
Em campanha eleitoral, o tucano-pefelista Geraldo Alckmin vem repetindo que, se eleito, não privatizaria a Petrobras, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Um pequeno histórico de suas declarações e, mais importante, de suas ações no governo de São Paulo, contradiz seu discurso de candidato.
Há alguns meses, Alckmin afirmava abertamente que, se eleito, retomaria a política de privatizações do governo FHC. Em entrevista concedida ao jornal O Globo em 15 de janeiro 2006, Alckmin afirmou que "tem muita coisa que se pode privatizar".
Os anos em que o candidato tucano esteve à frente do governo de São Paulo são prova suficiente de sua índole privatista. Desde a criação do Programa Estadual de Desestatização (PED), em julho de 1996, setores estratégicos da economia paulista foram vendidos para os monopólios privados por preços irrisórios. O vice-governador Alckmin, como presidente do PED, privatizou dezenas de empresas públicas, entre as quais Eletropaulo, CPFL, Elektro, Cesp, Comgás e Ceagesp. Já as rodovias Bandeirantes, Anhangüera, Castelo Branco, Dom Pedro, Carvalho Pinto, Ayrton Senna, Imigrantes e Anchieta tiveram concessão cedida a empresas privadas. Desde então, os paulistas passaram a pagar altos pedágios nessas estradas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário