terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Ameaças surtiram efeito

Relator do processo de expulsão contra Arruda renuncia após 30 minutos na função


Escolhido pela cúpula do DEM para relatar o processo de expulsão do governador José Roberto Arruda (DF) do partido, o deputado federal José Carlos Machado (DEM-SE) renunciou ao posto meia hora depois de aceitá-la.

"Já estive com o presidente Rodrigo Maia e disse a ele que não tenho condições técnicas para essa função. A pessoa que vai relatar isso tem que ter profundos conhecimentos jurídicos e eu não os tenho. Sou de formação cartesiana, sou engenheiro", disse à Folha Machado.

DEM APLAUDINDO O ARRUDA.:



Comunicado



MSM fará ato contra a Folha

Atualizado às 19h30m de 28 de novembro de 2009


Conversei com o diretor jurídico do Movimento dos Sem Mídia e concluímos que cabe, sim, à ONG assumir a responsabilidade pelo ato público convocado para o dia 5 de dezembro próximo diante do jornal Folha de São Paulo. Se algum estupro aconteceu nesse episódio da publicação de ataque à honra do presidente da República na edição de 27 de novembro de 2009 do jornal Folha de São Paulo, esse estupro foi do jornalismo.

O Movimento dos Sem Mídia foi criado para protestar contra mau jornalismo, e é mau jornalismo o que fez o jornal paulista no episódio da publicação de artigo injurioso do ativista político Cesar Benjamin, que afirmou que o presidente Lula teria lhe confessado que tentou estuprar um jovem durante a ditadura militar.

Eis os erros da Folha:

1. Não ouviu o lado acusado

2. Não ouviu gente ligada ao acusado e ao acusador.

3. Transformou uma acusação grave ao primeiro mandatário da nação em um julgamento sumário ao dar voz a um só lado.

4. Publicou a matéria acusatória de forma sorrateira – uma acusação daquelas perdida no meio de um texto enorme.

5. Deu curso ao julgamento sumário de uma acusação sem qualquer prova ao publicar cartas de leitores decretando a culpa do presidente da República, mesmo tendo permitido a defesa de outros leitores (mas só no dia posterior ao da acusação), como se ele estivesse em um julgamento, só que de um “crime” que, até prova em contrário, jamais existiu.

6. Diferiu de atitude em relação a Lula e a FHC em quase duas décadas, mostrando parcialidade.

O resultado dessa vergonha pseudo jornalística é um trauma moral – e que poderia (?) se tornar um grave prejuízo político – irreversível para o presidente da República, representante de toda essa maioria esmagadora de cidadãos brasileiros que votou nele e que, notoriamente, continua apoiando-o.

Em suma, se não preservou o direito daquele que foi acusado sem qualquer prova, o jornal fez exatamente aquilo que combate a ONG Movimento dos Sem Mídia.

Dessa maneira, reafirmo aqui, em nome do MSM, que, no próximo dia 5 de dezembro, às dez horas da manhã, acontecerá um ato público que poderá ser de meia dúzia de pessoas ou de várias centenas, como aconteceu em 7 de março deste ano por conta da tese do mesmo jornal de que a ditadura militar brasileira teria sido uma “ditabranda”.

Ao signatário deste blog isso não importa (a quantidade de manifestantes). Desta vez, limitar-me-ei a fazer aqui, durante a próxima semana, os comentários que achar necessários para que o ato aconteça.

O importante é que esse ato aconteça, que essa gente saiba que há cidadãos que não se deixam intimidar, que as reações a qualquer ameaça ao Estado de Direito ocorrerão por menos que sejam os que ousarem reagir, pois enquanto houver quem reaja eles saberão que poderão fracassar.

O que está em jogo, neste momento, são as verdades de cada um de nós, tudo aquilo em que acreditamos – ou tudo aquilo que dizemos que acreditamos. As omissões não pesarão aos poucos que se manifestarem, mas aos omissos, e omisso é quem acredita em alguma coisa e busca desculpas para não ter o trabalho de defender o próprio ideário.

Reitero, pois, que este que escreve cumprirá sua promessa de ir dizer, diante desse jornal irresponsável e ladino, tudo o que deve ser dito em alto e bom som. E o que me facultará fazê-lo, mais uma vez, será o megafone do Movimento dos Sem Mídia, aparato que eu e os que comungam com meus ideais já usamos tantas vezes.



Blogueiros-esgoto apostam na difamação de Lula



Enquanto tem quem ache que o assunto deste post está enterrado e que está tudo esclarecido, Noblat e o Esgoto continuam apostando suas fichas na história. Isso aínda vai render muito. Espero que antes do ato do MSM no próximo sábado.



Escrito por Eduardo Guimarães às 18h11

Deu na VEJA

Arruda ameaça DEM depois de ser pressionado e DEMsalão foi distribuído até para KASSAB

1 de dezembro de 2009


Três dias depois de revelado o escândalo do pagamento do mensalão no Distrito Federal e após três reuniões da cúpula do DEM, o governador José Roberto Arruda reagiu com ameaças à pressão para deixar a legenda. Num encontro com os dirigentes nacionais do DEM, na residência oficial de Águas Claras, na segunda-feira, Arruda devolveu a pressão exercida pelo senador Demóstenes Torres (GO), que propôs à direção partidária sua expulsão sumária. "Se vocês radicalizarem comigo, eu radicalizo", avisou.


REVISTAS ABRIL

No fim de semana, ele já havia prevenido interlocutores do partido de que não se calaria caso fosse expurgado. Nessas conversas, disse claramente que revelaria os recursos que saíram do Distrito Federal para várias campanhas municipais do DEM, incluindo a da prefeitura de São Paulo, hoje administrada por Gilberto Kassab.

Cenas dos próximos capítulos

Estima-se que existam por aí mais uns 20 vídeos desta cornucópia de safadezas que é o José Arruda, do DEM (Dinheiro Enfiado na Meia).

A informação que segue está em todo o meio político e pautou o jornalismo ontem: Arruda estaria agora chantageando o partido, já que o seu esquema serviu ao DEM (Dinheiro Enfiado na Meia) nacional.

E pelo andar da carruagem do DEM (Dinheiro Enfiado na Meia) em afinar para Arruda, parece que é a mais pura verdade

Arruda e AÉCIO NEVES tentaram impedir operação da PF



01 de dezembro de 2009 –


Leandro Mazzini, Jornal do Brasil

BRASÍLIA - O ministro Fernando Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça, mostrou-se ser um homem de peito.

Na quinta-feira, véspera da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, recebeu em seu gabinete o governador José Roberto Arruda (DEM), do Distrito Federal.

Ciente da investigação, não se sabe como, Arruda foi apelar para o bom senso do ministro. Pediu mais tempo para provar que era inocente. Ao que consta, Gonçalves foi solícito, mas não deu esperanças. Arruda ligou para o amigo Aécio Neves, governador de Minas, que também entrou no circuito em solidariedade. Em vão.

Logo depois, bastou um telefonema do ministro para a cúpula da PF. Como se sabe, no dia seguinte, 150 policiais federais foram às ruas de Brasília, Goiânia e Belo Horizonte para busca e apreensão de documentos.

O DEM faz cena. Sabia de Arruda em risco. Prova disso é que tenta blindar, senão o governador, pelo menos o partido. Na surdina, a cúpula da legenda promoveu segunda-feira à noite um jantar com quatro ministros do Supremo Tribunal Federal, na casa de um senador.
Volto já

Quando Arruda fez o apelo, o vice Paulo Octávio já tinha se mandado de Brasília. Foi para a Ilha de Itaparica (BA), e ficou incomunicável. Só apareceu ontem.

Check in

Moradores da cidade satélite de Ceilândia, simpatizantes de Joaquim Roriz, planejam hospedar-se nos hotéis de Paulo Octávio, limpar o frigobar... e sair sem pagar.

Check in 2

Entre outros, P.O., como é conhecido o vice, é dono do Kubitschek Plaza, Saint Paul e Manhattan Hotel.

Seriado

Quem acompanha de perto o drama de Arruda alerta: as primeiras fitas são apenas um trailler. Mais vídeos recentes vão aparecer. São 60 horas de gravação desde 2006.

Show do bilhão


Durval Barbosa, o algoz da turma de Arruda no Executivo e no Legislativo, foi responsável por pelo menos R$ 1 bilhão em contratos à frente da Codeplan, desde o governo de Joaquim Roriz. Principalmente de informática.

Apagão

Com DEM em perigo e PSDB só pensando nas consequências na campanha de 2010, a semana no Senado está praticamente morta. E a base articula-se para sangrar os democratas.

Oito em risco


Oito senadores do DEM tentam reeleição. Em estados onde petistas querem vencer.

DEMSALÃO:Arruda ameaça DEM e fica por cima da carne podre

Diz que não deixará o partido

'Se vocês radicalizarem comigo, eu radicalizo', avisou governador ontem durante encontro com os dirigentes

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Manifestantes usam panetone em protesto em frente a casa de Arruda, após reunião com o DEM

 

Três dias depois de revelado o escândalo do pagamento de "mensalão do DEM" e após três reuniões da cúpula do partido, o governador José Roberto Arruda reagiu com ameaças à pressão para deixar a legenda.

  

Num encontro com os dirigentes nacionais do DEM, na residência oficial de Águas Claras, Arruda devolveu a pressão feita pelo senador Demóstenes Torres (GO), que propôs à direção partidária sua expulsão sumária. "Se vocês radicalizarem comigo, eu radicalizo", avisou.

No fim de semana, ele já havia prevenido interlocutores do partido de que não se calaria caso fosse expurgado. Nessas conversas, disse claramente que revelaria os recursos que saíram do Distrito Federal para várias campanhas municipais do DEM, incluindo a da Prefeitura de São Paulo, hoje administrada por Gilberto Kassab.

O governador também se negou a tomar a iniciativa de pedir desligamento do DEM. "Eu me recuso a aceitar o desligamento", afirmou. "Seria o reconhecimento antecipado de culpa e eu tenho defesa. Acho que tenho condições de mostrar minha inocência e ganhar as eleições."

No início da noite, Arruda reforçou essa posição com um pronunciamento de sete minutos, no qual apresentou sua defesa e garantiu: "Estamos firmes, vamos até o fim."

A resistência de Arruda surpreendeu os integrantes do DEM presentes ao encontro. Antes da reunião, a expectativa era pela saída imediata do governador a fim de evitar a contaminação política de todos os seus companheiros de partido.

Na visão geral, os vídeos e áudios gravados pelo ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa formavam um conjunto de evidências tão pesado que não seria possível dissociar o DEM de todo o problema.

Os dirigentes se reuniram a sós, antes de conversar com o governador, justamente com o objetivo de afinar o discurso para sua degola. A reação de Arruda foi tão firme que os dirigentes tiveram de fazer nova reunião a fim de tentar montar alguma estratégia.

Não conseguiram. Especialmente por estarem amarrados ao estatuto partidário que não prevê nenhuma punição sumária que elimine um longo e desgastante processo com amplo direito de defesa. Outro problema é que nem mesmo entre os sete participantes da reunião de ontem há consenso sobre o que fazer para blindar o partido. Hoje, a Executiva Nacional vai se reunir às 17 horas em busca de uma solução para o impasse.

TENSÃO

A conversa de Arruda com os dirigentes do DEM durou mais de duas horas em clima tenso. O governador usava um andador, por conta da cirurgia que fez na perna há duas semanas e quase chorou ao falar das acusações que vem sofrendo.

Foi logo cobrado pela chamada "ala pit bull" do DEM, que defende sua expulsão. "O partido não concorda em assumir como seus os erros atribuídos ao governador. "Mensalão do DEM", não", cobrou José Agripino Maia (RN). "Em política, se pode perder tudo. Menos o discurso. Se perder o discurso, você morreu. Isso você não tem como exigir dos colegas", disse o líder do partido na Câmara, Ronaldo Caiado (GO).

Em sua defesa, cercado de advogados, Arruda procurou rebater as denúncias, enfatizando que o vídeo em que aparece recebendo dinheiro foi do tempo da campanha e não do governo. Disse que prestou contas à Justiça Eleitoral dessas doações e possui o recibo. Alegou que pode ter havido problemas técnicos que produziram alterações no áudio das conversas. Nesse caso, teriam ficado de fora frases que alteraram o contexto da sua fala.

Acusou Barbosa de chantageá-lo por ter interesses contrariados na área de informática e disse que os deputados flagrados recebendo dinheiro são ligados ao ex-governador Joaquim Roriz (PSC).

A NOTA DE ARRUDA

1 - Durante 8 anos o denunciante, Durval Barbosa, hoje réu em 32 processos, todos por atos praticados no governo anterior, foi presidente da Codeplan, empresa de informática do governo Roriz

2 - Recursos eventualmente recebidos por nós do denunciante para ações sociais, nos anos de 2004, 2005 e 2006, entre os quais o que foi exibido pela TV, foram regularmente registrados ou contabilizados, como o foram todos os demais itens da campanha eleitoral

3 - Na montagem da equipe de governo, o denunciante desejou continuar na empresa de informática. Avisados de que ele respondia, como réu, a processos por condutas praticadas no governo anterior, não concordamos com sua permanência no mesmo posto, e o mantivemos no governo, em outro setor, meramente burocrático, já que não havia ainda nenhuma condenação

4 - Criamos uma Agência Técnica de Informática. Mais tarde, informados que na nova Agência de Informática ainda havia problemas, extinguimos a Agência, demitimos os servidores sob suspeita e descentralizamos todos os serviços (Decretos n.ºs 29.674 e 30.010, em anexo)

5 - O nosso governo reduziu os gastos de informática em mais de 50% em relação ao último ano do governo passado. Isto contrariou a muitos interesses políticos e empresariais que, agora fica claro, são ligados ao denunciante

6 - Quanto ao diálogo gravado no dia 21 de outubro, fica claro que foi conduzido para passar uma versão previamente estudada. A avaliação preliminar dos nossos advogados me alerta que os supostos ''defeitos'' ou ''aquecimento'' e ''resfriamento'' do aparelho de gravação, conforme consta dos autos, acabaram por truncar e comprometer o teor e o sentido da conversa, inclusive com a "desconfiguração dos dados armazenados". Os advogados estão estudando essa questão. O denunciante propunha, dias antes do encontro, a realização de pesquisas, conversas para acordos políticos e doações para campanha por empresários amigos dele. Deixamos claro que não aceitaríamos essas doações, pois só cuidaríamos de campanha no próximo ano, e sugerimos apoio às campanhas de deputados da base de apoio ao governo, na forma da lei

7 - Quanto a outras imagens e/ou outros informes inseridos no inquérito relativos a doações que ele teria feito a outros políticos, é preciso que haja uma análise cuidadosa dos advogados para esclarecer melhor as datas e as responsabilidades

8 - Finalmente, os nossos advogados estão analisando detalhadamente os autos para, no momento próprio, apresentar nossas posições. Além das investigações internas que determinei, com o apoio da Controladoria, da Procuradoria e da Polícia Civil, vamos colaborar com tudo que for necessário para as investigações do Ministério Público Federal e do Superior Tribunal de Justiça


9 - Confiamos na justiça e vamos continuar trabalhando no dia a dia do governo, agora livres dessa herança maldita do governo anterior

 

Não poderia ser mais significativo

DEM:

 

 

Dinheiro Escondido na Meia

 

 

 

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