O senador Antônio Carlos Magalhães mudou de tom. Era contra o impeachment do presidente Lula, entendendo que o eleitorado se encarregaria de afastá-lo do Palácio do Planalto. Não é mais. Esta semana, da tribuna do Senado, o ACM defendeu o impeachment, mesmo alertado para o fato de que não haverá tempo útil para o processo tramitar, antes de terminado o atual período de governo.
Supõe-se estar o ex-governador baiano imaginando a vitória do Lula, em outubro. Assim, levaria para o segundo mandato uma espécie de espada de Dâmocles sobre sua cabeça. Aconteceu coisa parecida com Richard Nixon, nos Estados Unidos: reeleito com ampla vantagem sobre o adversário, acabou arcabuzado no início do segundo mandato.
Em termos concretos, inexistem condições políticas para o afastamento forçado do presidente Lula. Não basta alegar que ele seria o beneficiário maior da quadrilha agora denunciada pelo procurador-geral da República. Acresce não estar o povão muito ligado nos detalhes do mensalão. A menos que apareçam fatos novos, agora envolvendo o presidente, a proposta do senador Antônio Carlos Magalhães destina-se a cair no vazio.
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