sábado, 12 de fevereiro de 2011

Berlusconi prometeu "batalha" pela extradição de Battisti

Itália vive dia de manifestações contra ele, Berlusconi

Prostestos acontecem em 30 cidades, como Turim, Veneza e Palermo

O chefe de governo italiano, Silvio Berlusconi, comprometeu-se no final de 2010 a dar prosseguimento à "batalha" para obter a extradição do ex-militante de extrema-esquerda Cesare Battisti, qualificando a recusa do presidente Lula de "contrária ao senso mais elementar de justiça".

Agora, manifestantes em cerca de 30 cidades da Itália saem às ruas neste sábado para protestar contra o primeiro-ministro do país, Silvio Berlusconi, para quem a Procuradoria pediu indiciamento na Justiça devido ao escândalo sexual da garota Ruby.

Turim, Veneza e Palermo são algumas das cidades onde as ruas são palco de novos protestos convocados pelo movimento social do Povo Violeta ("Popolo Viola", em italiano), um dos mais críticos ao líder.

As maiores mobilizações civis estão previstas para Roma e Milão. Nesta última cidade, a manifestação está marcada para as 11h local (8h de Brasília) em frente ao Palácio de Justiça onde Berlusconi tem dois julgamentos e uma audiência pendentes, além do caso Ruby, no qual é acusado de abuso de poder e incitação à prostituição de menores.

Já na capital italiana, a concentração está convocada para as 16h (13h de Brasília) na Praça dos Santos Apóstolos. O mesmo horário é para quando estão marcadas mobilizações em cidades como Palermo, Pescara e L'Aquila.

Além das cidades italianas, os protestos contra Berlusconi convocados pelo Povo Violeta serão também realizados neste sábado em Amsterdã, Bruxelas, Londres, Nova York, Zurique (Suíça) e Manchester (Reino Unido).

"Estaremos diante das delegações do Governo e em muitos lugares simbólicos para afirmar nossa oposição ao presidente do Governo", indica o porta-voz do Povo Violeta, Gianfranco Mascia, em comunicado.

"Saímos às ruas para defender nossa amada Constituição, que nos protege dos abusos, tornando-nos iguais perante a lei. Saímos às ruas porque não compartilhamos das políticas da maioria governamental e da compra e venda de votos", acrescenta.

O caso Ruby se refere à garota marroquina Karima El Mahrug, conhecida como Ruby, que teria praticado serviços sexuais durante festas de Berlusconi, e o próprio premiê teria remunerado a garota por isso.

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