sexta-feira, 13 de outubro de 2006

Debate que Alckmin não ganhou, eleição que Lula já venceu


A "menas" verdade da comunicação



Jornais, rádios, televisões e revistas tentam de todas as maneiras mistificar a opinião pública. Com enorme satisfação e quase unanimidade, decretaram: "Alckmin ganhou o debate com Lula". E se entregaram ao prazer da masturbação eleitoral, que hostiliza a opinião geral. Dois ou três dias depois, eles mesmos pretendem ter o monopólio da informação e da opinião, aparecem com o que chamam de pesquisa da vontade popular.

Então se conflitam com o que eles mesmos apregoaram, passam recibo irrecusável nas bobagens que jogaram no ar. Três coisas precisam ser anotadas.

1 - Antes do debate, reconheciam que Lula estava na frente.

2 - Para todos eles, sem exceção, Alckmin foi o grande vencedor do debate.

3 - Pois nessa pesquisa, o próprio Lula aparece com vantagem maior do que estava antes.

Completamente nus em praça pública, esses órgãos de comunicação estão na obrigação de se explicarem perante o cidadão-contribuinte-eleitor, mostrarem o que está errado: a opinião deles transcrita e publicada em massa ou a pesquisa que não foi em massa, porque o Jornal Nacional, que normalmente patrocina esses levantamentos, se recusou a divulgá-los.

Se Lula estava na frente, se perdeu o debate com Alckmin, por que confirmou a vantagem, aumentou a diferença em relação ao ex-governador de São Paulo? Os órgãos ditos de comunicação têm que resolver o dilema: ou não sabem analisar os fatos ou as pesquisas não valem nada ou valem muito pouco.

Na verdade as duas coisas estão certas.

1 - Erram na valiação, digamos que não por falta de competência mas por insinceridade e medo de enfrentar a opinião pública. Portanto deviam abandonar essas análises toscas.

2 - Que as pesquisas valem muito pouco, os exemplos são sem conta. Tanto que todos, usam duas explicações que não explicam nada e tornam as pesquisas inúteis como são realmente. A primeira: "Se a eleição fosse hoje, fulano ganharia". Como não é, para que pesquisa? A segunda: "A pesquisa reflete a realidade de um momento". Como esse momento não é o da eleição para que pesquisa?

O resultado da eleição do dia 1º acabou praticamente na madrugada da segunda, dia 2. Na terça, dia 3, escrevi aqui mesmo: Lula é o grande vencedor. Teve 48,5% (quarenta e 8 e meio) dos votos. No segundo turno, não perderá um só desses votos e ainda receberá alguns, muitos, o bastante para ganhar com facilidade.

Na última segunda-feira, 48 horas antes dessa nova pesquisa, voltei ao assunto, com a objetividade de sempre. Afirmei: Lula está com 55% e crescendo, Alckmin com 45 e caindo. Esse será o placar do dia 29, sem qualquer alteração. A não ser para favorecer o presidente que está no cargo, não por causa da vontade dele, mas porque o poderoso chefão de Alckmin comprou a reeeleição para ele mesmo.

Daqui até o dia 29 mais dois debates na televisão, várias pesquisas desses "maravilhosos" institutos. Os debates, INÚTEIS. Depois de cada um deles, Alckmin é dado como vencedor mas Lula cresce. As pesquisas, DESINFORMADORAS, pois eles mesmos dizem que só vale naquele momento.

PS - Estas notas nada a ver com minha DECEPÇÃO com Lula. Em relação ao candidato Alckmin, nenhuma decepção, jamais ACREDITEI nele. Por que iria ACREDITAR agora?



Hélio Fernandes

Um comentário:

Anônimo disse...

Vendo o Doutor Geraldo falando do tal aerolula fiquei até com vergonha. Para começo de começo conversa é errado chamar o avião presidencial de aerolula até mesmo porque tal aeronave não pertence a Lula. A embarcação não pertence nem mesmo à Presidência da República. O avião é da FAB. Como o Doutor Geraldo disse que venderia os tais aviões da FAB entendi isso como uma proposta de privatização da FAB. Quanto a ter autonomia de vôo, ou seja, ter um avião da FAB à disposição do presidente, qualquer um deles, é mais do que justo. A não ser que Alckmin, presidente, pretendo ir em caso de emergência lá prás bandas do Piauí, alugue os jatinhos do amigos daí. Nada mal para um presidenque que diz defender a ética e a decência. Nunca vi tanta hipocrisia num homem só.

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