"O ataque de Álvaro Uribe às Farc não é uma tentativa de desbaratar um grupo guerrilheiro ou "terrorista". É uma ofensiva para tentar liquidar militarmente um grupo que poderá ter algum papel político numa Colômbia pacificada -e que visivelmente sinaliza esse desejo. É uma clara manobra para dificultar a conversão política de um grupo armado que poderia, sem problemas, seguir o exemplo, entre outros, da Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN), de El Salvador. Estrategicamente, Uribe fracassará. Assim como fracassou seu colega peruano Augusto Fujimori, que no poder saboreou a vitória final contra a guerrilha lunática do Sendero Luminoso e hoje amarga o banco dos réus, pois preferiu a cadeia ao exílio. De herói a bandido em poucos anos. E o que sobrou para a direita peruana? Agarrar-se a Alan García (que antes acusava de "populismo") para tentar conter a ascensão política do etnocacerista Ollanta Humala. A História, como o tempo (Einstein explicou), pode ir mais rápido ou mais devagar. Mas nunca caminha para trás. Ainda que de vez em quando dê essa impressão".
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Blog do Alon
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