O ex-deputado estadual Álvaro Lins (PMDB) se entregou ontem à noite na sede da Polícia Interestadual e de Capturas (Polinter), na zona portuária do Rio de Janeiro. De lá, o ex-chefe da Polícia Civil do estado foi encaminhado para o presídio de segurança máxima Bangu 8, no complexo de Gericinó
Álvaro Lins teve a prisão preventiva decretada na sexta-feira (15) pela Justiça Federal, depois de ter sido cassado por quebra de decoro parlamentar pelo plenário da Assembléia Legislativa do estado.
O advogado Ubiratan Guedes, que defende Álvaro Lins, entrou hoje à tarde (19) com um mandado de segurança no Tribunal de Justiça do estado contra o presidente da Assembléia Legislativa, Jorge Picciani (PMDB), porque deixou que o deputado Nilton Salomão, participasse da votação em plenário na sessão que julgou o ex-chefe de Polícia Civil, mesmo impedido por uma determinação judicial. O objetivo é anular a votação que retirou o mandato de Lins e, em conseqüência, seu foro privilegiado.
Ubiratan Guedes disse que seu cliente está muito abalado e deprimido com toda a situação. Ele vai aguardar o resultado da decisão da Justiça.
O relator do processo é o desembargador Paulo Leite Ventura, do Órgão Especial do Tribunal de Justiça, que poderá dar seu parecer ao recurso ainda nesta quarta-feira (20).
Álvaro Lins responde a processo na Justiça Federal pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, facilitação de contrabando, além de envolvimento com a máfia dos caça-níqueis.
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