quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Uma rosa com amor


Na Folha, contador Antonio Carlos Atella Ferreira, disse: "Eu não sabia que era a filha do Serra. Eu nem sabia que o Serra tinha filha. Eu sempre votei no Serra, sou eleitor dele. Eu quero encontrá-lo pessoalmente e lhe dar uma rosa", disse Atella. Mentiu seu Carlos Atella.Tudo orquestrado pelos tucanos. Não é a toa que o Serra estava citando em todos os debates sua filha Veronica....Para todo lembrarem que ele tem uma filha com esse nome?

O senhor confirma conhece algum político?
Já disse que tenho nojo de político. Só gosto do Serra, sou apaixonado pelo debate dele. Aliás, acho que Brasília não é o lugar dele, ele tem que ficar aqui, nasci aqui, sou paulista então quero que ele nunca saia daqui.

O senhor responde a processos, em Rondônia, por exemplo.

Por que? Conhece algum? Sou advogado, me apresente.

No Tribunal de Justiça de Rondônia há quatro, dois em sigilo de Justiça.
Maravilha! Mas não sou obrigado a te responder. Sou advogado. A entrevista completa está aqui

No Globo o contador dá uma dica do amor que tem por José Serra: Apenas prestei um serviço "terceirizado" e não tenho registros sobre quem fez a encomenda, mas..segundo a opinião do contador, serviu para "alguém que queria prejudicar Serra".Só uma pergunta. Se era para prejudicar o Serra em setembro de 2009, a quem interessava? Aécio Neves?

Jose Serra surta e pede perda do registro de Dilma ao TSE por uso da máquina pública


ATENTEM PARA O ROL DE PROVAS: Na representação foram anexadas "reportagens" que revelaram a existência de um grupo de inteligência montado pela campanha de Dilma para fabricar dossiês contra adversários políticos.



Carol Pires, de O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - Ao entender que a campanha de Dilma Rousseff pode estar por trás da quebra de sigilo fiscal de cinco pessoas ligadas ao presidenciável José Serra, entre elas da filha dele, Verônica Serra, a coligação "O Brasil Pode Mais" entrou com ação, nesta quarta-feira, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acusando a petista de uso da máquina pública e abuso de poder político.

A coligação de Serra pede a investigação do caso e a punição dos culpados com base na lei complementar 64 de 1990, que trata dos casos de inelegibilidade. Desta forma, se as acusações forem confirmadas pela investigação da Justiça Eleitoral, Dilma poderia perder o registro de candidatura e - caso seja eleita - ter o mandato de presidente cassado.

A campanha tucana também pede ao TSE investigação contra o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, candidato ao Senado pelo PT, contra os jornalistas Amaury Junior e Luiz Lanzeta, e ainda contra o secretário-geral da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, e o corregedor-geral do órgão, Antônio Carlos Costa D'Avila.

Na representação foram anexadas reportagens que revelaram a existência de um grupo de inteligência montado pela campanha de Dilma para fabricar dossiês contra adversários políticos. Fernando Pimentel seria o responsável pela contratação do grupo, do qual faziam parte Amaury e Lanzeta. A coligação acusa ainda o secretário e o corregedor da Receita de não darem transparência necessária às investigações sobre a quebra de sigilo dos tucanos.

Para a campanha tucana, a violação dos sigilos fiscais de Verônica Serra, filha do presidenciável tucano, além de outros quatro tucanos ligados ao alto escalão do partido, o PT se valeu de informações sigilosas da Receita Federal para atingir interesses políticos.

"A filha de Serra não teria o seu sigilo violado não fosse ele candidato a presidência da República. As pessoas ligadas ao PSDB vinculadas à campanha Serra não teriam seus sigilos quebrados. Aliás, dessa espionagem se deu para abastecer uma central de dossiês, recentemente desmontada, com o objetivo de intimidar os adversários", disse o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que acompanhou os advogados da coligação na entrega da representação ao TSE. Na avaliação do senador, a Receita Federal foi aparelhada para fins eleitorais.

Críticas

Senadores da oposição aproveitaram o funcionamento do Congresso, nesta quarta-feira, que trabalha essa semana em esforço concentrado, para condenar o episódio. Vice-presidente do PSDB, a senadora Marisa Serrano (MS) disse não ter dúvidas de que a quebra dos sigilos são "uma ação político-eleitoral". "Ficou claro que há coisas estranhas acontecendo no submundo do governo", disse. "Fica a impressão de que o PT estava preparando dossiê para intimidar e chantagear pessoas que não estão de acordo com o seu processo político".

O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) comparou o caso com a quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Pereira, que culminou com a demissão do ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci: "Até há pouco tempo o cidadão tinha muita confiança nos bancos e na Receita Federal. Com esses episódios recentes, ambos não podem ser mais confiáveis no País".

Vice-líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias criticou o uso da máquina pública no caso. "Os criminosos estão usando a máquina pública para atingir adversários. É uma ignomínia inominável avançar sobre a filha do candidato da oposição", afirmou.

BEM QUE AVISARAM:


CUIDADO COM O JOSÉ SERRA, ele passa até por cima de sua mãe para conseguir seus intentos. Agora ataca, protegido e escondido debaixo da SAIA DA FILHA!


Sobre o vazamento dos dados de Verônica, pensem:

1) O contador Antônio Carlos Atella Ferreira confirmou nesta quarta-feira que foi ele quem solicitou as declarações de IR da filha de Serra. Afirmou que apenas prestou um serviço a terceiros, e não se lembra, nem tem registros sobre quem contratou o serviço.

Obviamente a história é fraca. Ele precisa explicar a quem entregou, e de quem recebeu, o dinheiro e a procuração.

2) O uso de procurações falsas, praticamente desmonta o teste de hipótese de ingerência de "aloprados" do governo na Receita Federal para bisbilhotar adversários. Se o governo tem a máquina da Receita Federal nas mãos, não faz sentido falsificar um documento fora, para conseguir aquilo que está acessível internamente.

3) A imprensa teve acesso a documento da corregedoria da Receita em São Paulo vazado, identificando que servidoras do órgão em Mauá investigadas sob a acusação de vender dados fiscais tinham como intermediários um despachante, um contador e um advogado. Ainda não foram divulgados quem são estes outros nomes.

4) Os indícios voltam-se para brigas de máfias: seja brigas entre facções tucanas (Serra atropelou tucanos a vida inteira, fazendo muitos inimigos, e disputa espaços dentro do PSDB), seja esquemas de chantagens, seja esquemas de dossiês da imprensa paulista (muito comuns na revista Veja e na Folha), seja disputas de lobby's de grupos econômicos (no estilo que foi visto na Operação Satiagraha e Chacal).

5) A Receita não tem poder de polícia para investigar pessoas fora de seus quadros. O encaminhamento ao Ministério Público deve colocar a Polícia Federal (que já investiga os outros vazamentos) para investigar essa procuração, esse contador e os demais envolvidos.

Está cada vez mais interessante descobrir quem está por trás disso.

Zé Augusto

Tracking Vox/Band/iG: Dilma 51% x 25% Serra


Na primeira medição do tracking encomendado pelo iG e pela Band ao Instituto Vox Populi:

Dilma: 51%
José Serra: 25%
Marina Silva: 9%
Outros candidatos somam 1%
Brancos e nulos: 4%
Indecisos: 11%

O tracking, modalidade de pesquisa tradicionalmente utilizada pelas campanhas eleitorais para identificar tendências na definição do voto, será divulgado diariamente pelo iG. Apesar de o sistema ser utilizado há mais de uma década pelos partidos políticos e campanhas eleitorais, os dados tradicionalmente não entravam no rol de divulgação dos veículos de comunicação.

O tracking Vox/Band/iG conta com 2.000 entrevistas, sendo que um quarto dessa amostra é renovada diariamente. Essa renovação permite identificar rapidamente as tendências de evolução das intenções de voto. A margem de erro do tracking é de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos.

No tracking espontâneo, no qual os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados:

Dilma: 41%
Serra: 19%
Marina: 6%
Lula: 2%
Brancos e nulos: 4%
Não souberam ou não responderam: 11%

(Do Portal Ig)

Eduardo Guimarães: os blogs "limpos" de Serra

Recentemente, o candidato cadente José Serra disse que “blogs sujos”, supostamente financiados por dinheiro público repassado a mando do presidente Lula, são usados para atacá-lo. Este post mostra como são “limpos” os blogs do tucano.

O desastre eleitoral de Serra se explica facilmente vendo os blogs que a oposição tucano-pefelê financia. Um dos mais populares é ligado a militares de pijama que dominam a ultra-direita em Santa Catarina.
São blogs que exaltam o candidato tucano à Presidência e que vivem exibindo demons
trações de apreço de políticos do DEM e do PSDB de Santa Catarina. Um deles é um tal de Coturno Soturno, responsável por um dos ataques mais nojentos que já vi.
Desafio qualquer tucano, pefelê ou congênere a a
pontar baixaria semelhante à que vai a seguir e que tenha sido produzida por algum dos blogs de visibilidade da blogosfera progressista.



Na verdade, é um grande favor que os aliados de Serra fazem à candidatura de Dilma Rousseff ao atacá-la dessa forma.

Homens e mulheres que eventualmente não se enquadrem nos padrões contemporâneos de beleza certamente deverão refletir muito sobre as táticas da direita tucano-pefelê.

Mulheres também serão levadas à reflexão diante da constatação de que homens que não honram as calças que vestem e que as atacam dessa forma usando sua aparência, são aliados de Serra.

Esse é o debate político que a oposição propôs ao país, composto de ataques irracionais, baixos e, acima de tudo, de uma burrice desumana.

Nunca foi tão fácil para o brasileiro escolher um presidente da República – o que, aliás, as pesquisas vêm revelando. Só resta esperar que esse tipo de tática dos blogueiros “limpos” de Serra continue na mesma toada.

Eleições: Datafolha, Ibope e Vox Populi anunciam novas pesquisas

O Datafolha registrou na segunda-feira (30) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pesquisa sobre avaliação do governo Lula e sucessão presidencial. O contratante é o jornal Folha de S.Paulo.

Serão ouvidos 4.290 eleitores entre quinta e sexta-feira. De acordo com a legislação, os resultados poderão ser divulgados a partir de sábado (4).

Pesquisa Ibope contratada pela TV Globo também deve ser divulgada até o final da semana. Na sexta-feira (03), o instituto encerra as entrevistas de nova sondagem sobre a disputa à Presidência.

O Vox Populi também registrou uma nova pesquisa. A expectativa é que os resultados dos três institutos não apontem para grandes oscilações na intenção de votos.

Pesquisas diárias encomendadas pelo PSDB têm mostrado nos últimos dias que Dilma Rousseff parou de subir e José Serra deixou de cair. Levantamentos internos do PT indicam a mesma tendência.

VERÔNICA PEDIU, A RECEITA ATENDEU!

E AGORA, JOSÉ?

 

Receita pode fornecer procuração da filha de Serra sobre dados do IR A Corregedoria da Receita Federal reafirmou na madrugada desta quarta-feira (1) ter em mãos uma procuração reconhecida em cartório de Veronica Serra, filha do presidenciável tucano José Serra, que autorizava o portador a retirar cópias de suas declarações de renda entre 2007 e 2009....A procuração permite ao procurador o acesso aos dados fiscais de Verônica desde 2007. Nesta época Dilma nem sonhava em ser candidata. Esta procuração certamente tem a ver com sua empresa lavadeira em Miami.

 

Servidora diz que acessou dados a pedido de Verônica

 

O jornal tucano –FOLHA DE SÃO PAULO - entrevistou a servidora da Receita Lucia de Fátima Gonçalves Milan.

Veja as respostas

 

Folha - A sra. acessou de dados sigilosos?

 

Lucia Milan - Antes de você sair publicando o meu nome, é bom que saiba que eu fiz sim. Mas fiz por que me pediram e tenho um documento autenticado em cartório que comprova isso. Tem até o nome da pessoa que está pedindo a cópia da declaração.

 

Qual é o nome?

 

É Verônica, filha de Serra. Houve uma solicitação de cópia e ela assinou o documento. Ela pediu a declaração dela mesmo. Isso a gente guarda cinco anos. Se uma pessoa pede a declaração a Receita tem obrigação de dar.

 

Verônica entrou em contato com a sra.?

 

Não. Ela mandou outra pessoa, que avisou outra. Mas tem a autorização dela no formulário. Inclusive, antes de vir em cima de mim, você deveria perguntar a ela por que ela pediu essa cópia. Eu tenho esse documento que já está com o corregedor. Inclusive, quando se pede isso, tem de pagar R$ 10.

 

FONTE: http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/

O jornalista Amauri Ribeiro Jr escreveu um livro com informações bombásticas que provam a relação dos tucanos com corrupção

Serra testa "vacina-dossiê" contra livro sobre privataria tucana

Nesta terça-feira (31), o candidato tucano à presidência da República, José Serra, cometeu um ato falho e deixou escapar o que está por trás de toda esta onda que a oposição e a mídia tentam criar em torno da suposta quebra de sigilo fiscal de lideranças tucanas. Ao mencionar o nome do jornalista Amauri Ribeiro Jr, que escreveu um livro com informações bombásticas que provam a relação dos tucanos com corrupção, Serra deu a senha da estratégia oposicionista.

Ficou patente que todo o trololó sobre dossiês é, na verdade, uma forma desesperada do tucanato de vacinar a opinião pública contra as informações estarrecedoras que serão reveladas pelo livro de Amauri.

Segundo informação publicada pelo blog Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim, o jornalista Amauri Ribeiro Jr. já acertou com a Editora Record a publicação do livro para o ano que vem, bem depois das eleições. A idéia inicial do jornalista era lançar o livro em capítulos, pela internet, logo após a Copa do Mundo. Mas a Record decidiu bancar a publicação impressa e pediu ao jornalista que adiasse o lançamento para que não houvesse acusações de uso eleitoral.

A obra, intitulada "Os Porões da Privataria", é nitroglicerina pura prestes a explodir no colo do tucanato. Segundo o próprio autor, o livro vai provocar um terremoto "em metade da Antiga República". "É o resultado de dez anos de trabalho de Amauri. Vai lá atrás, à privatização do Fernando Henrique. Conta como o Ministro da Saúde José Serra contratou um serviço de inteligência sob a responsabilidade de Marcelo Lunus Itagiba para pegar adversários políticos (inclusive do partido dele). Conta como se mandava para o exterior dinheiro recebido com a privatização", revela Amorim.

"A segunda parte do livro será para contar como o livro de Amauri entrou para o centro de um suposto dossiê que o PT armava contra o Serra", diz o titular do Conversa Afiada.

Ao contrário do que Serra e seus aliados da mídia tentam espalhar, o livro não é um "falso dossiê", é reportagem do melhor tipo: baseada em fatos comprovados e em documentos oficiais e de fé pública.

Alguns personagens abordados no livro são os mesmos que supostamente tiveram o sigilo quebrado por funcionários da Receita Federal. Como Ricardo Sergio, Mendonça de Barros e Gregório Marin Preciado. Por isso, a tentativa da campanha tucano-midiática de ligar a quebra de sigilo fiscal das lideranças do PSDB a uma suposta "fábrica" de dossiês comandada por petistas. Mas, segundo interlocutores de Amauri, não há qualquer relação entre o episódio da Receita e o conteúdo do livro.

Amauri mostra, pela primeira vez, a prova concreta de como, quanto e onde Ricardo Sergio recebeu pela privatização. Num outro documento, aparece o ex-sócio de Serra e primo de Serra, Gregório Marin Preciado no ato de pagar mais de US$ 10 milhões a uma empresa de Ricardo Sergio.
As relações entre o genro de Serra e o banqueiro Daniel Dantas estão esmiuçadas de forma exaustiva nos documentos a que Amauri teve acesso. O escritório de lavagem de dinheiro Citco Building, nas Ilhas Virgens britânicas, um paraíso fiscal, abrigava a conta de todo o alto tucanato que participou da privataria.

Serra apela para o "pega-ladrão"

Para já ir "vacinando" a opinião pública contra as revelações bombásticas do livro, Serra trata, desde já, de tocar no assunto. Nesta terça-feira (31), em visita ao bairro de Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo, ele repercutiu as declarações de sua adversária do PT, Dilma Rousseff, que afirmou que o PSDB tem histórico de vazamento de grampos. "Na verdade, o PT está seguindo a estratégia de sempre: as vítimas são culpadas", afirmou Serra. "Isso é jogo de campanha. E aí, faz a estratégica do 'pega-ladrão': o sujeito bate a carteira de alguém, enfia ela no bolso e sai gritando: pega-ladrão, pega-ladrão...", comparou.

"Tudo o que foi feito foi para o proveito da campanha dela, organizado pela campanha dela. Aquele dossiê sujo que estavam preparando com aquele Amauri (Ribeiro) e aquela gente organizada pelo Fernando Pimentel já tinham os dados da quebra de sigilo", afirmou o presidenciável.

Mais tarde, em entrevista ao Jornal da Globo, Serra voltou a introduzir o assunto. Fugindo de uma pergunta sobre o "mensalão" do DEM, Serra fez uma "acusação" enfática contra a campanha de Dilma. "Hoje veio a público um fato criminoso. O sigilo fiscal de minha filha foi quebrado para efeitos políticos e eleitorais", afirmou Serra, acusando pessoalmente a candidata petista pelo suposto ilícito.

O tucano disse ainda que a campanha da concorrente petista usa "filha dos outros" para ganhar a eleição. "Usar a filha dos outros para ganhar eleição. Agora a turma da Dilma está fazendo isso. Só vi o Collor usar uma filha de Lula para fazer algo parecido. Collor, hoje, está com Dilma. Vai ver transferiu a tecnologia. Se eles fazem isso na campanha de Dilma, imaginem se ganhassem a eleição", esbravejou Serra, em referência ao pleito presidencial de 1989.

Quando questionado sobre a versão da Receita, que informou que os dados foram acessados a pedido da própria filha de Serra, o tucano chamou a versão de "mentira descarada". "Mentira descarada. Minha filha não pediu (o acesso às declarações de IR). São profissionais na mentira. Este caso é gravíssimo. Jogo sujo, baixo", afirmou, em tom mais agressivo.

A Receita afirmou, através de sua assessoria, que tem documentos que comprovam que não houve acesso ilegal aos dados fiscais da filha de Serra. E a campanha de Dilma nunca citou o nome de Verônica Serra em nenhuma instância e em nenhum momento da campanha, o que torna a "acusação" de Serra exagerada e sem fundamento. Aos olhos dos eleitores mais atentos, a insistência neste assunto pode soar como sinal de desespero da campanha tucana.


Corregedoria da Receita entrega documento ao MP

Ainda nesta terça-feira, a Corregedoria da Receita Federal apresentou ao Ministério Público a representação criminal sobre o suposto acesso ilegal aos dados sigilosos dos líderes tucanos e de outras 140 pessoas sem ligações com a política.

Em cinco páginas, o documento da comissão que investiga o caso aponta apenas a "existência de conduta que, em tese, poderia configurar prática de crime comum pelas servidoras". A Receita informa que essa representação "não interfere no julgamento do mérito" e diz que ainda não há "convicção quanto à efetiva ocorrência de ilícito administrativo".

A corregedoria pede que o Ministério Público adote as "providências que entenda cabíveis" contra as servidoras Antônia Aparecida Rodrigues dos Santos Neves e Adeildda Ferreira dos Santos. Antônia é a dona da senha usada para acessar os dados no dia 8 de outubro de 2009. Adeildda é a responsável pelo computador utilizado para a consulta às informações fiscais dos contribuintes ligados ao alto comando do PSDB. A ação é assinada por Levi Lopez, servidor que preside a comissão de inquérito. Segundo ele, a responsabilidade penal independe da apuração administrativa.

Em sua defesa, Adeildda negou, em entrevista à Folha, responsabilidade na violação dos dados. Ela afirma que colegas da agência de Mauá (SP) da Receita usavam o seu computador e que a senha de acesso ao sistema era "socializada". E diz que cometeu um erro. "Como servidora, deveria ter sido mais cuidadosa". Adeildda afirmou que o terminal pode ter sido usado por alguém com má-fé.

Cláudio Gonzalez


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