terça-feira, 15 de julho de 2008

GILMAR MENDES, PARA PRESIDENTE DA REPÚBLICA!

Líderes dizem que possível impeachment de Gilmar Mendes não tem chance no Senado


Qualquer pedido de impeachment do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que venha a ser feito pelos procuradores regionais da República, dificilmente vai prosperar no Senado, responsável pela condução das investigações e de um possível julgamento do presidente da Suprema Corte.

Em entrevista à Agência Brasil, lideranças partidárias e parlamentares ligados ao Ministério Público, como Demóstenes Torres (DEM-GO), praticamente descartaram o andamento no Senado de tal proposta.

"Todos os segmentos têm que ir com calma neste momento. A discordância do Ministério Público não pode levar direto a um pedido de impeachment contra o Gilmar Mendes", avalia o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Segundo ele, o presidente do STF conta com um "conceito alto" no Senado e, em tese, dificilmente tal proposta deve prosperar.

Já o líder do PSDB, Arthur Virgílio Neto (AM), qualificou a atitude do Ministério Público como "precipitada". Acrescentou que o Senado julgar um eventual pedido de impeachment contra Gilmar Mendes "não é como ir a uma esquina e comprar limão".
O senador Demóstenes Torres, promotor público de carreira, taxou de "ridículo" o movimento dos procuradores. "Um pedido de impeachment significaria que ele é suspeito. O Ministério Público está extrapolando. O Gilmar Mendes sempre foi uma pessoa não querida pelo Ministério Público", afirmou o parlamentar. Para o senador de Goiás a chance de um processo como esse prosperar na Casa "é zero". Segundo ele, "trata-se de uma atitude política, que só tem como objetivo constranger o ministro", disse Demóstenes Torres.

O líder do PSB no Senado, Renato Casagrande (ES), é outro que acredita que um processo como esse não vai para frente no Senado, por falta de consistência. "É um processo que merece uma consistência maior. É normal o debate sobre a atitude do ministro [Gilmar Mendes, presidente do STF], que se discorde dela, e até, se for o caso, que se busque no Congresso o aperfeiçoamento legal. Mas nesse debate específico [sobre os dois habeas corpus em favor de Daniel Dantas] o Judiciário se basta". Casagrande considera, ainda, que o Congresso "não pode avançar a partir de certo ponto, porque, ao contrário de fortalecer as instuições o processo de impeachment do presidente do STF poderia enfraquecê-las".

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