Engenheiro preso por participar de esquema para desviar recursos públicos presta depoimento e confessa, segundo a Polícia Federal, fornecimento de notas frias para prefeituras da região
(Luiz Ribeiro/Estado de Minas) O engenheiro Cláudio Soares, uma das quatro pessoas presas na quarta-feira pela Polícia Federal, em Varzelândia, no Norte de Minas, sob a acusação de integrar uma organização especializada em fraudar licitações com o objetivo de desviar recursos dos cofres da cidade, prestou depoimento na quarta, em Montes Claros, e confessou o fornecimento de notas frias para outras cinco prefeituras da região.
Duas delas devem ser alvo de uma operação da Polícia Federal nos próximos dias. Todas integravam o esquema de fraudes, suspeito de desviar cerca de R$ 10 milhões em verbas da União, repassadas para os municípios por meio de convênios. As outras três também já estão sendo investigadas. Ao todo, cerca de 80 prefeitos, ex-prefeitos e empresários de várias regiões do interior de Minas estão na mira da PF e podem ser presos a qualquer momento. O objetivo da PF é desbaratar quadrilhas de empresas fantasmas que fornecem notas fiscais para prefeituras mineiras. Os agentes federais também investigam a participação de prefeituras do interior da Bahia nas fraudes.
Novos detalhes das irregularidades foram levantados a partir dos depoimentos de Cláudio Soares; e também do atual secretário municipal de Varzelândia, Hertz Ramon Gomes. Eles foram presos na terça-feira, junto com o ex-prefeito da cidade, Josemar Soares Lima (PFL) e o empresário Jalmir de Jesus Ferreira da Silva, dono da Jal Construtora. Todos respondem a processos na Justiça Federal e estadual por fraude em licitação e desvio de recursos públicos.
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