quarta-feira, 28 de julho de 2010

Rodovias paulistas: as melhores e as piores do país!

Clique aqui com o botão direito do mouse para baixar imagens. Para ajudar a proteger sua privacidade, o Outlook impediu o download automático desta imagem da Internet.

 

Nas pesquisas rodoviárias da CNT, as rodovias paulistas aparecem como as melhores do país. Qual a característica central dessas estradas? São todas pedagiadas!

 

Então, como é de se esperar, e considerando o tipo de relêvo do Estado de São Paulo, todas as rodovias pedagiadas - estaduais e federais - são boas ou ótimas.

 

Entretanto, as demais rodovias estaduais e municipais de São Paulo estão entre as piores do país. É o que diz o relatório do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo TCE/SP, apresentado na matéria da Folha de São Paulo e reproduzida aqui neste T1 (clique aqui).

 

Esse relatório mostra que obras de manutenção naquelas rodovias não duram sequer um ano.

Alguém poderá dizer: mas são apenas as estradas vicinais…

 

Só quem não conhece São Paulo pensa que os caminhões, com suas cargas agrícolas e industriais, somente circulam nas estradas pedagiadas. É claro que não! Porisso as rodovias vicinais têm uma importância tão grande para a economia daquele estado.

Há insuficiência de recursos financeiros?


São Paulo tem uma peculiaridade: praticamente todas as rodovias estaduais concedidas pagam um elevado valor de outorga que deveria ser aplicado nas demais rodovias estaduais e municipais.

 

Além disso, o Governo do Estado de São Paulo tem o segundo maior orçamento do país, perdendo apenas para o da União. Logo, não deveriam faltar recursos orçamentários para a manutenção e restauração dessas rodovias.

 

Finalmente, quase ninguém sabe mas a União transfere ao Estados e municípios - o grosso é para os estados - 29% do que arrecada com a CIDE - Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico, que todos pagamos quando abastecemos nossos veículos.

 

O Estado de São Paulo - e municípios - é o que recebe a maior fatia da CIDE (já chegou a R$ 300  milhões/ano).

 

Há quem diga (eu não acredito nisso) que as rodovias estaduais não pedagiadas são mantidas em más condições de trafegabilidade para forçar os motoristas a irem para as pedagiadas. Acho muito fantasiosa essa versão, embora não de todo absurda.

 

Como se explica, então, que o estado mais rico do país, e com tantos recursos financeiros disponíveis, tenha uma malha rodoviária de estaduais e vicinais em más condições de tráfego e segurança, como diz o Relatório do TCE/SP?

José Augusto Valente - Diretor Técnico do T1

Leia outras matérias interessantes no Portal T1 - Logística e Transportes

http://agenciat1.com.br

 

Nenhum comentário:

Marcadores