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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Deu no blog do Nassif e é sempre bom relembrar como era o governador José Roberto Arruda aos olhos da revista "Veja" (antes do escândalo).

O Arruda da Veja

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/o-arruda-da-veja/


Atualizado em 01 de janeiro de 2010 às 12:38 | Publicado em 01 de janeiro de 2010 às 12:38

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Deu no blog do Nassif e é sempre bom relembrar como era o governador José Roberto Arruda aos olhos da revista "Veja" (antes do escândalo).

Por trás da coincidência

por JANIO DE FREITAS, na Folha de S. Paulo

Episódio da semana passada aparece em vários jornais no mesmo dia; a coincidência foi produzida antes disso

UM EPISÓDIO que seria do início da semana passada aparece, de repente, em vários jornais no mesmo dia (ontem), em versões não exatamente iguais, mas, todas, de igual gravidade: uma crise entre as Forças Armadas, por seus comandos e seu original ministro, e o presidente Lula.

Certeza imediata: nem coincidência casual das iniciativas jornalísticas, nem ação combinada dos jornalistas. Coincidência produzida antes da etapa jornalística, sem dúvida. O que é até comum quando há fontes de informação explicitadas ou, se não, em notícias que ficam mais ou menos nos limites convencionais. Nunca em notícia de óbvia gravidade e risco de efeitos deletérios, a ponto de levar os jornais que a divulgaram à cautela de não lhes dar o destaque mancheteiro que seu teor poderia justificar.

O ministro Nelson Jobim fica muito bem na lealdade aos comandantes e ao conjunto das Forças Armadas, acompanhando-os na recusa a conviverem com o Plano Nacional de Direitos Humanos decretado pelo presidente da República no dia 21. Apesar de não ficar tão bem na lealdade ao presidente. Por justiça, Nelson Jobim até fica credenciado para um aval dos militares, por exemplo, na composição de uma chapa eleitoral, ou algo assim importante.

Mas o presidente não ficou e não está bem, nesse caso. A rigor, está mal, mesmo. No mínimo, porque contestado e posto sob pressão para alguma forma de recuo -- cada versão é, para ele, pior do que a anterior. Nem é isso, porém, o que mais interessa.

Na(s) fonte(s) da coincidência fabricada e no teor de suas informações há um propósito de agitação política, seguindo a mais inconveniente das receitas conhecidas: com a inclusão das Forças Armadas. É bastante claro que, em discordância da área militar com partes do Plano de Direitos Humanos, como se esperava que houvesse, os pontos problemáticos podiam ser discutidos em normalidade com Lula e outros. Seja, porém, pelo que narra a coincidência fabricada, seja pela contestação incumbida ao ministro Tarso Genro, comprova-se que não houve a conduta normal, em termos funcionais, e exigida pelo regime democrático.

Tanto no teor do que foi passado a jornalistas, como na busca de difusão desse teor pelo uso simultâneo de vários jornais, sempre realçado o sentido de uma crise entre as Forças Armadas e Lula, o propósito de agitação se evidencia com uma indagação implícita: a que e a quem interessa, nestas alturas em que se encaminha um processo eleitoral sob o prestígio imenso de Lula; o Brasil desvia-se para entendimentos internacionais sem mais obediência às regras do Ocidente, e tantos interesses internos e externos se inquietam com as transições, também externas e internas, em curso ou possíveis?

Os desdobramentos imediatos talvez não respondam, é mesmo improvável que o façam. E, pior, Lula não é o tipo que avança em procurá-las. Mas que há resposta, há.

"Deu pau, deu pau,..."

Gafe e preconceito no Jornal da Band


Jornal da Band - 31 de dezembro de 2009.



Já se sabe que o preconceito no Brasil (como em qualquer parte do mundo) é algo abominável. No Brasil, o preconceito de classes sobrepõe-se até mesmo ao preconceito racial. Esse preconceito de classes tem seus tentáculos em vários setores da vida nacional: na política, na economia e sobretudo: na mídia! Ontem, 31-12-2009, último dia do ano, podemos assistir estarrecidos, no jornal da band, os apresentadores BORIS CASOY E JOELMIR BETING, no mais alto grau de preconceito explícito.

Só que a INTERNET veio para ser o novo eldorado da informação, escancarando o que a MÍDIA ousa esconder. Tá tudo na INTERNET.


Os âncoras Boris Casoy e Joelmir Beting não percebem que o microfone ficou aberto e, pensando que ninguém mais os ouvia, fizeram comentários, no mínimo, preconceituoso e constrangedores acerca da dupla de garis que desejava a todos, inclusive aos dois, um feliz 2010. A colega dos dois âncoras da Band, Millena Machado, também não deixou de dar sua risadinha, que pode ser ouvida também. Lamentável! Transcrição: Casoy: "Que merda, dois lixeiros desejando felicidades do alto da sua vassoura." Millena: apenas ri (condescendente) Casoy: "O mais baixo da escala do trabalho..." Operador: "Deu pau, deu pau,..."


Joelmir Beting e Boris Casoy humilham a dupla de garis que lhes deseja feliz 2010. Não perceberam que o áudio ainda estava no ar. Claro exemplo de preconceito e arrogância.

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