice numa empresa de lobby em Brasília, recebeu R$ 200 mil de propina pela compra do medicamento. A controladoria também afirma que não houve falhas nas multas aplicadas à Matra Mineração, empresa ligada ao marido de Erenice.
A CGU investigou ainda a contratação do escritório Trajano e Silva Associados pela Empresa de Pesquisa Energética, vinculada ao Ministério de Minas e Energia. Uma irmã de Erenice, Maria Euriza, era funcionária do órgão e autorizou em agosto de
A CGU afirma que ele entrou oficialmente na sociedade só em novembro, embora o advogado Márcio Silva, um dos sócios do escritório, tenha informado por escrito que ele era sócio desde fevereiro de
Anteontem, a Polícia Federal decidiu que só ouvirá os filhos de Erenice depois das eleições.
Demissão
Mesmo negando as denúncias contra seu filho, Israel, a ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, pediu demissão do cargo. Ela ficou pouco mais de cinco meses no comando da pasta
De: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101001/not_imp618120,0.php
Dilma vence debate da Globo e aumenta chances de vitória no dia 3
Aconteceu tudo ao contrário do que a oposição esperava. O último debate, o da Globo, o de maior audiência, aquele que poderia comprometer Dilma e alavancar Serra e Marina e provocar o segundo turno saiu pela culatra para os oposicionistas. Nem o "fator" Plínio funcionou. A candidata do PT teve, sem sombra de dúvida, o melhor desempenho. Para quem lidera as pesquisas, não sair chamuscada já é uma vitória. Vencer o debate então é praticamente selar o destino das eleições no primeiro turno.
As regras engessadas do debate impediram um confronto direto entre Serra e Dilma, restando ao tucano fazer ataques indiretos ao governo federal, numa postura antipática.
Segundo informações iniciais, o debate teve média de audiência de 24 pontos na medição do Ibope, tendo liderado a audiência entre as TVs de canal aberto durante os três primeiros blocos.
Marina repete discurso idealista
Para quem passou a semana saltitando "ondas verdes", Marina Silva estava muito apagada na maior parte do debate. Acordou só a partir do terceiro bloco e foi justamente para brigar com Serra. O tucano caiu na armadilha e foi ríspido com a candidata do PV, lembrando que ela não deixou o governo Lula na época do "mensalão". Os marqueteiros já tinham avisado aos candidatos que deveriam fugir de embate ríspido com Marina.
Marina insistiu no debate de estratégias, sem propostas concretas. Repetiu o discurso idealista que atinge uma faixa muito reduzida da população. Seu pronunciamento final foi fraco e a candidata apareceu diante das câmeras da Globo com aparência séria demais, quase triste. Definitivamente, não ajudou a suposta "onda verde" a ganhar musculatura.
Plínio não estava afiado
Plínio teve sua pior performance, a menos engraçada, a menos espirituosa, e justamente no debate de maior audiência. O candidato do PSOL conseguiu retomar a forma só nas considerações finais, quando fez um discurso cativante e ideológico. Mas já era tarde, o debate estava no fim.
Quando tentou provocar os adversários, Plínio usou argumentos equivocados. Ao ser questionado por Dilma sobre funcionalismo público, ele acusou o governo Lula de "privatizar" e "terceirizar" os serviços. Deu a deixa para Dilma rebater, dizendo que quem privatizou e terceirizou foi o governo FHC.
Serra evitou confronto
Serra não conseguiu ir além das críticas técnicas e econômicas ao atual governo. Não teve oportunidade de apresentar propostas interessantes com argumentação palatável ao eleitor indeciso. O tucano precisava desesperadamente de um desempenho acima da média para conquistar novos eleitores. Ou torcer para um desempenho desastroso de Dilma para arrancar eleitores dela. Não conseguiu nem uma coisa nem outra. Em sua fala final, sequer foi aplaudido pela platéia de tucanos presentes no estúdio da Globo.
Dilma manteve a serenidade
Dilma, por sua vez, respondeu a todas as perguntas com serenidade e no episódio que poderia resultar em seu pior momento --quando riram de sua fala sobre doações de campanha--, ela teve presença de espírito suficiente para inverter a situação e acabar a fala recebendo aplausos ao dizer que "lamenta o riso daqueles que têm outra prática".
A candidata petista estava preparada para responder perguntas potencialmente embaraçosas sobre as denúncias envolvendo a Casa Civil, sobre liberdade de imprensa e sobre aborto. Temas com os quais a oposição e a mídia têm atacado a candidata. Mas nem precisou. Preocupados em não adotar posturas agressivas, os adversários de Dilma sequer tocaram nestes assuntos.
Decisão no primeiro turno ficou mais factível
O debate acabou sendo um passeio para a candidata favorita. Dilma fez a natural defesa do governo Lula, mas citou o nome do presidente pouquíssimas vezes, mostrando que a campanha ajudou-a a ganhar personalidade própria.
Muitos analistas políticos passaram a semana dizendo que o debate desta quinta-feira seria decisivo. Se for mesmo, aponta para uma decisão no primeiro turno, a favor de Dilma.
Cláudio Gonzalez
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