Fabio Grecchi
Os próximos dias é que dirão se mais este embrulho envolvendo personagens do PT grudará na campanha de Lula à reeleição. Marqueteiros ouvidos por esta coluna ontem estão céticos quanto à hipótese de um estrago na imagem do presidente. Não apenas porque falta tempo (a eleição é daqui a duas semanas), mas também porque o perfil do eleitor de Lula mudou.
Não quer dizer que ele seja alheio à onda de escândalos, mas é quase isto. Não acredita que o presidente esteja de marido traído nesta história toda, mas sabe que do outro lado não estão figuras de grande envergadura moral. Até ao contrário. Além do mais, se as camadas D e E estão levando vantagem com o governo Lula - e é essa massa que está por trás de sua possível reeleição no primeiro turno -, por que mudar de presidente?
Esse raciocínio cartesiano se reflete ainda em episódio recente, o da derrubada da candidatura de Roseana Sarney. O próprio Geraldo Alckmin confessou que tem muito menos impacto uma denúncia na qual o dinheiro para comprar o dossiê dos Vedoin não apareceu.
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