quinta-feira, 20 de abril de 2006

Acusado de integrar esquema de corrupção complica prefeitos mineiros. Um do PFL já se encontra na PRISÃO.


Engenheiro preso por participar de esquema para desviar recursos públicos presta depoimento e confessa, segundo a Polícia Federal, fornecimento de notas frias para prefeituras da região
(Luiz Ribeiro/Estado de Minas) O engenheiro Cláudio Soares, uma das quatro pessoas presas na quarta-feira pela Polícia Federal, em Varzelândia, no Norte de Minas, sob a acusação de integrar uma organização especializada em fraudar licitações com o objetivo de desviar recursos dos cofres da cidade, prestou depoimento na quarta, em Montes Claros, e confessou o fornecimento de notas frias para outras cinco prefeituras da região.



Duas delas devem ser alvo de uma operação da Polícia Federal nos próximos dias. Todas integravam o esquema de fraudes, suspeito de desviar cerca de R$ 10 milhões em verbas da União, repassadas para os municípios por meio de convênios. As outras três também já estão sendo investigadas. Ao todo, cerca de 80 prefeitos, ex-prefeitos e empresários de várias regiões do interior de Minas estão na mira da PF e podem ser presos a qualquer momento. O objetivo da PF é desbaratar quadrilhas de empresas fantasmas que fornecem notas fiscais para prefeituras mineiras. Os agentes federais também investigam a participação de prefeituras do interior da Bahia nas fraudes.


Novos detalhes das irregularidades foram levantados a partir dos depoimentos de Cláudio Soares; e também do atual secretário municipal de Varzelândia, Hertz Ramon Gomes. Eles foram presos na terça-feira, junto com o ex-prefeito da cidade, Josemar Soares Lima (PFL) e o empresário Jalmir de Jesus Ferreira da Silva, dono da Jal Construtora. Todos respondem a processos na Justiça Federal e estadual por fraude em licitação e desvio de recursos públicos.

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