terça-feira, 14 de setembro de 2010

Brizola Neto: truculência tucana fez aumentar rejeição a Serra

Segundo os especialistas em pesquisa, ninguém se elege com mais de 40% de rejeição, e Serra já chegou aos 41,3%, número que pode aumentar com a desmoralização de mais uma acusação sem provas.

por Brizola Neto, em seu blog Tijolaço

A essa hora todo mundo já viu a pesquisa CNT/Sensus, que apontou Dilma com 50,5% das intenções de voto, contra 26,4% de Serra, o que confirma a vitória da candidata do governo no primeiro turno, apontada por todos os institutos, incluindo o Datafolha.




Prefiro ressaltar aqui alguns números que me chamaram atenção. O que me parece mais significativo é o da rejeição a Serra, que passou de 40,7% na pesquisa divulgada em 24 de agosto para 41,3% agora. Mesmo que a variação esteja dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais, ela sinaliza que mais pessoas não votam no tucano de jeito nenhum.

Como a pesquisa foi realiza de 10 a 12 de setembro, ela já colheu todo o impacto do episódio da quebra de sigilos na Receita e dois dias da repercussão da requentada matéria da Veja, que vem se desmilinguindo nessa semana.

Isso significa que o estilo truculento e acusatório de Serra, em parceria com a mídia, não foi bem recebido pelos eleitores. A mesma reação tinha se dado no debate da Rede TV, quando os indecisos não aprovaram o tucano quando começou a atacar Dilma.

Segundo os especialistas em pesquisa, ninguém se elege com mais de 40% de rejeição, e Serra já chegou aos 41,3%, número que pode aumentar com a desmoralização de mais uma acusação sem provas;

Outro número importante da CNT/Sensus é o da definição do voto. “O eleitorado está basicamente decidido”, afirmou o diretor do Sensus, Ricardo Guedes. A sua declaração se baseia em números irrefutáveis: 72,7% já têm voto definido e apenas 11,2% ainda não sabem em quem votar. Dentre os pesquisados, 12,4% podem mudar de candidato e 3,8% não responderam.

Esses números se reforçam ainda mais com a crença na vitória de Dilma. Dos entrevistados, 71,8% afirmaram que Dilma vence a eleição, percentual superior aos que declaram voto nela. Apesar de ainda ter a preferência de 26,4% dos entrevistados, apenas 16,1% acreditam na vitória do tucano.

Essa crença é muito importante porque interfere também no efeito manada dos que acompanham o voto de quem está vencendo. Pela pesquisa CNT/Sensus, Dilma venceria a eleição em 3 de outubro com 57,7% dos votos válidos. Continuo apostando que ela chega aos 60%.

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