segunda-feira, 14 de agosto de 2006

Como um robô

Geraldo Alckmin é alguém programado como um robô, e, portanto, pouco criativo, e de reduzida capacidade de improvisação. Tudo nele parece estudado, fruto de meditação demorada, de um esforço para se organizar e pensar em função do que sua inteligência e cultura lhe proporcionam. Organizado demais, temendo os riscos do improviso e do impulso repentino.

Vejam só os leitores o que ocorreu na cidade de São Paulo a cerca de dois meses. Os evangélicos organizaram uma manifestação colossal, reunindo em torno de um milhão de pessoas nas várias horas do dia. Alckmin estava na cidade. Não compareceu, alegando sua condição de católico. Poderia ter assumido sua posição de cristão, muito mais abrangente, e participado da caminhada pela vida, pelo cristianismo, pela liberdade religiosa. Não. Temeu perder o voto dos católicos.

Uma atitude assim o define e praticamente confirma que ele pertence à "Opus Dei", segmento hiperconservador e sectário do catolicismo. Geraldo Alckmin é assim. Sua personalidade está bem refletida nas pesquisas do Datafolha e do Sensus. Não adianta Antônio Lavareda tentar, como a "Folha de S. Paulo" publicou, ridicularizar os levantamentos. Como dizia meu saudoso amigo Paulo Montenegro, um dos criadores do Ibope, se alguém tem febre não adianta quebrar o termômetro.

Nenhum comentário:

Marcadores