Investigações parlamentares e criminais são armas da oposição em qualquer país, a qualquer tempo. Em governos mais corruptos e cínicos, como o do PSDB-PFL, são sufocadas em meio a montanhas de provas. Às vezes o próprio alvo delas (caso da negociata da NEC do Brasil, nos anos 1980) entra em cena, corrompe deputados e até aborta a iniciativa (com a retirada de nomes do requerimento de CPI).
Nos EUA, o impeachment do presidente Bill Clinton começou com manipulação política, apoiada na mídia. O governo democrata deixou de agir quando o tema era o loteamento de Whitewater. A oposição mudou várias vezes de rumo - para as contribuições de campanha e outras questões. Pouco adiantou. Afinal um promotor insuflado pela histeria parlamentar juntou dois casos de sexo e produziu o impeachment.
O Senado repudiou a trama ao absolver Clinton no que era tentativa de golpe branco, como o da histeria tucano-pefelista e sua mídia endividada em dólares. Os golpistas tupiniquins ainda acham que chegam lá e destroem Lula antes do voto. Contam com a mídia corporativa, que sonha extorquir mais num governo de gente amiga.
Mas as pesquisas mostram que, como nos EUA, o eleitorado resiste à indecência da jogada.
(Argemiro Ferreira)
As CPIs no Brasil e os milhões de dólares
A CPI DOS CORREIOS, que investigou de tudo, para no FINAL, EXPURGAR DADOS RELATIVOS À SKYMASTER, dona do contrato que desde 2001 faturava R$ 105 milhões por ano, sob suspeita de superfaturamento. E dos nomes de Ferreira da Cunha e João Leite Neto, ligados à franquia Tamboré dos Correios, gastou mais de 5 MILHÕES .
Ou seja, "investigou-se" de tudo, e os fatos que já eram de conhecimento público antes da CPI iniciar a PANFLETAGEM, continuam de conhecimento público e expurgardos DO RELATÓRIO FINAL.
Tudo sob a complacência da "opinião" pública que só tem OLHOS PARA DANÇA DE DEPUTADAS DO PT e absolvição de DEPUTADOS DO PT. Fecham os OLHOS quando o deputado é BRANT do PFL de MINAS, e AZEREDO do PSDB de MINAS, assim como o ESQUEMA TODO COMEÇOU COM O PSDB... de MINAS!!!
Sem provas (nos EUA, ao contrário do Brasil, não basta a mídia fabricar palavras como "mensalão"), as CPIs do Senado e da Câmara, investigaram inutilmente a legalidade das contribuições de campanha.
Nenhum comentário:
Postar um comentário