por Paulo Moreira Leite.
A vantagem de Lula sobre Alckmin, no segundo turno, chegou a um ponto máximo: 61% a 39% dos votos válidos, informa o DataFolha. Muitas pessoas estão surpresas com esta diferença -- inclusive eleitores do PT -- mas não deveriam. A vantagem de Lula sobre Alckmin sempre foi imensa, em torno dos 20 pontos que aparecem agora, em todos os institutos.
Olhando para o Vox Populi, por exemplo, os últimos meses da campanha eleitoral foram assim: 52% a 32% em 6 de agosto; 54% a 32% em 1 de setembro; 53% a 34% em 15 de setembro. Em 30 de setembro, quando a denúncia do dossiê estava no auge, a diferença caiu para 49% a 42%. Quinze dias depois, Lula já voltava à vantagem anterior, com 57% a 37%.
Esses números mostram que Lula liderou a pesquisa de ponta a ponta e que jamais foi ameaçado. Se essa diferença diminuiu na votação do primeiro turno, Lula só não venceu a eleição naquela fase porque lhe faltaram 1,4% dos votos sobre o conjunto dos adversários. Mesmo assim, sua votação subiu em relação a 2002.
Essa vantagem sempre foi confirmada por pesquisas sobre a avaliação do governo. Lula é visto de forma positiva por mais de 40% do eleitorado -- a experiência ensina que uma gestão com esse patamar de aprovação tem 80% de chances de ser vitorioso. Pesquisas qualitativas, que apuraram as opções dos eleitores em grupos de discussão, apontaram para um quadro idêntico.
O que se vê, então, nas pesquisas da última semana da campanha, é a confirmação da principal tendência desta eleição, que sempre apontou para uma grande vantagem de Lula. Ninguém é obrigado a imaginar que a eleição está resolvida. O pleito é domingo. Mas o quadro é este há muito tempo.
2 comentários:
O MAIOR DE TODOS OS ESCÂNDALOS
Um novo escândalo Proconsult está sendo armado na cara de todo mundo.
Para quem não sabe ou não lembra: O escândalo Proconsult foi um dos maiores esquemas de corrupção eleitoral armado entre a Rede Globo, o Ibope e a Proconsult.
O escândalo consistia em fabricar índices artificiais pelo Ibope, sendo divulgado com exclusividade pela Rede Globo, levando o povo burro a votar em quem aparentava estar na frente e por isso iria ganhar.
Agora estão fazendo uma falcatrua igual.
Estavam atribuindo a Lulla um índice que daria a vitória delle já no primeiro turno, embora jamais tivesse mais de 37 pontos. Tudo isso na esperança de - mais uma vez - levar o povo burro a votar em quem está na frente para eleger quem elles querem que ganhe a eleição.
A metodologia usada para a "pesquisa" está errada. A média utilizada está errada. O universo apurado é inconsistente com a distribuição demográfica do país.
Se essa falcatrua não tivesse sido desmentida por um instituto sério, bastaria a análise do próprio Ibope. Ou seja: O governo Lulla está avaliado como ruim ou péssimo por 56% dos entrevistados.
Logo, é impossível Lulla ter 50%.
Usando os mesmos números do Ibope, mais de 20% ainda não decidiu seu voto.
Logo, a soma dos percentuais não pode ser 100% e sim menos de 80%.
Estão agindo - e conduzindo as pesquisas - como se uma pessoa pudesse ter a cabeça no forno, os pés na geladeira, e concluindo que na média estaria excelente.
Lembrem-se que os maiores escândalos do desgoverno Lulla foram exatamente em cima da mídia e dos meios de comunicação. Em especial no item "Verbas de Publicidade".
Diante das denúncias de manipulação nos índices e falcatruas, que já divulgadas no exterior, chegou-se a admitir antes (de maneira muito tênue) um segundo turno. Mas continuam apostando no povo burro que vota em quem "vai ganhar", que é exatamente quem eles querem que ganhe, pois o povo vota em quem está na frente, como se eleição fosse loteria, onde quem acertar o vencedor ganha um prêmio.
Repassem para o maior número de pessoas possível.
Lulla nunca passou de 37% dos votos.
É o povo contra o ladrão, derrotando a corrupção.
Roméro Machado
romero@novanet.com.br
Seu ROMÉRO (com acento no "E"),
Esse é o discurso mais fora de moda que existe. O Ibope existe há 64 anos e ouvimos mais de 200 vezes o mesmo argumento: o de que as pesquisas mascaram a realidade. Isso parece discurso de perdedores. No primeiro turno desta eleição, foram feitas pesquisas para presidente, governador e senador nos 27 Estados. Foram ao todo 520 prognósticos. o IBOPE acertou 512, e teve problemas em oito.
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No caso do governador Geraldo Alckmin, não é verdade que que o IBOPE errou . Tenho ouvido comparações simplistas que se vangloriam porque o candidato do PSDB-PFL teve mais votos do que José Serra em 2002. Mas as eleições são muito diferentes.
Na disputa anterior, havia dois outros candidatos com musculatura eleitoral: Ciro Gomes e Anthony Garotinho, que conseguiu quase 17 milhões de votos. Agora, os outros dois na corrida – a senadora Heloisa Helena, do Psol e o senador Cristóvão Buarque, do PDT - são ex-petistas, petistas ressentidos. Isso fez com que o segundo turno fosse, digamos, antecipado. E o resultado seria definitivo, não fosse a ausência do presidente Lula ao debate na TV Globo e a divulgação da foto do dinheiro do dossiê, ambos nas últimas 48 horas.
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Um e outro fato fizeram com que os momentos finais fossem nervosos, agitados. Os eleitores foram bombardeados por essas notícias e isso fez com que o presidente Lula recuasse do patamar de 53 ou 52% para 50% ou 49%. Caso isso não ocorresse, ele seria eleito no primeiro turno, como se sabe.
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