Insiste o governador Cláudio Lembo em que não houve acordo do governo paulista com o crime. Autoridades estaduais visitaram o bandidão, dando até carona para sua advogada em avião oficial, mas foi só para saber se Dom Camacho estava gozando de boa saúde, atendido na penitenciária de Presidente Venceslau. O governador candidata-se ao Prêmio Pinóquio.
Ele sequer sabe de onde vieram os recursos para a aquisição dos 60 televisores instalados nas penitenciárias para os presos verem a Copa do Mundo. Vai mandar apurar, nem lhe passando pela cabeça que o narcotráfico tenha financiado.
Seria interessante saber como os aparelhos chegaram aos presídios: enviados pelas lojas, mas com que notas fiscais? Nem isso o Palácio dos Bandeirantes consegue deslindar, como não deslindará a próxima remessa de uniformes cáqui para os internos, em substituição aos amarelos, que ofendem a vista e a dignidade dos chefes do crime. Lembo não se elege nem vereador. Nem precisa. Já passou para a História...
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