Criança morre depois de ser arrastada por carro durante assalto
Um assalto terminou com a morte de um menino de seis anos, na noite de quarta-feira (7), no Rio. Ele não conseguiu sair do veículo levado pelos criminosos e foi arrastado por aproximadamente sete quilômetros, durante a fuga dos assaltantes.
De acordo com a polícia, o menino --identificado como João Hélio Fernandes-- estava no carro com a mãe quando foram abordados pelos assaltantes, no bairro Osvaldo Cruz (zona norte). A mãe foi retirada do veículo, mas não conseguiu retirar a criança --que estava no banco traseiro, presa ao cinto de segurança. A irmã do menino e uma outra pessoa também estavam no carro e conseguiram sair.
Antes de o menino ser retirado, um dos assaltantes assumiu a direção do veículo e acelerou. Ele ficou pendurado e foi arrastado. A fuga teria durado cerca de 15 minutos, até que o carro foi abandonado em uma rua de Cascadura, também na zona norte.
Durante o trajeto, moradores que presenciaram a fuga gritaram para que os criminosos parassem o carro. A criança foi encontrada já sem vida. Os assaltantes foram presos dias depois.
OS ASSASSINOS ERAM POBRES E ANALFABETOS
Policial "EXPÔE" O ROSTO DO JOVEM
A mãe de dois dos cinco presos acusados pela morte do garoto João Hélio Fernandes Vieites --Carlos Eduardo Toledo de Lima, 23, e um adolescente de 16 anos-- afirmou que o mais jovem contou a ela que assumiu o crime a pedido do irmão mais velho, já que, por ser menor de 18 anos, ficaria preso apenas "uns dois meses".O adolescente estudou até a sexta série e Carlos Eduardo, até a quinta. Segundo a polícia, o jovem assumiu o crime, mas depois voltou atrás.
Durante os dias que se seguiram, várias pessoas iniciaram uma passeata de três horas de protesto pela morte do menino João Hélio Fernandes Vieites, 6 anos. A caminhada saiu do entroncamento da estrada Henrique de Melo com a rua João Vicente, no bairro de Osvaldo Cruz, na zona norte do Rio de Janeiro. O ponto de partida foi o local onde o carro da família do garoto foi abordado por criminosos, no dia 7 de fevereiro, iniciando a ação que resultou na morte da criança.
Manifestantes pararam em frente ao Fórum Regional de Madureira e cantaram o hino nacional. O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, acompanhou o evento.
Outras vítimas
O pai de Gabriela Prado Maia, morta em 2003 em uma estação do Metrô do Rio, tem participado de todos os eventos envolvendo a família de João Hélio. Presente à passeata, ele disse que está programando uma missa para o dia 25 na igreja de São Francisco Xavier, na Tijuca, ao lado do local onde a menina foi morta, lembrando os quatro anos da morte dela.
Morte de menino faz Senado desenterrar debate de maioridade penal
Ainda no calor da morte do menino, o presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), disse que iria designar um relator único para analisar as seis propostas que tramitavam na Casa sobre a redução da maioridade penal. ACM esperava um acordo entre os integrantes da comissão para a votação das PECs.
A discussão sobre a redução da maioridade penal, que ganhou força com a morte do menino João Hélio Fernandes, está parada no Senado Federal desde 1999.
Os pais de João Hélio foram recebidos pelo presidente do Senado. O encontro foi promovido pelo Movimento Mães do Rio, vinculado ao Movimento Viva Rio.
Morte de João Hélio reacende debate sobre pena de morte
A morte do pequeno João Hélio Fernandes Vieites, de 6 anos, que ficou presos pelo cinto de segurança do lado de fora de um carro roubado, e foi arrastado por sete quilômetro em alta velocidade, reacendeu na sociedade a velha discussão sobre a adoção da pena de morte no país. De acordo com
reportagem publicada pelo jornal O Globo
a intolerância da sociedade com os bandidos, manifestada em e-mails e cartas enviadas naqueles dias ao GLOBO e ao Globo Online revela que a sociedade não pensam mais em ressocialização e no aumento do policiamento nas ruas, e querem porquê querem a pena de morte.
O CASO ISABELLA

POLICIAL "PROTEGE" IDENTIDADE DA MADRASTA
29 de março (sábado)
Às 23h30, Isabella Nardoni cai do sexto andar sobre o gramado em frente ao prédio. A menina chega a ser socorrida, mas morre pouco depois. O pai da menina e a mulher vão à delegacia, onde dizem que alguém jogou Isabella do sexto andar, mas não sabem quem foi.
O pai conta que chegou da casa da sogra com a família e subiu só com Isabella. Diz que levou a menina até o quarto dela e ligou o abajur. Depois trancou a porta do apartamento e voltou à garagem, para ajudar a mulher a subir com os outros dois filhos. Afirma ainda que, quando voltou ao apartamento, viu a tela de proteção da janela rompida e a filha no jardim.
Os médicos legistas analisam o corpo e encontram ferimentos que podem ter ser sido feitos antes da queda.
O pai e a mulher passam a madrugada na delegacia. Pai e madrasta de Isabella se entregam. Justiça havia decretado prisão de Alexandre Nardoni e Anna Carolina na quarta-feira.
Quem é NARDONI
Alexandre Alves Nardoni, 29, formou-se em direito em 2006 e ainda não tem registro na OAB, onde é definido como estagiário. Por cinco anos foi um aluno mediano e assíduo em um curso noturno das Faculdades Integradas de Guarulhos. Dizia a colegas que queria ser delegado da Polícia Federal.
Antes de iniciar o curso superior, era dono de uma franquia da 775 na avenida Guilherme Cotching, na Vila Maria, zona norte. Gostava de carros e motos, usava roupas de surfista e corrente prateada no pescoço.
Para alguns dos antigos vizinhos, era um playboy simpático; para outros, um briguento. Na época em que namorava a mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira, fez inimigos na Vila Gustavo, perto da casa dela. Em uma das brigas, teria sido alvo de tiros que atingiram o seu Vectra. Depois disso, teria passado a andar armado.
Os donos de lojas de veículos que ele freqüentava estranharam quando souberam que o atual carro de Nardoni era um Ford Ka. Ele gostava de esportivos. Apenas em uma loja comprou uma moto CBR, um Mitsubishi Eclipse e uma Saveiro.
Quando fechou a 775, deixou dívidas na Vila Maria. Um rapaz que havia deixado uma prancha de surfe em consignação nunca foi pago. Em uma das revendedoras de carro, o pai dele, Antonio Nardoni, apareceu meses depois para acertar pendências. O pai, advogado, também pagava a pensão de Isabella, de R$ 250, e foi quem comprou dois apartamentos de cerca de R$ 250 mil no edifício onde a menina morreu, na Vila Mazei. O outro imóvel é da irmã de Alexandre.
Segundo moradores da rua onde Antonio vive em um sobrado protegido por cerca elétrica, a família é reservada, mas quando Alexandre os visitava com a menina, os avós a recebiam no portão, com festa.
Já na casa da mãe de Isabella Nardoni não costumava entrar. Em dias de visita, aguardava no carro enquanto sua atual mulher, Anna Carolina Jatobá, 24, pegava a menina.
Segundo vizinhos, a atual mulher tinha ciúmes da xará. Esse seria um dos motivos pelos quais o casal era conhecido por brigas no apartamento onde moravam até o ano passado, também na Vila Mazei.
Sobre a menina, todos dizem que era esperta, ativa, inteligente. "Ela deixava desenhos e falava até palavras em inglês", conta Kassy Navarro, 21, vendedora da loja infantil que fica ao lado da loja de um dos avós da menina, fechada por luto.
Uma garotinha da CLASSE MÉDIA
ATÉ AGORA, NÃO VI NADA
SOBRE MUDANÇAS
SOBRE MUDANÇAS
NO CÓDIGO PENAL!
ATÉ AGORA, NÃO VI
NENHUMA PASSEATA
PEDINDO
PENA DE MORTE!
POR QUÊ!!!!

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