segunda-feira, 31 de julho de 2006

Deputados sabiam que PF apurava fraudes 5 meses antes das prisões


Darci Vedoin, integrante da máfia, revelou que parlamentares estavam preocupados com investigação da polícia

Expedito Filho e Sônia Filgueiras, BRASÍLIA

O empresário Darci Vedoin, um dos donos da Planam, principal empresa da máfia das ambulâncias, revelou aos integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Sanguessugas que em dezembro de 2005 “muitos” parlamentares já sabiam que a Polícia Federal estava investigando o esquema e o procuraram, preocupados. O escândalo só veio à tona no dia 6 de maio, quando a polícia começou a prender os envolvidos e desbaratou a quadrilha.

Em depoimento secreto à CPI dos Sanguessugas, prestado em Cuiabá em julho, a cujas notas taquigráficas o Estado teve acesso, Vedoin revela também que tentou manobrar judicialmente para evitar que a Polícia Federal e o Ministério Público investigassem o caso.

Vedoin explicou aos parlamentares que foi informado da ação da PF por Roberto Cavalcante, seu ex-advogado. Segundo o empresário, uma reportagem publicada por um jornal em dezembro denunciava fraudes nas emendas do deputado Nilton Capixaba (PTB-RO) e citava o envolvimento da Planam, sua empresa. Após ser alertado, Vedoin contratou os serviços do próprio Cavalcante para que ele tentasse obter um habeas-corpus junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O objetivo era tirar as investigações das mãos da Polícia Federal e do Ministério Público de Mato Grosso, remetendo-as para o STF, já que as denúncias envolviam um deputado. Pela lei, parlamentares têm privilégio de foro e só podem ser investigados pelo Supremo. Vedoin também apresentou petições na tentativa de ter acesso ao inquérito em Mato Grosso.

Questionado pela deputada Vanessa Grazziotin (PC do B-AM) sobre quais parlamentares o procuraram para se dizerem preocupados com as investigações da Polícia Federal, o dono da Planam preferiu não citar nomes, prometendo fazê-lo depois. “Depois que eu ‘tiver’ em liberdade, eu vou levar para a senhora todos os documentos e nomes. Mas depois que eu estiver em liberdade. Ou a senhora vem aqui em Cuiabá, nós sentamos, passamos dois ou três dias, e eu vou lhe mostrar”, disse o sócio da Planam.

Durante o depoimento, o empresário chegou a confirmar que conhecia muitos dos parlamentares envolvidos, mas não quis dar detalhes, argumentando que seu filho Luiz Antônio Vedoin era a melhor pessoa para relatar com provas o envolvimento de deputados, senadores e prefeitos no esquema.

MUITO BANDIDO
Ele explicou por que preferia que a CPI retornasse a Cuiabá: “Quando digo que não quero ir a Brasília, vocês vão me desculpar. Vocês não estão no meio, mas há muito bandido. Os senhores não estão no meio, mas tem muito bandido”, repetiu. Vedoin foi preso junto com outros 50 envolvidos nas fraudes durante a Operação Sanguessuga. Foi solto pela Justiça depois que ele e sua família decidiram colaborar com as investigações em troca da redução de pena.

O esquema visava à compra de ambulâncias superfaturadas da Planam com recursos do Orçamento da União, liberados a partir de emendas apresentadas pelos parlamentares envolvidos com a máfia.

O dono da Planam ofereceu aos integrantes da CPI uma descrição impressionante do processo orçamentário no País. O empresário afirmou que o esquema de venda das emendas por parlamentares começa na elaboração da lei orçamentária - que define todas as despesas a serem realizadas pelo Executivo no ano seguinte -, momento em que deputados e senadores inscrevem suas emendas.

De acordo com Darci Vedoin, o primeiro passo do processo orçamentário dentro do Congresso, na maioria dos casos, já está viciado. Ele contou que há uma “romaria” de empresários na Câmara e no Senado na época da elaboração do orçamento.

“Se o senhor quer conhecer as empresas que vendem unidades móveis de saúde no Brasil, é chegar na hora do orçamento. Se o senhor quer conhecer quem vende medicamentos, vai na hora do orçamento, quem constrói pontes, quem ‘constrói’ asfalto, quem constrói o que quiser no Brasil, é na hora do orçamento”, declarou o empresário no depoimento dado aos sete integrantes da comissão.

SACRAMENTADA
Vedoin afirmou que a maior parte das emendas, ao ser inscrita no Orçamento, já está comprometida com algum tipo de esquema. “Aonde a pessoa (o parlamentar, no caso) coloca a emenda, a maior parte ‘dele’ já está sacramentada. A maior parte dele já está direcionada para um município e quem vai fazer”, explicou. “É por isso que existe uma peregrinação de prefeitos e lobistas e empresários também.”

Ao dizer isso, Vedoin respondia a uma pergunta do relator da CPI dos Sanguessugas, senador Amir Lando (PMDB-RO). Ele reforçou: o problema “é desde quem coloca, senador”. Deixando claro que emitia uma opinião, o empresário afirmou que “70% (dos parlamentares)” utilizam o cargo para fazer negócios com emendas.

Segurados do Inss têm décimo terceiro antecipado


Os 21 milhões de beneficiários do Inss com direito ao décimo terceiro salário terão, pela primeira vez, a antecipação de parte do abono no mês de setembro. Além dos salários referentes a agosto, aposentados, pensionistas e titulares de auxílios vão receber até 50 por cento do valor devido, sem os descontos, nos cinco primeiros dias úteis de setembro.

A segunda e última parcela do décimo terceiro continuará sendo paga nos cinco primeiros dias úteis de dezembro, pelo número final de benefício. Para os segurados que receberam benefícios temporários durante o ano, como auxílio-doença ou auxílio-acidente, o cálculo do décimo terceiro é proporcional ao tempo de recebimento. Há possibilidade de que estes segurados recebam só no fim do ano, com o tempo total computado.

Lula dá a Ana Paula Padrão 1ª entrevista na TV como candidato



Acompanhando o início da cobertura eleitoral das principais emissoras de TV do país, o SBT exibe nesta semana entrevistas ao vivo de Ana Paula Padrão com os principais candidatos à Presidência da República, dentro do jornal "SBT Brasil". A apresentadora será a primeira na TV a entrevistar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na condição de candidato à reeleição.

A série de entrevistas começa hoje, com Geraldo Alckmin (PSDB), e segue nos outros dias com Heloísa Helena (PSOL) e Cristovam Buarque (PDT), além de Lula --cuja entrevista irá ao ar na quarta-feira (2), a partir do Palácio da Alvorada, em Brasília. Nesta segunda-feira, o "SBT Brasil" vai ao ar às 18h50.

Na semana seguinte, o jornal apresentará reportagens e entrevistas com os candidatos Luciano Bivar (PSL), Rui Pimenta (PCO), e José Maria Eymael (PSDC).

No dia 25 de setembro, o SBT promove um debate entre os candidatos à Presidência, também mediado por Ana Paula Padrão.

TESTINHO CRETINO

Por quê não tem parlamentares do PT, no escândalo das SANGUESSUGAS? Pergunto eu.


- Por quê o esquema tinha origem no Governo Lula, e o dinheiro era repassado diretamente a eles ( Geraldo Alkimin, Serra, Bornhausen)
-

-Partindo dessa análise "genial", então por quê haveria, segundo esses mesmos gênios, parlamentares do PT no "escândalo" do "mensalão"?
-Se eram do PT, por quê receber dinheiro do próprio partido para votar a favor do partido? Pergunto EU novamente!


Veja lista dos 57 parlamentares investigados pela CPI dos Sanguessugas


A CPI dos Sanguessugas divulgou os nomes dos 57 parlamentares acusados de envolvimento no esquema de compra superfaturada de ambulâncias. Desse total, 56 são deputados e um é senador.

Deputados que já foram notificados pela CPI dos Sanguessugas

Paulo Feijó (PSDB-RJ)
Paulo Baltazar (PSB-RJ)
João Caldas (PL-AL)
Cabo Júlio (PMDB-MG)
Pedro Henry (PP-MT)
Bispo Wanderval (PL-SP)
Iris Simões (PTB-PR)
Benedito Dias (PP-AP)
Lino Rossi (PP-MT)
Edir de Oliveira (PTB-RS)
Teté Bezerra (PMDB-MT)
Fernando Gonçalves (PTB-RJ)
Almeida de Jesus (PL-CE)
Pastor Amarildo (PSC-TO)
Nilton Capixaba (PTB-RO)

Deputados que foram notificados hoje pela CPI dos Sanguessugas

Reinaldo Betão (PL-RJ)
Isaías Silvestre (PSB-MG)
José Militão (PTB-MG)
Wellington Fagundes (PL-MT)
Mário Negromonte (PP-BA)
Laura Carneiro (PFL-RJ)
Zelinda Novaes (PFL-BA)
Vieira Reis (PRB-RJ)
Júnior Betão (PL-AC)
Ribamar Alves (PSB-MA)
Eduardo Gomes (PSDB-TO)
Eduardo Seabra (PTB-AP)
Osmânio Pereira (PTB-MG)
Jeferson Campos (PTB-SP)
João Batista (PP-SP)
Vanderlei Assis (PP-SP)
João Mendes de Jesus (PSB-RJ)
Doutor Heleno (PSC-RJ)
Reinaldo Gripp (PL-RJ)
José Divino (PRB-RJ)
Alceste Almeida (PTB-RR)
Marcos Abramo (PP-SP)
Nélio Dias (PP-RN)
Ricarte de Freitas (PTB-MT)
Cleonâncio Fonseca (PP-SE)
Benedito de Lira (PP-AL)
Reginaldo Germano (PP-BA)
Fernando Estima (PPS-SP)
Neuton Lima (PTB-SP)
João Cerreia (PMDB-AC)
Amauri Gasques (PL-SP)
Maurício Rabelo (PL-TO)
Coriolano Sales (PFL-BA)
Almir Moura (PFL-RJ)
Marcelino Fraga (PMDB-ES)
Raimundo Santos (PL-PA)
Edna Macedo (PTB-SP)
Irapuan Teixeira (PP-SP)
Itamar Serpa (PSDB-RJ)
Enivaldo Ribeiro (PP-PB)
Elaine Costa (PTB-RJ)

Senador
Ney Suassuna (PMDB-PB)

Propaganda na TV marcará a arrancada de Alckmin, crêem marketeiros

A estratégia para a arrancada de Geraldo Alckmin ao segundo turno já está montada: aproveitar as duas próximas semanas para marcar posição; divulgar a imagem de político sério; e consolidar alianças. A partir de 15 de agosto, tornar-se muito conhecido no País todo e divulgar seu Programa de Governo. Com isso, garantir o segundo turno. E, no segundo turno, inverter a posição com Lula.

Mas enquanto não chega a hora da arrancada, vamos fazer uma análise para tentar animar essa "crença" dos marketeiros do PSDB.


No Amazonas pesquisa da UNISOL da semana passada deu LULA, só 61%. Geraldo 8% e HH também 8%. Lá já conseguiu empatar com a HH. No Amazonas o Geraldo tem o apoio do grande senador Artur Virgílio ( para o governo do Estado ele é o ultimo colocado). Com Geraldo e a força de Artur Virgílio chegam lá.

No Pará Geraldo só perde para Lula por 65% a 12%. Vale lembrar que Geraldo ainda não visitou esse Estado (talvez seja isso, tem que ser isso, não há explicação...) Mas assim que Geraldo pisar os pés no Pará ele vai decolar de vez.

No Estado do Maranhão a coisa não está muito boa para Geraldo, mas vai melhorar gente. Depois que o Noblat divulgou a nova pesquisa do Ibope e Geraldo mostrou-a (gostaram ? mostrou-a) para Roseane Sarney, a coisa vai virar de vez. De 72% a 15% vai passar de 80%. O povo não gosta de mentiras (ai, já me lembrei do Serróquio).

Pausa para a animação, já que com esses números não estou conseguindo empolgar!




Agora sim, que a Xuxa animou o Blog, e nós chegamos no Estado de Minas Gerais, o Geraldo decola de vez, ainda mais com o apoio da Liliam (aquela sem calcinha ao lado do topetudo). Esperem só a nova pesquisa do Ibope em Minas Gerais para ver a virada de Geraldo no Estado. Hoje ele ainda perde só por 50% de diferença.

Agora a pesquisa do IBOPE, no Rio, já coloca o ALCKMIN ou GERALDO em TERCEIRO colocado. Heloísa já passa Alckmin no Rio com o APOIO do GAROTINHO.

Mas a coisa vai mudar.


Se Deus quiser!

NOVA PESQUISA!!!

Pesquisa Ibope – nova rodada nacional foi registrada no dia 28 (sexta-feira passada). Está para sair o resultado até Terça-feira.

Não conheço ninguém como Itamar, que guarda ódio no freezer".

A política de Minas ganhou manchetes e tempo na televisão, a partir de sexta-feira, atravessando o fim de semana. E os dois principais personagens foram Aécio Neves, governador e que pretende ser presidente. E Itamar, governador, presidente, que gostaria de ser senador. Itamar poderia ter sido senador facílimo em 2002, bastaria se desincompatibilizar e disputar.

Itamar deixou de ser senador em 2002 porque não queria que Newton Cardoso fosse governador. Newtão esperou, montado na colossal fortuna que acumulou. E agora, quase na posse, deu o troco a Itamar.

Itamar, que acreditava que o PMDB estava com ele, errou, o PMDB está sempre com os ocupantes do Poder nacional, o presidente.

Revoltado, Itamar voltou ao seu velho espírito de vingança. E resolveu apoiar Alckmin. Nada surpreendente. A surpresa maior veio dos lados de Aécio, herdeiro histórico do avô Tancredo.

Esqueceu do avô e de sua frase definitiva sobre Itamar: "Não conheço ninguém como Itamar, que guarda ódio no freezer".

domingo, 30 de julho de 2006

Escândalo no caixa TUCANO: O ex-deputado Emerson Kapaz era um dos arrecadadores da campanha de Alckmin, especialmente entre o empresariado paulista.


OS LATÕES E OS LAMBARIS

Rio - Jota, neto de Joaquim de Oliveira Neto, chefe político de São João da Boa Vista, em São Paulo, criava gado e vendia leite. Saiu da fazenda com o economista Julio César Toledo Piza :

- Vamos passar ali no posto da Nestlé, que eu quero conferir minhas entregas. O gerente estava chateado :

- Seu Jota, não estou gostando. O senhor está pondo água no leite.

- De jeito nenhum.

- Está, sim. E não vai continuar. Achei um peixe no seu latão.

- Um peixe? Um peixe no meu latão?

- Sim. Um lambarizinho.

- Ora! Se ainda fosse um dourado, um curimbatá, uma iracanjuba, um peixe grande. Mas um lambarizinho? Um lambarizinho não engasga ninguém, não faz mal a ninguém. E ajuda a conservar o leite.



PSDB tem entre os seus arrecadadores, UM TUBARÃO-SANGUESSUGA


Braço responsável pela busca das contribuições, o comando da campanha afastou o ex-deputado da função, um dos alvos da CPI das sanguessugas.

A pouco mais de dois meses do primeiro turno da eleição, a campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) a presidente enfrenta dificuldades na arrecadação de recursos financeiros e atrasa o cronograma de distribuição de material propagandístico para os diretórios do partido.

O braço responsável pela busca das contribuições sofreu duas baixas nesta semana. Um dos alvos da CPI dos Sanguessugas, o ex-deputado Emerson Kapaz era um dos arrecadadores da campanha de Alckmin, especialmente entre o empresariado paulista.

Após o surgimento do nome de Kapaz no escândalo, o comando da campanha afastou o ex-deputado da função.

O KAPAZ

Esta semana, o escândalo dos Sanguessugas e o Ministério Publico Federal explodiram duas imposturas nacionais, dois latões de picaretagem, cheios de lambaris da corrupção: o ETCO (Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial) e a ABCF (Associação Brasileira de Combate à Falsificação).

O Etco é presidido pelo ex-deputado federal paulista Emerson Kapaz, mercadejador de ética, que conseguiu espantar até a "Veja":

- "Para quem conhece Kapaz, o depoimento de Luis Vedoin é um choque. Segundo Vedoin declarou às autoridades, Kapaz apresentava emendas para compra de ambulância e pedia em troca 10% do valor do negócio. Vedoin contou que o então deputado contatava pessoalmente os prefeitos envolvidos no esquema, com quem acertava o "direcionamento" das licitações. Vedoin disse às autoridades que o pagamento a Kapaz era feito a terceiros, seguindo orientação do então deputado. Vedoin fortaleceu sua fala com anotações manuscritas das transações, incluindo números de cheque".

O ETCO

Não foi a primeira vez que o Kapaz foi capaz de vender leite com lambari. A revista "IstoÉ Dinheiro" desta conta mais :

- "Está sendo investigada a vida de Emerson Kapaz, presidente do ATCO, ONG que defende a ética concorrencial, e descobriram que, em 2002, reforçou o orçamento com R$55 mil da Ambev, R$7,7 mil do Sebrae e R$3,2 da AmCham. Já em 2004, com o ETCO funcionando, com dinheiro da Ambev, Coca-Cola e Souza Cruz, Emerson passou a ganhar R$412 mil por ano, ou seja, R$34, 3 mil mensais, pagos pela ONG que defende a ética".

A ética do Kapaz é cheia de lambaris : cerveja, Coca-Cola e cigarro.

A ABCF

A ABCF (Associação Brasileira de Combate à Falsificação) é dirigida por Fernando Ramazzini, que acaba de ser denunciado por extorsão pelo MPF:

1.- "A guerra das cervejarias ganhou mais um capitulo na semana passada, com uma denúncia de improbidade administrativa feita pelo Ministério Publico Federal do Paraná contra o então delegado de Receita Federal em Foz do Iguaçu, Mauro de Brito. O procurador Alessandro José Fernandes de Oliveira alega que foi imoral a relação estabelecida entre a Receita e a AABC nos processos de investigação, apreensão e divulgação de uma suposta exportação fictícia feita pela Schincariol".

2. - "O procurador faz questão de frisar que a denúncia é apenas contra o então delegado da Receita e não há qualquer questionamento sobre o suposto ilícito tributário da Shincariol. Segundo ele, a disputa concorrencial ficou caracterizada pela forte atuação da ABCF (Fernando Ramazzini) no processo. A denúncia que levou o Ministério Publico à investigação foi feita pelo Sindicato dos Técnicos da Receita Federal de Foz, que alegou que havia um forte interesse da Ambev na questão. Foram denunciados, além de Mauro de Brito, seu filho Tiago de Brito, Fernando Ramazzini da ABCF e seu filho Rodolpho Ramazzini " (Josette Goulart, "Valor").

O Ramazzini é um chapéu da belga e monopolista Ambev, que já tem 75% do mercado de cervejas do pais e tenta ficar só, com o mercado todo.

SATANÁS.

O governo Lula conseguiu fazer mais mal às igrejas evangélicas do País do que satanás. Segundo a CPI, 30% dos sanguessugas são evangélicos. Um numero devastador. Os evangélicos têm menos de 50 senadores e deputados. Além de ter pêgo também um "Kapaz" no PSDB.

E, em meio disso tudo, o "insonso" candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, afirmou ontem, durante visita a Porto Alegre, que não aceita o discurso petista de que no Brasil todos os partidos se nivelam na questão ética. Segundo o tucano, Lula dá exemplo ruim pela omissão e "ação equivocada".

Planan começou a crescer com FHC


BRASÍLIA - A Polícia Federal entregou ontem à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Sanguessugas documentos segundo os quais a Planam - empresa-mãe no esquema de fraude na compra de ambulâncias superfaturadas com dinheiro do Orçamento da União - teve crescimento considerável no final do governo de Fernando Henrique Cardoso e durante o de Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com a PF, o esquema de fraudes nas licitações foi montado em 1999 e começou bem pequeno, numa empresa familiar. Em 2000, a Planam teve uma movimentação de R$ 229,12 mil; em 2001, de R$ 196,58 mil; em 2002, R$ 3,46 milhões. Esse crescimento no último ano do governo de Fernando Henrique, de acordo com integrantes da CPI dos Sanguessugas, ocorreu por causa do caixa 2 dos candidatos.

Em 2003, a Planam movimentou um pouco menos: R$ 3,19 milhões. Já em 2004, houve um crescimento vertiginoso na movimentação da empresa, de R$ 21,2 milhões e, em 2005, R$ 14,4 milhões. Esse estouro, ainda de acordo com integrantes da CPI, ocorreu porque certamente muitos dos que fizeram caixa 2 no esquema das ambulâncias se elegeram e cooptaram outros participantes. Como o esquema foi mantido, principalmente no Ministério da Saúde, a Planam cresceu e gerou outras.

A Klass, criada em 2002, começou com R$ 9,2 milhões e pulou para R$ 18,6 milhões em 2003. A Santa Maria, outra empresa de Darci Vedoin utilizada no esquema de fraudes, movimentou R$ 456 mil em 2000; R$ 10,4 milhões em 2001; R$ 28,9 milhões em 2002 e R$ 24,5 milhões em 2003, de acordo com dados que estão com a CPI.

"Eu não quero saber se o parlamentar roubou durante o governo anterior ou no governo do presidente Lula. Esse debate não leva a nada, leva apenas a querer fazer uma pizza na CPI", disse ontem o vice-presidente da Comissão, deputado Raul Jungmann (PPS-PE). "Quero é que a CPI pegue todos os ladrões."

sexta-feira, 28 de julho de 2006

Reprodução
A modelo Lilian Ramos (sem calcinha) e o presidente Itamar, o ético, e homem de moral no sambódromo no Rio de Janeiro


- Como ex-presidente, não gostaria de bater boca com um eventual ocupante do Palácio do Planalto. Mais educado seria um debate público mesmo porque sua excelência está na roda dos escarnecedores. E de tempos para cá suas palavras são irônicas, vazias, escorregadias, arrogantes e de um ufanismo leviano. É muito bom chegar à minha idade desfrutando do conceito ético e moral no trato da coisa pública.
"Itamar Franco"



O sétimo vice a assumir o cargo na história brasileira, Itamar Franco, tinha como meta uma gestão transparente, cobrada pelos diversos setores com o movimento pela ética na política, e que fizessse uma transição tranqüila para seu sucessor.

Contando com um ambiente politicamente favorável e otimista, Itamar tentou sustentar seu governo de pouco mais de dois anos em uma base partidária ampla. Buscou apoio de partidos mais à esquerda, como o PSDB e o PT _que recusou participação no governo.

Nome:
Itamar Augusto Cautiero Franco
Natural de:
Bahia
Gestão:
02.out.1992 a 1º.jan.1995

Vice-presidente eleito 1989, assumiu a Presidência depois da renúncia forçada de Fernando Collor. Formou-se engenheiro e foi duas vezes prefeito de Juiz de Fora (MG) pelo MDB (Movimento Democrático Brasileiro). Também foi senador por Minas Gerais em 1974 e em 1982 e governador desse Estado em 1998.
Visando uma transição sem turbulências, o presidente ainda tinha o desafio de controlar a inflação, aumentar a produção e finalizar o processo de abertura econômica iniciado por seu antecessor.

Em 1993, seu governo esteve diante de mais um escândalo envolvendo políticos. O Congresso Nacional abriu nova CPI para investigar os chamados "anões do orçamento", que constatou a existência de deputados responsáveis pela elaboração do Orçamento da União utilizando-se de emendas para enriquecimento ilícito.

Foi no governo Itamar que se elaborou o mais bem-sucedido plano de controle inflacionário da Nova República. Nomeado ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso montou com uma equipe de economistas o Plano Real.


O governo de Itamar Franco foi marcado por dois episódios de impacto na opinião pública.

1- O primeiro foi protagonizado pelo próprio presidente, flagrado por fotógrafos em um desfile de escola de samba no Carnaval carioca ao lado da modelo Lilian Ramos. Detalhe: Itamar estava abraçado à modelo, que estava sem calcinha.

2- O segundo episódio, ocorrido durante a campanha para a sucessão de Itamar, foi a gravação dos bastidores de uma entrevista do então ministro da Fazenda, Rubens Ricupero, que não tinha conhecimento de que as imagens estavam sendo captadas via satélite. Ricupero foi flagrado dizendo ao jornalista: "O que é bom, a gente fatura. O que é ruim, esconde".

A frase custou a Ricupero seu cargo no Ministério, sendo substituído por Ciro Gomes, mas não arranhou a candidatura presidencial de FHC.

PSDB quer reavivar mensalão em programas de TV


A frase "Eu não voto em candidato que não tenha ética" será um dos bordões, na TV e no rádio, do programa eleitoral gratuito de Geraldo Alckmin, candidato da coligação PSDB-PFL. Com esSa "genialidade" de marketing, eles esperam que "Pessoas de todas as classes sociais vão pronunciá-la", esquecendo que, antes de tudo, será anunciada por "um dos partidos mais aéticos do País, o PSDB.

Prova disso é que FHC está escondido. Talvez amordaçado, já que está proibido de fazer qualquer menção à campanha de Alckmin. Esquecem os gênios (não sabem, é o termo mais exato) que ela não será assimilda pelas pessoas que constituam a maioria do eleitorado de Luiz Inácio Lula da Silva, que vêem em LULA, um candidato íntegro, e por isso tem a preferência do eleitorado, com vem demostrando as pesquisas eleitorais.

O programa de rádio e TV do PSDB pretende reavivar, na mente do eleitor, o escândalo do mensalão e todos os demais fatos, ocorridos no governo federal e no PT, que possam ser considerados "desvios éticos".

Não sabem os cretinos que provarão do mesmo veneno, e nem de longe desconfiam do objetivo de LULA em vetar a proibição ( LULA PERMITIU) de cenas externas na propaganda do horário gratuito.

Carta Capital: quem é Heloísa Helena





Um partido socialista, uma formação católica, um discurso moralista. Até onde a soma desses fatores pode levar a candidata do Psol? CartaCapital traz, na edição que chega às bancas nesta sexta-feira, um perfil da senadora Heloísa Helena, candidata do Psol à Presidência da República, apontada como a grande “novidade” das eleições.



Leia abaixo o texto


Ligada a um partido socialista, com um programa de governo pouco palatável, Heloísa Helena tenta se consolidar como a candidata da moralidade. Quem perde com a ascensão da senadora?

Nascida pobre no sertão de Alagoas e apresentada ao Socialismo, como ela mesma diz, pelos profetas e apóstolos bíblicos, em um mês Heloísa Helena saiu da posição de líder dos nanicos e ingressou no grupo de candidatos com capacidade de provocar alguma diferença na sucessão. Virou o “Fator HH”.

A divulgação, na terça 25, de uma nova pesquisa do Ibope reanimou o debate sobre o seu potencial eleitoral. O pesquisador Marcus Figueiredo, do Iuperj, que há décadas estuda as eleições brasileiras, acredita que a senadora possa alcançar 15% nas próximas pesquisas.

Um símbolo do eleitorado seduzido por HH nas últimas semanas? A socialite paulistana Maria Christina Mendes Caldeira, ex-mulher de Valdemar Costa Neto, do PL, que renunciou ao cargo de deputado federal ao ser envolvido no Valerioduto. “As pessoas estão cansadas de gente com muita máscara. Não sou tão de esquerda quanto ela, mas isso é negociável”, afirmou a socialite.

A reportagem completa sobre a candidata do Psol está na edição desta sexta de Carta Capital

Aos 76 anos, Itamar 'pode falar o que quiser', diz Lula




28/07/2006
13h14-O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse não se sentir ofendido pelas declarações de Itamar Franco, que disse ter escolhido a "companhia ética", ao declarar apoio a Geraldo Alckimin, candidato a presidente pelo PSDB.

"Eu acho que a pessoa depois dos 75 anos pode falar o que quiser", disse Lula nesta sexta-feira em Lima, no Peru, onde assiste à posse do presidente eleito Alan García.

Questionado se o apoio de Itamar Franco ao seu adversário, anunciado nesta quinta-feira em Belo Horizonte, não prejudica sua candidatura, Lula negou. "Eu não o procurei. Ele não tinha por que me apoiar porque eu não o procurei."

"Porta-aberta"

Lula disse ainda que Itamar Franco foi embaixador do Brasil e não dele. "E ele cumpriu a sua missão. Eu só desejo ao presidente Itamar acerto nas suas decisões."

Antes das declarações de Lula, o governador do Acre, Jorge Viana (PT), disse que o partido deve "deixar a porta aberta a Itamar". "Ele já foi e já voltou várias vezes", afirmou Viana, que faz parte da comitiva presidencial.

Lula falou com jornalistas brasileiros na saída do hotel Miraflores Park Hotel, onde está hospedado. Ele estava a caminho da cerimônia de posse do presidente eleito Alan García.

Vedoin revela que esquema de fraudes começou em 1993

Do Correio Braziliense

CPI das Sanguessugas


Tema do Dia - sanguessugas

O preço de cada deputado

Luiz Antônio Vedoin revela que esquema de fraude começou em 1993 e em 1999 a máfia entrou no filão das ambulâncias com ajuda de emendas de parlamentares

Gustao Krieger e Lúcio Vaz
Da equipe do Correio


Durante os nove dias em que prestou depoimento à Justiça Federal no Mato Grosso, o empresário Luiz Antônio Vedoin, chefe da máfia dos sanguessugas, discorreu em detalhes sobre como e quanto pagou de propina aos parlamentares envolvidos no esquema. A íntegra do depoimento, obtida pelo Correio, mostra uma lista de 103 nomes, entre senadores, deputados e ex-congressistas, com quem ele diz ter feito acertos para apresentação de emendas parlamentares em troca de propina ou presentes. Nos depoimentos, Vedoin foi extremamente detalhista. Deu datas e locais de pagamentos em dinheiro, listou os laranjas apresentados por vários parlamentares para receber o dinheiro. O tempo todo recorria à uma extensa planilha de dados, batizada pelos investigadores como o “livro caixa da Planam”, empresa que comandava as fraudes. O Correio publica hoje fac-símiles deste documento. Na página ao lado, a lista com todos os políticos citados no depoimento e o que o empresário diz ter pago a cada um deles.

Os depoimentos mostram que o esquema de fraude começou a existir em 1993, quando a Planam foi criada para fazer negócios com municípios. Em 1999, a quadrilha, já com outras empresas no esquema, entrou no filão das fraudes em compras de ambulâncias com recursos do Orçamento da União. Sua base era o Congresso, onde chegou apresentado pelo deputado Lino Rossi (PP-MT) e depois estendeu uma rede que alcançava todos os partidos. Em suas revelações à Justiça Federal, Vedoin revela um excelente trânsito entre os partidos. Diz que esperava que a eleição do tucano José Serra ao Palácio do Planalto, em 2002, ajudasse a manter o ritmo das liberações de verbas no mesmo ritmo vivido na administração de Fernando Henrique Cardoso. Mas no governo Lula conseguiu emplacar sua aliada Maria da Penha Lino em cargo de confiança no Ministério da Saúde. Depois teve ajuda de petistas para tentar liberar verbas na gestão de Humberto Costa (PT) à frente da pasta.

Reuniões
Nos depoimentos, Vedoin estabelece uma hierarquia entre os parlamentares. Há os que ajudam ativamente o esquema, como João Caldas (PL-AL). Segundo o empresário, em dois anos consecutivos, Caldas reuniu em seu escritório de Maceió representantes da Planam com os prefeitos beneficiados por suas emendas. Na reunião, o deputado teria orientado os municípios a fraudar as licitações em favor de Vedoin. O deputado Cabo Júlio (PMDB-MG) teria feito o mesmo tipo de reunião, em sua chácara.

Outros parlamentares não correspondiam à expectativa de Vedoin. Ele acusa o deputado Carlos Nader (PL-RJ) de ter recebido um adiantamento e depois “revendido” as emendas a um concorrente da Planam. Vários parlamentares ficaram devendo dinheiro na contabilidade do empresário. Ele chegou a reclamar à Justiça que alguns deles andavam “se esquivando” nos corredores do Congresso para não pagar as dívidas.

Em alguns casos, Vedoin deixa claro que não falava com o parlamentar. Todas as negociações eram feitas por assessores


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