terça-feira, 1 de agosto de 2006

Família Vedoin diz que Antero de Barros também recebia propina das Ambulâncias



O senador Antero Paes de Barros, candidato ao Governo do Estado pelo PSDB também está envolvido no escândalo da Máfia das Ambulâncias que escancarou de vez a sujeira política no Congresso Nacional. O nome de Antero, que até então não figura na extensa lista de políticos sanguessugas surgiu na tarde desta segunda-feira em depoimento de Valdir e Luis Antônio Trevissan Vedoin, os chefões da máfia que vem provocando um desastre político no país.

Segundo os depoimentos de pai e filho - Valdir e Luiz Antônio Vedoin, o senador Antero Paes de Barros foi envolvido no escândalo graças ao aliciamento de um grande amigo, o deputado federal Lino Rossi, PP, com quem já trabalhou em uma rádio e uma emissora de televisão em Mato Grosso. Lino começou na carreira política levado por Antero no PSDB. Os Vedoin dizem que junto com Antero Paes de Barros, Lino Rossi arregimentou para a Máfia das Ambulâncias os deputados federais Ricarte de Freitas, PTB, Pedro Henry, PP e Welinton Fagundes, PL, todos da bancada mato-grossense na Câmara Federal.

A cota das emendas de bancada apresentada por Rossi também era integralmente destinada para aquisição de unidades móveis de saúde, segundo Trevisan. De acordo com empresário mafioso, "muitas vezes os parlamentares mato-grossenses, inclusive o senador Antero Paes de Barros faziam compensação entre valores destinados a áreas diversas de investimento, deixando de investir numa determinada área para aumentar o investimento em outra".

Conforme a explicação de Luiz Antônio Vedoin, ao juiz Jeferson Schneider, da 2ª Vara Federal de Mato Grosso, "o parlamentar responsável pelos investimentos era um, enquanto o real gestor dos recursos e da destinação era outro".

Ainda segundo o Luiz Antônio Vedoin, Lino Rossi recebia 10% sobre o valor das emendas. Ele teria recebido R$ 42 mil para camisetas, R$ 104,9 mil para uma carreta, um Fiat Ducato e cerca de 70 repasses sem valor especificado. Suas emendas somariam R$ 1,5 milhão.

Rossi declarou à Justiça que possui um apartamento de R$ 134.085 e um "veículo reboque", de R$ 12.500, totalizando um patrimônio de R$ 146,5 mil. Em 2002, Rossi informou que seus bens somavam R$ 169.551,21. Entre o patrimônio daquele ano, estavam dois caminhões Mercedes Benz, um modelo LS1525 e outro 1519, que ele afirmou valerem, somados, R$ 31.800. Não explicou como diminuiu seu patrimônio.

Já o senador Paes de Barros, candidato ao governo do Estado, rechaçou a informação de que teria permutado emenda com o pepista. Revoltado com as acusações disse que o depoimento dos Vedoin "é uma espalhafatosa mentira", garantindo que jamais cedeu cota sua nas emendas individuais para qualquer parlamentar.

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