quinta-feira, 25 de maio de 2006

CRESCE A DIVERGÊNCIA ENTRE PSDB E PFL APÓS PESQUISAS!

Na tarde do dia 24/06, um dia para TUCANOS E PEFELISTAS esquecerem, os problemas internos do PSDB com o PFL extrapolaram a fronteira dos bastidores e se tornaram públicos.

"Essa coisa de setores do PFL ficarem batendo não dá mais. Chega de brincadeira de ficar batendo em candidato, no Fernando Henrique, no Aécio (Neves, governador de Minas Gerais). Ou é aliado ou não é", disparou o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE).

As críticas de Jereissati tiveram vários endereços no PFL, em especial o prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, que mais cedo havia acusado o tucano de "traidor" por negociar no Ceará apoio a Cid Gomes ao governo do Estado. Cid é candidato do PSB e irmão do ex-ministro Ciro Gomes, um dos nomes cotados para ser vice do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O tom elevado das críticas provocou agitação entre as duas cúpulas. O presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), propôs a criação de um conselho político tucano e pefelista para discutir as desavenças semanalmente. O PSDB aceitou o convite, pois avaliam que a briga interna poderia significar um suicídio eleitoral, com Alckmin cada vez mais fragilizado na campanha.

Gênese da crise

A divisão entre os setores da oposição começou com a corrida dentro do PFL para escolha do vice na chapa de Alckmin. José Jorge venceu seu colega José Agripino (RN), e o partido saiu rachado.

A onda de violência em São Paulo provocou uma reação inesperada do governador pefelista Cláudio Lembo, que criticou Alckmin pela falta de apoio durante a crise de segurança, descortinando uma relação tensa entre as duas legendas.

Nesta semana, as brigas internas sobre as alianças regionais foram acentuadas, expondo uma luta política pela cabeça de chapa das coligações regionais. No Rio de Janeiro, por exemplo, o PSDB indicou um candidato próprio ao governo do Estado, contrariando acordo prévio com o PFL de ter na coligação um nome pefelista à frente da chapa.

Tucanos também brigam

Até tucanos trocaram farpas internamente. Em seu site, o deputado Alberto Goldman (PSDB-SP), parlamentar ligado a José Serra, deu uma dura alfinetada nos seus próprios colegas de partido. Ele se referia à crise em São Paulo.

"Fernando Henrique Cardoso, em Nova York, falou demais. Aécio Neves, em Nova York, ficou com sua tradicional pinta de boa vida. Tasso, em Nova York, fazendo pronunciamentos inconvenientes, todos encobrindo, de forma negativa, o esforço de Geraldo Alckmin aqui, na província", afirmou.

A pesquisa CNT/Sensus apontou que a maior parte dos entrevistados acha que os atentados do crime organizado prejudica a campanha do tucano pela Presidência.

Mau humor

A sondagem, que mostrou que Lula venceria hoje a eleição já no primeiro turno, acendeu mais um sinal de alerta na oposição. A avaliação, nos bastidores, é de que a situação do ex-governador está realmente complicada. Publicamente, garantem que o resultado da sondagem já estava calculado.

PFL e PSDB apostam numa recuperação a partir de junho, quando vão ao ar os programas partidários atacando Lula. Esperam, ainda, um avanço maior de Alckmin no início da propaganda eleitoral.

"Em dia que sai a pesquisa, eles perdem completamente o bom 'sensus'", brincou a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), fazendo um jogo de palavras com a pesquisa divulgada e com a agitação da oposição no plenário da Casa.

À noite, uma pesquisa do Datafolha também mostrou possibilidade de vitória de Lula já no primeiro turno. foi a PÁ DE CAL!

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