Pedro do Coutto
Num almoço extremamente agradável, esta semana, com o pensador Humberto Braga, que tantas batalhas éticas travou no Tribunal de Contas do Estado, concordamos que o presidente Lula deverá ser reeleito nas urnas de outubro, sobretudo porque o seu principal competidor, Geraldo Alckmin, realiza uma campanha gelada, sem emoção.
Mas o grande eleitor de Luís Inácio da Silva chama-se Fernando Henrique Cardoso, responsável principalmente por omissão, digo eu, pelo maior desastre administrativo da história do Brasil.
Como tudo é relativo, opinião fundamental de um homem mais conhecido do que nós, chamado Einstein, quando se coloca em inevitável cotejo FHC e Lula, o ponteiro favorece amplamente o atual chefe do governo.
Basta lembrar as privatizações-doações a que sempre se refere Helio Fernandes.
Basta lembrar as privatizações-doações a que sempre se refere Helio Fernandes.
Basta lembrar a atuação de Fernando Henrique no episódio da escassez de energia elétrica: não fui avisado, disse ele, logo desmentido pelo ex-ministro de Minas e Energia, Rodolfo Tourinho. FHC lançou uma campanha publicitária para que a população economizasse energia. Foi atendido. O consumo caiu vinte por cento. O que aconteceu na seqüência? O governo aumentou as tarifas exatamente em vinte por cento. As empresas distribuidoras, assim, receberam o mesmo produzindo menos. Os consumidores residenciais, industriais e comerciais pagaram mais por menos.
FHC, seguindo a receita do FMI (...) congelou os salários, contribuindo diretamente para concentrar a renda e incentivar a favelização. Em sua desadministração, todos os contratos, exceto o de trabalho, passaram a possuir cláusulas anuais de reajuste automático. Ele, que disse ter votado em Lula na eleição vencida por Collor, em 89, e o derrotou duas vezes, em 94 e 98, em 2002 tornou-se o grande eleitor do atual presidente.
Mesma coisa, agora, em 2006. Mal FHC ingressou na campanha do PSDB e Lula subiu rapidamente nas pesquisas. O Ibope e o Datafolha confrontaram a rejeição de Fernando Henrique por larga margem. A propósito, vale frisar que, este ano, Lula bate um recorde mundial: passa a ser o único político do mundo, em todos os tempos, a disputar cinco vezes a presidência da República. Quebra a marca de Roosevelt e de Mitterrand, que concorreram quatro vezes. Perón, na Argentina, venceu três vezes. Franklin Roosevelt foi vitorioso em 32, 36, 40 e 44, último mandato de sua vida. A Constituição dos Estados Unidos foi mudada para limitar a apenas uma reeleição. Mitterrand venceu duas e perdeu duas.
Mas disputar a presidência cinco vezes não é o único fenômeno que envolve Lula. Vejam os leitores também o fato de não ser atingido pelos escândalos de corrupção(...).
Lula superou tudo. O vendaval que condena o abominável mensalão não o alcançou e abalou. Sequer passou por perto de sua imagem.
Suplicy, em São Paulo, está com 37 pontos contra apenas 4 de Afif Domingos.
Sustenta Humberto Braga que a moralidade, uma obrigação de todos, não é um fim em si mesmo, na política. Na política, o fim, no sentido de objetivo maior, é o progresso econômico e sua distribuição social. Exatamente o oposto do que aconteceu nos dois mandatos de FHC, quando se evidenciou o recuo do PIB em comparação com o crescimento demográfico, e uma verdadeira avalanche em matéria de concentração de renda.
Não fosse, por exemplo, a atuação firme de Luiz Carlos Santos, hoje deputado por São Paulo, Furnas teria sido vendida por um décimo de seu valor, como propunha o então presidente do BNDES, Pio Borges. Teria sido um caso de traição ao Brasil, sustenta hoje o atual presidente da estatal, José Pedro Rodrigues, um homem íntegro, técnico de alta capacidade.
O governo (FHC) era uma verdadeira nau sem rumo, como na ópera de Richard Wagner.
Fernando Henrique Cardoso, rejeitado intensamente pela opinião pública, tornou-se o principal responsável pela eleição de Lula. Agora, ao lado de Alckmin, será um dos principais responsáveis pela reeleição.
(...)
Como política é, acima de tudo, esperança, entre Lula e Geraldo Alckmin, um homem do "Opus Dei", o eleitorado fica com o PT.
FHC, seguindo a receita do FMI (...) congelou os salários, contribuindo diretamente para concentrar a renda e incentivar a favelização. Em sua desadministração, todos os contratos, exceto o de trabalho, passaram a possuir cláusulas anuais de reajuste automático. Ele, que disse ter votado em Lula na eleição vencida por Collor, em 89, e o derrotou duas vezes, em 94 e 98, em 2002 tornou-se o grande eleitor do atual presidente.
Mesma coisa, agora, em 2006. Mal FHC ingressou na campanha do PSDB e Lula subiu rapidamente nas pesquisas. O Ibope e o Datafolha confrontaram a rejeição de Fernando Henrique por larga margem. A propósito, vale frisar que, este ano, Lula bate um recorde mundial: passa a ser o único político do mundo, em todos os tempos, a disputar cinco vezes a presidência da República. Quebra a marca de Roosevelt e de Mitterrand, que concorreram quatro vezes. Perón, na Argentina, venceu três vezes. Franklin Roosevelt foi vitorioso em 32, 36, 40 e 44, último mandato de sua vida. A Constituição dos Estados Unidos foi mudada para limitar a apenas uma reeleição. Mitterrand venceu duas e perdeu duas.
Mas disputar a presidência cinco vezes não é o único fenômeno que envolve Lula. Vejam os leitores também o fato de não ser atingido pelos escândalos de corrupção(...).
Lula superou tudo. O vendaval que condena o abominável mensalão não o alcançou e abalou. Sequer passou por perto de sua imagem.
Suplicy, em São Paulo, está com 37 pontos contra apenas 4 de Afif Domingos.
Sustenta Humberto Braga que a moralidade, uma obrigação de todos, não é um fim em si mesmo, na política. Na política, o fim, no sentido de objetivo maior, é o progresso econômico e sua distribuição social. Exatamente o oposto do que aconteceu nos dois mandatos de FHC, quando se evidenciou o recuo do PIB em comparação com o crescimento demográfico, e uma verdadeira avalanche em matéria de concentração de renda.
Não fosse, por exemplo, a atuação firme de Luiz Carlos Santos, hoje deputado por São Paulo, Furnas teria sido vendida por um décimo de seu valor, como propunha o então presidente do BNDES, Pio Borges. Teria sido um caso de traição ao Brasil, sustenta hoje o atual presidente da estatal, José Pedro Rodrigues, um homem íntegro, técnico de alta capacidade.
O governo (FHC) era uma verdadeira nau sem rumo, como na ópera de Richard Wagner.
Fernando Henrique Cardoso, rejeitado intensamente pela opinião pública, tornou-se o principal responsável pela eleição de Lula. Agora, ao lado de Alckmin, será um dos principais responsáveis pela reeleição.
(...)
Como política é, acima de tudo, esperança, entre Lula e Geraldo Alckmin, um homem do "Opus Dei", o eleitorado fica com o PT.
O voto em Heloisa Helena é de protesto, uma utopia.
Um comentário:
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