Um conjunto de computadores do empresário Marcos Valério recolhido em outubro, em Belo Horizonte, e levado para perícia na Polícia Federal em Brasília ainda estão sendo investigados. Deles podem surgir novas conexões do valerioduto em seus primórdios, antes da gestão Lula. Esse é um exemplo de assunto que a CPI dos Correios não trabalhou, segundo o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR).
Uma séria preocupação da comissão era manter o foco - afinal, a certa altura o trabalho se estendia a centenas de pessoas, 5 ministérios, 13 estatais, 11 fundos de pensão, 5 bancos e 8 corretoras. "Manter o foco significava fazer escolhas, deixar algumas coisas de lado para aprofundar outras", diz Fruet. Outro cuidado era evitar radicalizar. Decidiu-se que tudo que envolvesse o presidente Lula seria jogado para o Congresso, até porque CPIs não têm atribuição de investigar presidentes.
Exemplo revelador dos limites do trabalho foram as franquias dos Correios, razão inicial de criação da CPI e que parou nos primeiros passos. No início dos trabalhos, o funcionário Maurício Marinho - que aceitou suborno de R$ 3 mil - declarara que "por trás de toda grande franquia dos Correios havia um deputado ou senador".
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