terça-feira, 15 de agosto de 2006

Entrevista






Em longa entrevista feita em sua casa em Bragança Paulista, complementada depois por telefone, Furukawa conta as razões de sua queda da Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo logo após as rebeliões e ataques comandados pelo PCC em maio e junho deste ano. Denuncia “um desinteresse (da Polícia) em investigar o PCC” e afirma que “a providência para acabar com as rebeliões seria levar os 5.000 presos (mais perigosos) para uma ilha”.
Critica também os juízes: “Estamos, com a demora do Judiciário, pondo na cadeia muitas pessoas que não precisam ser mantidas presas. Em São Paulo, 30.000 presos já teriam direito de obter benefício e não obtêm”. Nega ter havido acordo com o PCC durante a crise de maio – teria ocorrido, segundo ele, “apenas uma negociação” – porém revela que, na ocasião, numa reunião da alta cúpula da Segurança Pública, “todos eles queriam fazer acordo com a facção criminosa”, inclusive o secretário Saulo de Abreu Filho. De quem já ouviu a frase altamente reveladora: “Comigo, bandido vai pra cadeia ou pro IML.”

Um comentário:

Marco Aurélio disse...

É bem possível que se o PCC não for desarticulado rapidamente, o Brasil vire uma Colômbia com suas Farc. Tomara que não!

Um abraço

Marco Aurélio

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