11/08/2006 - 22:53
Cerca de 45 mil pessoas compareceram na noite desta sexta-feira (11) à Cinelândia, no Rio de Janeiro, para dar o seu apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, naquele que foi um dos maiores comícios dos últimos anos. Horas antes, Lula já havia atraído uma multidão em Niterói.
Dirigindo-se à multidão que foi à Cinelândia, onde discursou ao lado do candidato do PRB ao governo do Rio, Marcelo Crivella, Lula garantiu que o Brasil está ingressando num novo ciclo de desenvolvimento econômico e destacou o apoio grandes projetos de infra-estrutura no Estado.
“Estamos implantando o Pólo Petroquímico e o Pólo Siderúrgico do Rio. Já reativamos a indústria naval e agora vamos revitalizar a marinha mercante”, disse Lula.
Segundo o presidente, o Brasil gasta cerca de US$ 8 bilhões por ano com o fretamento de navios para exportar a sua produção. Recursos que serão poupados na medida em que a marinha mercante brasileira receber incentivos para ampliar a sua frota própria. “Nós agora vamos construir os nossos navios nos nossos estaleiros”, garantiu.
Lula também lembrou que as ações do governo federal contribuíram decisivamente para que, em apenas três anos e meio, fossem gerados mais de 400 mil empregos no Rio de Janeiro. Mas ele acredita que esse número poderá crescer ainda mais nos próximos quatro anos, graças aos fortes indicadores da economia brasileira e aos projetos que está implantando no Estado.
Outra parte do discurso do presidente foi dedicada aos programas e às ações sociais do governo. Lembrando que a desigualdade social está caindo no Brasil, Lula disse que “enquanto eles (a oposição) só pensam nos pobres em época de eleição, eu penso em melhorar a vida dos pobres durante os 365 dias do ano”.
Lula também abordou os avanços conquistados na área da educação, que ele considera prioritária num segundo mandato, como a criação de dez universidades federais e a implantação de 42 escolas técnicas em todo o país.
Em outro ponto muito aplaudido do discurso, o presidente destacou a recente aprovação da Lei Maria da Penha, que amplia a proteção às mulheres vítimas da violência doméstica e a punição aos seus agressores.
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