sexta-feira, 13 de outubro de 2006

Terrorismo eleitoral




A campanha de Alckmin diz estar sendo vítima de "terrorismo eleitoral".

A leitura do programa de governo do candidato tucano mostra outra coisa.

Lá se defende a seguinte meta: cortar o equivalente a 4,4% do PIB, nas despesas governamentais. Algo como 80 bilhões de reais.

Portanto, um corte superior ao proposto por Yoshiaki Nakano, assessor de Geraldo Alckmin e apontado como possível ministro da Fazenda, num hipotético retorno dos tucanos ao governo federal.

Quem ouve falar desta proposta de "ajuste fiscal" e lembra do que ocorreu nos governos FHC e Alckmin, tem todo o direito de perguntar: onde será feito este corte?

Nas aposentadorias e pensões? No Bolsa Família? Na manutenção das estradas? No salário mínimo? Ou no salário dos servidores? No ProUni? Paralisando as novas universidades? Na agricultura familiar? Ou na reforma agrária? No programa de Saúde da Família?

Segundo Guido Mantega, ministro da Fazenda do governo Lula, "é impossível cortar 3% do PIB sem acabar com programas sociais".

Frente a repercussão negativa das declarações de Nakano, Alckmin disse que "pelo meu governo só falo eu".

Mas como tal governo não existe, vale o programa de governo, que defende um ajuste fiscal de 4,4%.

Isto sim é terrorismo. Denunciar isto é apenas legítima defesa..

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