quinta-feira, 1 de abril de 2010

Carlos, no site Conversa Afiada:


A coisa tá feia… Curioso que sou, fui curiosar o tal site dos amigos do serra, nome plagiado, aliás. Lá tem uma enquete: Qual a obra mais importante do governo serra? 1-Construção do rodoanel (uai, foi ele que construiu sozinho?) 2-Lei antifumo 3-Expansão das escolas técnicas. E só. Depois de 3 anos e meio de “governo”, depois de centenas de milhões torrados em propaganda, depois de tantas praças de pedágio construídas, depois de tanta babação de ovo por parte da mídia, os “amigos do serra” (DD e Nahas são amigos do serra também?) fazem uma enquete com 3 opções e tem a coragem de colocar “lei antifumo” como importante obra do governo serra!

É, tá muito feia a coisa, qualquer das enquetes aqui do Conversa tem muito mais que 3 opções…

http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=29354

Anjo no céu

Chaviela -

Ah, meu anjo! mesmo sem te conhecer pessoalmente pedi mto a Deus, por ti...
Agora vc e o Evandro João Silva, estão juntos...
É dificil dizer algo para consolar aqueles que te amam, mas pode ter certeza vc jamais serah esquecido e viverá eternamente em nossos corações...
Que Deus conforte, principalmente, seus pais pois é uma perda muito doida...
Descanse em paz e cuide de todos nós lá de cima, meu anjo lindo e querido.



Jurupari -
É Diego você não ganhou o prêmio Faz Diferença pelo GLOBO mas com certeza você Faz a Diferença neste mundo tão cruel com os pobres, mas Diego o seu prêmio estara sempre guardado nos corações de quem te conheceu.
Vai anjinho que Deus vai te dar esse prêmio.

Diego do Violino morre, informa AfroReggae

Diego no enterro de Evandro. Foto:  Marcos Tristão / Agência O Globo O menino Diego Frazão Torquato, o Diego do Violino, de 12 anos, morreu no início da noite desta quinta-feira, confirmou o AfroReggae. Diego era um dos alunos de música clássica das oficinas do grupo em Parada de Lucas. Ele estava internado no Hospital de Saracuruna, em Duque de Caxias. O menino morreu após passar por complicações decorrentes de uma cirurgia de apendicite e sofrer um quadro de leucemia aguda, segundo informou o fundador do AfroReggae, José Júnior, em uma mensagem por escrito.

José Júnior publicou em seu Twitter: "Nosso anjinho foi pro céu". Na tarde desta quinta, crianças da orquestra tocaram no Centro Cultural do AfroReggae em homenagem a Diego (vídeo: mostra a emocionante apresentação das crianças). Todas aguardavam a notícia de melhora do amigo. O pai de Diego, Telmo Torquato, disse que toda a comunidade de Parada de Lucas, onde a família mora, estava rezando por sua recuperação, e que chegou a receber e-mails de solidaridade até de Londres.

Diego ficou famoso e emocionou o país ao ser fotografado, tocando seu violino em lágrimas, no enterro do coordenador do AfroReggae Evandro João Silva, assassinado no Centro do Rio em outubro do ano passado. Nos últimos dias, o menino dependia da ajuda de aparelhos para regular a pressão sanguínea. Na tarde desta quarta-feira, teve que ser reanimado após sofrer uma parada cardiorrespiratória.

No dia 27 de março, ele foi submetido a uma operação no apêndice, no Hospital Moacyr do Carmo, em Caxias. Quatro dias depois, foi transferido para o Hospital de Saracuruna, com dificuldade para respirar, em estado grave, quando foi constatada uma infecção generalizada.

Flávio Aguiar: Brasil, cautela e caldo de galinha.

http://www.cartamaior.com.br

 

…nunca fizeram mal a ninguém. Volto para Berlim, de uma temporada no Brasil, muito animado e um pouco assustado também

 

Animado: o país passa por uma fase evidente de melhoras e ascensão social. Deixo as estatísticas para o Prof. Márcio Pochmann e o IPEA, que aliás, está excelente sob sua batuta (apesar de gremista, como sempre digo). Ao invés das estatísticas (que não são desprezíveis nem desprezáveis, muito pelo contrário), prefiro falar das expectativas. Fazia tempo que não encontrava tanta gente otimista, ainda que cautelosamente. Mais ou menos assim: empresários empresariando, operários operariando, crianças criançando (apesar de haver ainda essa praga do trabalho infantil), velhinhos velhando, a classe média se remediando e, é claro, nossa anacrônica direita cuspindo fel, fogo e baba pela boca (vide matérias na CM sobre o encontro do Instituto Millenium).

 

A impressão que dá, e a troquei com o professor Antonio Candido, meu fiel interlocutor e termômetro socioeconômicopolíticocultural, é que “o país entrou nos trilhos”, seja lá onde isso vai nos levar. Quer dizer: o país entrou num rumo que vai ser difícil mudar radicalmente, apesar da direitona tramar isso por debaixo e por cima do pano de suas promessas com pele de cordeiro de que “as boas coisas da administração Lula serão mantidas”.

 

Quem quiser acreditar que morda o dedo e faça um despacho na encruzilhada. Mas o que eu e o professor queríamos dizer é que se alguém quiser mudar esse rumo de crescimento social sustentado e de inclusão, vai enfrentar uma resistência de amargar-lhe a vida.

 

Peguei também nessa temporada o momento ascensional da candidatura de Dilma nas pesquisas de opinião. Foi animador. Afinal de contas, ela é sim uma candidata competitiva e competente. Botou em ordem a casa, junto com o “CTG” (Marco Aurélio Garcia e Tarso Genro) de que faz parte, ainda que venha das Minas Gerais, em momento difícil para o PT e o governo, antes das eleições de 2006. Sustentou o fogo do adversário, e deu lastro para que Lula envergasse Alckmin a ponto deste ter menos votos no 2° do que no 1° turno. Repito: animador.

 

 

Mas… aí começaram as preocupações. Porque naquele momento ascensional de Dilma notei que entre vários de meus amigos e correligionários de esquerda instalava-se um tentador clima de “já ganhou”, de “ninguém mais duvida de que Serra vai perder” (não era nem de que “Dilma vai ganhar”). Vi-me envolvido por um verdadeiro foguetório parecido com aqueles de quando o Brasil entra em campo, e a gente esquece de tudo, na antecipação da vitória: esquece a hecatombe de 1950, esquece o desastre de Sarriá, na Espanha, contra a Itália, os vexames de 1954 (olha que sou velhinho!), 1966, 1974 e 1978, 1998 e 2006. É verdade que, em geral, no futebol, o Brasil, quando perde, é porque dá vexame. Porque se resolve jogar, poucos times agüentam o tranco.

 

Mas na política, entre direita e esquerda, não é assim. O nosso time pode jogar bonito, e perder o jogo. Não foi assim em 1989? Que eleição aquela! Até hoje me arrepia a lembrança de Chico, Milton e Djavan (parece uma linha média) cantando o “Lula lá”. Mas o outro lado, além das pilantragens do costume, coisa de marquetear edição de debate, botar camiseta de petista em autor de seqüestro, colocar as barbaridades da Míriam Cordeiro no ar sem nenhum pudor nem candor, repito, o outro lado jogou melhor.

 

Melhor? Melhor. Eu não jogaria do jeito que eles jogaram. Mas eles, naquela ocasião, exploraram melhor as fraquezas e as limitações do nosso lado. Não estou fazendo o julgamento nem a caveira de ninguém. Só alertando que o outro lado joga pesado, feio, é contra a política-arte e a favor do tranco, do pé no peito e do carrinho dentro da área, mas que isso, em política, pode ser jogar bem também. A gente tem que estar preparado, porque vem artilharia pesada, torpedos e bombardeios, além de possíveis ogivas nucleares para cima da candidatura da Dilma e para todo o nosso lado.

 

Por quê? Porque a perspectiva de ficar mais 4, 8, talvez 12 ou 16 anos fora do Palácio do Planalto deixa a turma dos amigos do Millenium (e dele mesmo) apopléticos, com risco de ataque de asma espiritual, taquicardia política e risco de anorexia financeira e organizativa. O DEM vai definhar, o PSDB pode implodir, Alckimistas de um lado e Serralhos do outro e FHC no meio segurando o pincel, os Verdes são capazes de esverdear, com musgo e mofo se alastrando de seu lado direito em direção à sufocação do seu lado esquerdo – pois terão de deixar essa postura que vêm mantendo, de que o que a minha mão direita faz a outra mão desconhece, e vice-versa.

 

Já o PSOL, bem, o PSOL ficará onde sempre esteve, isto é, não se sabe muito bem aonde, ou, como se diz na minha terra, “mais perdido que cusco em procissão” e “mais nervoso que gato em dia de faxina”. Isso, quanto à direção. O povo do PSOL vai acabar votando na Dilma.

 

Voltei convicto de que o Brasil vai bem obrigado. Que as chances de Dilma são reais. Mas que as de Serra também. Ou seja: vamos pra frente que o futuro é da gente. Mas que hay que trabalhar para lá chegar. E muito. A peleia promete ser das boas.

 

 

Flávio Aguiar é correspondente internacional da Carta Maior em Berlim

 

 

Servidores respondem à grande mídia e põem a Globo para correr

O funcionalismo público do estado de São Paulo demonstrou à grande mídia que não aceitará calado à campanha de criminalização dos movimentos sociais e de proteção ao presidenciável tucano, José Serra. Milhares de servidores protestaram, nesta quarta-feira (31), contra o viés autoritário e manipulador dos principais veículos de comunicação na cobertura de manifestações.

As espontâneas reações foram um dos pontos mais inusitados do "bota-fora" promovido por 42 entidades sindicais para marcar a saída de Serra do governo paulista. Também na quarta-feira, o tucano se desincompatibilizou do cargo para disputar a Presidência da República. Sua última cerimônia como governador, por sinal, recebeu apaixonado respaldo da imprensa conservadora.

Os manifestantes começaram a responder à mídia já no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, onde milhares se pessoas se concentraram no "bota-fora". Mas o protesto mais enfático ocorreu horas depois, em frente à Secretaria da Educação, na Praça da República, durante a assembleia dos professores da rede estadual.

Aos gritos de "Globo não!", "Fora!" e "Abaixo a Rede Globo", manifestantes expulsaram uma equipe da emissora carioca, que estava num link ao vivo. Como em tempos mais sombrios, a Globo buscou guarida da Polícia Militar ― e foi calorozamente acolhida. Servidores também lançaram palavras-de-ordem contra a Folha de S.Paulo e balançaram a câmera de um repórter da Folha Online.

As imagens foram registradas pela própria Folha (clique aqui para ver). A queixa maior do funcionalismo diz respeito à cobertura da greve do professorado. Desde o início da paralisação, em 8 de março, veículos como a Folha e O Estado de S.Paulo vêm ridicularizando o movimento, tachando-o de "político", "petista" e "eleitoreiro".

Reportagens, matérias, artigos e editoriais sobre a greve se furtam a analisar a justeza das reivindicações e a estimar a verdadeira adesão da categoria. Em vez disso, fazem coro com as declarações oportunistas de Serra e do secretário da Educação, Paulo Renato.

De São Paulo,
André Cintra

O PIG e a Telebrás

 

 

Companheiros e companheiras,

 

O partido da imprensa golpista (PIG) não suportou, como é de seu feitio neoliberal e capitalista, ver a candidata do povo crescer nas pesquisas. Após um período sem entender o que teria acontecido, o PIG partiu para a intriga e para o jogo sujo, usando o que tem de mais poderoso: a pena e o lápis dos jornalistas e órgãos de imprensa patrocinados pelos donos do capital que não querem servir ao povo, mas sim servir-se do povo.

 

Além da pesquisa com dados obtidos com o chamado "vício de origem" feita pelo Datafolha, o caso da Telebrás está sendo bastante significativo para mostrar aos ainda incrédulos que o PIG existe, é forte e não pode ser desprezado.

 

Bastou o companheiro Lula ter afirmado que a empresa será reativada e que dará lucro para ser reinvestido em benefício da população menos favorecida, para os abutres do PIG voltarem contra ela suas baterias de infâmias e calúnias através dos mesmos jornais e revistas de sempre. Assim aconteceu com o caso da Eletronet, com o da suspeita de caixa dois e com o da nota do Tesouro. Embora as acusações não resistam aos mais simples argumentos, a tática é usar as manchetes e os textos mentirosos repetidas vezes, até parecer ser verdade.

 

A última tentativa que está sendo feita é a de semear intrigas entre membros do PT no governo e destes com os partidos que compõem a base aliada, pretendendo criar uma desestabilização interna que anteceda e favoreça o lançamento da candidatura de Serra. 

 

Para isso, as publicações dos últimos dias ilustram bem essa tentativa. No dia 26, o boletim Teletime publicou matéria sob o título "PMDB aposta nos Correios como gestor do PNBL". No dia 30, o ministro Hélio Costa, em matéria divulgada pela imprensa, desmentiu  o Teletime, afirmando que "Muito embora os Correios tenham capacidade para administrar o projeto, a empresa não foi considerada no processo. A principal opção em debate no governo é a de usar a Telebrás para ser a operadora do Plano Nacional de Banda Larga". Mesmo assim, ainda no dia 30 o Teletime enviava para seus seguidores no Twitter a matéria do dia 26, numa clara tentativa de reforçar a idéia que já sabia ser mentirosa, o que foi comprovado com as declarações do novo ministro Filardi: "Isso (a possibilidade dos Correios assumirem a banda larga) saiu agora. Não sei por que. Não há menor possibilidade. Não vi ninguém no ministério falando nisso e está fora de cogitação”.

 

Ainda no dia 29, ao ver que o PNBL não fora anunciado em nenhum dos seis eixos do PAC-2, o PIG "deitou e rolou", afirmando que as dúvidas sobre a Telebrás era o que estava emperrando o Plano.

 

Na audiência pública sobre o PNBL havida na Câmara no dia 30, embora o secretário Rogério Santanna e o ex-presidente da Anatel Pedro Ziller tenham sido bastantes claros e enfáticos ao dizer que a Telebrás é a melhor opção para gerir o PNBL, o PIG publicou em destaque apenas a versão das operadoras, onde estas afirmavam que são a melhor opção e que a Telebrás seria deficitária se viesse a ser utilizada.

 

No final do dia 30, ao perceber que a intriga ligando o PMDB e os Correios ao PNBL caíra por terra, o boletim Convergência Digital lança outra intriga sob o título "Serpro trabalha nos bastidores para operar rede nacional de banda larga", pretendendo intrigar o companheiro Mazoni, presidente do Serpro, com o companheiro Santanna, secretário de Logística e TI do Ministério do Planejamento e arquiteto da participação da Telebrás como gestora do PNBL.

 

No dia 31, é a vez da famigerada Folha de São Paulo se revezar com os demais e requentar o assunto já desmentido, publicando, em subtítulo, que a MP que cria os Correios S.A. "pode ser o primeiro passo para estatal abraçar programa de banda larga". Também no dia 31, jornal Valor Econômico (sociedade da Globo com a Folha) estampa manchete dizendo que a bolsa havia vetado a participação da Telebrás no seu índice, por ela ser inoperante.

 

Enfim, com o apoio também do demo-tucanato, a intenção do PIG é bastante clara e se baseia em quatro eixos:

- intrigar os membros do governo e da base aliada ligados ao PNBL, visando impossibilitar a execução deste plano;

- levar a população a acreditar que a reativação da Telebrás tem o objetivo de apenas beneficiar a criação de cargos públicos e membros do PT que teriam "interesses na empresa";

- se não conseguir detonar o PNBL, fazer com que as grandes operadoras o liderem, através de subsídios fiscais (leia-se: impostos pagos pelo povo);

- evitar que o companheiro Lula reative a Telebrás e, assim, não cumpra com o que afirmou publicamente, para depois acusá-lo de ter enganado o povo.

 

O que o PIG e demo-tucanato ainda não perceberam é que não foi com mentiras, com enganações e com trapaças que Lula e o PT conquistaram a confiança do Brasil e até do mundo nos últimos 25 anos. Não foi também com covardia política ou pessoal que Lula se transformou no presidente mais popular, respeitado e admirado que este país já teve, como atestam as últimas pesquisas que lhe dão quase 80% de aprovação popular. Esse índice, para um presidente em final de mandato e após oito anos de gestão, é um fato inédito na história do Brasil.

 

Não perceberam também que podem até enganar muitos durante algum tempo, mas o povo honesto e simples tem mais sabedoria do que eles supõem, e não poderá ser enganado durante todo o tempo. Assim foi com Lula nas últimas duas eleições e será com Dilma em outubro. 

 

Um abraço e DILMA 2010!

 

Roberto Carvalho

 

SP: Marta lidera a corrida ao Senado, 2º lugar está embolado

A ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT) lidera a corrida por uma vaga no Senado por São Paulo, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º). A candidata petista aparece com 43% das intenções de voto, em seguida aparecem Romeu Tuma (PTB), Orestes Quércia (PMDB), Netinho (PCdoB) e Soninha (PPS) com percentuais parecidos, embolando a disputa pela segunda vaga.

A primeira pesquisa de intenção de voto para senador em São Paulo realizada pelo Datafolha mostra a ex-prefeita Marta Suplicy (PT) na liderança, com grande vantagem em relação aos principais adversários apresentados.

No levantamento, Marta aparece com 43% das intenções de voto. A seguir, com 25%, vem o senador Romeu Tuma (PTB), que pode concorrer à reeleição. Mas Tuma só será candidato se o PTB não se coligar majoritariamente com a aliança DEM-PMDB-PSDB, que já têm as duas vagas ao Senado ocupadas pelo ex-governador Orestes Quércia (PMDB) -- que aparece na pesquisa com 22% -- e por um nome do PSDB, que ainda não está definifo mas tende a ser do ex-secretário de Serra, Aloysio Nunes Ferreira.

Logo após Quércia, a pesquisa aponta o o vereador e cantor Netinho de Paula (PCdoB), com 19%. A ex-vereadora Soninha (PPS) vem em quinto lugar, com 18%.

Foram pesquisados também os nomes do vereador Gabriel Chalita (PSB), que tem 8% das intenções de voto, do chefe da Casa Civil do governo José Serra, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), com 6%, e de Ricardo Young (PV), presidente do Instituto Ethos, com 3%.

A eleição de outubro renovará duas das três vagas ao Senado. Hoje, além de Tuma, São Paulo é representado pelos petistas Aloizio Mercadante, que será candidato ao governo de São Paulo, e por Eduardo Suplicy, reeleito em 2006. O mandato é de oito anos.

O Datafolha ouviu 2.001 eleitores no Estado em 25 e 26 de março. Cada pessoa indicou dois nomes, já que o eleitor terá, em 3 de outubro, de votar em dois candidatos a senador. Por essa razão, a soma total dos percentuais ultrapassa 100%.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O levantamento mostrou ainda que 33% dos pesquisados pretendem votar em branco ou nulo, enquanto 24% afirmaram não saber em quem votar. Este percentual, se as eleições fossem hoje, seria especialmente decisivo para a acirrada disputa pela segunda vaga.

Folha de S. Paulo

Serra faz balanço de uma gestão fraca, burocrática e sem brilho

Num tom abertamente eleitoral, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), promove hoje um megaevento para 5 mil convidados. O mote será a apresentação de um balanço de sua gestão à frente do governo paulista. Serra deixa o governo nesta semana para se candidatar à Presidência da República pelo PSDB. O balanço será recheado de pompa e números, mas dificilmente conseguirá mascarar uma gestão que foi marcada pelo burocratismo, a truculência e a negligência com as áreas sociais.

Um levantamento feito pela bancada do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo em outubro do ano passado revela que a administração de Serra conseguiu ser ainda pior que a de seu antecessor Geraldo Alckmin. "A administração do governador (Serra) revela a marca de um programa próprio de aceleração do "crescimento". Iniciado em janeiro de 2007, o governo Serra acelerou o crescimento da carga tributária cobrada dos contribuintes; das vendas de bens públicos ao setor privado; da terceirização de serviços públicos; da tolerância com os grandes devedores e do calote aos credores de precatórios. Ao mesmo tempo, reduziu a participação dos gastos com Educação, Saúde e Segurança no orçamento estadual", diz o estudo, embasado em números obtidos junto à própria administração tucana. Leia mais aqui

Decadência econômica

Em artigo publicado nesta terça-feira (30) na Folha de S. Paulo, o economista Marcio Pochmann, presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) revela que "entre 1990 e 2005, o Estado paulista registrou o segundo pior desempenho em termos de dinamismo econômico nacional, somente superando o Rio de Janeiro, último colocado entre os desempenhos das 27 unidades da Federação".

Segundo Pochmann, atualmente, o Estado paulista responde por menos de um terço da ocupação industrial nacional -na década de 1980, era responsável por mais de dois quintos dos postos de trabalho em manufatura.

"Simultaneamente, concentra significativo contingente de desempregados, com abrigo de um quarto de toda mão de obra excedente do país -há três décadas registrava somente um quinto dos brasileiros sem trabalho. Em consequência, percebe-se a perda de importância relativa no total da ocupação nacional, que decaiu de um quinto para um quarto na virada do século passado para o presente", relata o economista.

A edição desta quarta-feira (31) do jornal Valor Econômico confirma a decadência econômica de São Paulo ao revelar que a participação da região Nordeste no comércio de varejo cresceu três pontos nos últimos doze meses, diminuindo fatias de SP e do Sul.

Um balanço paralelo feito pelo jornal em relação aos três anos e três meses de administração do governador José Serra mostra que o tucano aumentou a arrecadação tributária, intensificou a privatização, aumentou o endivididamento do estado, produziu avanços apenas tímidos na educação e, na área de segurança pública, assiste a um aumento na taxa de homicídios.

Obras viárias e nada mais

O pouco que o governador José Serra tem a mostrar de realizações para os eleitores são algumas obras viárias, cujos projetos já tinham sido iniciados em gestões anteriores, como o Rodoanel e a expansão das linhas do Metrô.

Para financiar as obras de infraestrutura, Serra ampliou as operações de crédito e aumentou o endividamento de São Paulo. Nesta semana, o governo federal ampliou a capacidade de endividamento do Estado em R$ 3,3 bilhões. Com a medida, o limite de empréstimos salta de R$ 11,6 bilhões para R$ 14,9 bilhões. Os recursos devem ir para a construção do trecho Norte do Rodoanel e para construção de um veículo leve sobre trilhos.

O foco dos investimentos é a área de Transportes. A previsão deste ano é que o governo gaste 56% do total de investimentos com transporte. Ao mesmo tempo, os gastos com pessoal e encargos sociais foram drasticamente reduzidos. Em 2007, os gastos correspondiam a 38,19% do total de despesas. Em 2009, reduziu esse percentual a 32,53%. A redução de gastos nestas áreas costuma vir acompanhada de queda na qualidade dos serviços públicos.

Mesmo com tanto dinheiro gasto em obras viárias, Serra deixa o governo sem ter inaugurado oficialmente duas grandes obras que eram esperadas para marcar o fim de sua gestão: o Trecho Sul do Rodoanel e as estações do Metrô da Linha 4 (Amarela). O trecho do Rodoanel atrasou mais de dois anos e as obras do Metrô foram marcadas por acidentes e falhas no projeto que comprometeram a agenda de inaugurações.

Outro constrangimento recente enfrentado pelo governador foi a falta de iniciativa para enfrentar os graves problemas causados pelas enchentes em São Paulo.

Dezenas de CPIs engavetadas

Apesar do fiasco comprovado em números, as sucessivas gestões tucanas em São Paulo (o PSDB governa o Estado desde 1995) conseguem manter o verniz de "competência" e "modernidade" graças a dois fatores muito palpáveis: a proteção da mídia paulista que está sempre pronta para enaltecer os tucanos e esconder os problemas que emanam do Palácio dos Bandeirantes; e a blindagem feita pela maioria governista na Assembléia Legislativa de São Paulo (Alesp). Dominada por parlamentares conservadores alinhados com o tucanato, a Alesp já providenciou o engavetamento de mais de seis dezenas de CPIs que buscavam investigar desde suspeitas de crimes de corrupção envolvendo autoridades do executivo paulista até problemas de gestão em setores como educação e saúde.

Falta de diálogo com os trabalhadores


Mas a pá de cal nesta administração sem brilho é, sem dúvida, o fato de Serra renunciar ao governo deixando nas mãos de seu vice. Albero Goldman, um estado com três categorias do funcionalismo em greve: os professores, servidores da saúde e agentes penitenciários.

Durante toda sua gestão, Serra recusou-se a negociar com os sindicatos que representam os funcionários públicos do Estado. Em 2008, um grave confronto entre policiais militares e policias civis em greve expôs o modo tucano de lidar com as reivindicações do funcionalismo.

Matéria postada hoje no site da Agência Carta Maior detalha a relação de Serra com os servidores comparando a gestão tucana de São Paulo com o governo da também tucana Yeda Crusius no Rio Grande do Sul. "Integram essas táticas, entre outras, duas medidas básicas: reprimir violentamente protestos e manifestações de ruas e infiltrar policiais a paisana nestes protestos e manifestações", diz a matéria. Leia mais aqui 

Serra já confirmou que lançará sua candidatura ao Palácio do Planalto no começo de abril. Segundo o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), o lançamento da candidatura será no dia 10 de abril, em Brasília.


Cláudio Gonzalez

Ao se despedir, Dilma manda recado à oposição e diz "até breve"

A ex-ministra Dilma Rousseff, pré-candidata à presidência da República, criticou nesta quarta-feira aqueles que ela classificou como "os viúvos do Brasil que crescia pouco". Segundo ela, essas pessoas fingem ignorar que as mudanças no Brasil são substanciais. Dilma ainda aproveitou o discurso de despedida, no Palácio do Itamaraty, para enaltecer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dizer um "até breve".

Ricardo Stuckert/ABr

 Dilma Rousseff

Dilma sai da Casa Civil para disputar a Presidência da República pelo PT



"Elas têm medo. Não sabem o que oferecer ao povo, que hoje é orgulhoso, tem certeza que sua vida mudou e não aceita mais migalhas, parcelas e projetos inacabados", disse a ministra, durante evento de transmissão de cargos dos ministros que disputarão as eleições no fim do ano. Dilma acrescentou que, no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o povo não é coadjuvante. "É o centro das nossas atenções (...) O governo do senhor é um momento importante, de ápice, de vitória", afirmou.

"Talvez o mais longo momento de vitória de todos esses que lutaram experimentaram em sua vida." Ela citou as lutas contra a ditadura e por redemocratização, direitos, igualdade, justiça e liberdade. "A geração que me sucedeu conseguiu realizar seus sonhos."

Dilma discursou durante a posse de dez novos ministros que vão compor o quadro do governo até o final do seu segundo mandato. Dos dez, sete deixam as secretarias executivas que ocupavam para preencher as vagas deixadas pelos ministros candidatos. (Leia mais aqui)

"Líder popular"

Ainda falando diretamente a Lula, Dilma disse que ao seu lado os ministros que hoje deixam o cargo participaram de um processo de mudança profunda e importante. "Tivemos o líder mais popular e talvez o mais brasileiro de todos os líderes." Dilma começou seu discurso citando nominalmente, um a um, os ministros que tomaram posse hoje e também enumerou os que permanecerão em seus cargos. "Tenho certeza de que todos eles vão cumprir a missão pela frente tão bem ou melhor do que fizemos", afirmou.

Com a voz embargada, Dilma disse que fez esforço para falar de improviso. "Mas se eu falar de improviso vão acontecer duas coisas: uma é eu esquecer alguma coisa importante e a outra é chorar. Pode ser que eu esqueça e chore do mesmo jeito, mas tenho um roteiro para me segurar."

"Até breve"

Dilma disse ainda que este momento de transmissão de cargo pode ser comparado ao que alguns poetas descrevem como "uma espécie de alegria melancólica ou triste". "Alegria porque saímos de um governo dos que mais fizeram pelo País e de tristeza porque abandonamos um trabalho de sete anos e meio", afirmou. "Essa estranha alegria triste inebria a alma da gente, pois o senhor (Lula) nos deu o privilégio de participar de um dos momentos mais decisivos da história do nosso País."

No final, Dilma aproveitou o discurso de despedida para afirmar que em breve estará de volta à administração federal. "Não somos aqueles que estão dizendo adeus. Somos aqueles que estão dizendo até breve", disse. "Essa tarefa ficou mais fácil pelos caminhos abertos pelo governo e traçados pela sua liderança", disse ela, dirigindo-se a Lula.

Voo solo


Em entrevista coletiva após a cerimônia, ao ser questionada se ela estava preparada para enfrentar um voo solo e não ter do lado a presença constante do presidente Lula, Dilma disse que dificilmente um projeto de governo é um voo solo: "Eu não pretendo me desvencilhar do governo do presidente Lula. Participar dele, para mim, foi um momento muito importante da minha biografia".

Segundo ela, o seu voo solo, daqui para a frente, será com as pessoas que já vem trabalhando no projeto de governo do presidente Lula.

Dilma disse que a experiência que teve no governo lhe dá forças para enfrentar novos desafios. "Tudo o que eu passei no governo me dá muita força interior para enfrentar o que vem por aí', afirmou.

Ela disse que, no embate com a oposição, não vai baixar o nível e usar instrumentos que não honram a transição democrática. "Por isso eu acho que não é que ele (embate) tenha que ser duro. Ele tem que ser firme e transparente", disse Dilma, reforçando que o importante é deixar o mais claro possível os projetos que estão em disputa, "para o povo poder decidir".

Dilma reiterou que se sente preparada para disputa presidencial, mesmo sendo sua primeira campanha política. "Fui preparada na vida para coisas muito mais duras do que disputar uma eleição. A minha vida não foi uma coisa muito fácil. Acho que a eleição até é um momento muito bom, porque é o momento de exercício da democracia", afirmou.

Segundo ela, na democracia as coisas são mais produtivas, mais generosas e menos opressivas. "Difícil mesmo era aguentar a ditadura", disse.

Leia íntegra do discurso de Dilma


Fonte: iG e Zero Hora

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