domingo, 14 de agosto de 2005

Ficou complicadíssima a situação do marqueteiro baiano Duda Mendonça

PF investiga outras contas de Duda Mendonça no exterior
Da Redação do Jornal da Mídia
Domingo, 14/08/2005 - 10:29


Salvador - Ficou complicadíssima a situação do marqueteiro baiano Duda Mendonça, que declarou à CPI dos Correio que, para receber R$ 12 milhões do PT, teve que abrir uma conta em um banco na Bahamas por exigência de Marcos Valério, tido como o operador do "mensalão". Valério negou imediatamente as acusações de Duda e disse que pagou ao marqueteiro em cheque e em dinheiro.

Agora, a Polícia Federal está investigando a existência de outras contas do publicitário Duda Mendonça no exterior. Além da conta admitida por Duda na CPI dos Correios, segundo informa em sua edição deste domingo o jornal Folha de São Paulo.

Os investigadores da PF querem analisar as transações financeiras de Mendonça e sua sócia, Zilmar Fernandes Silveira, entre 1998 e 2000. Segundo documentos do banco norte-americano MTB, os dois movimentaram cerca de US$ 2 milhões nesse período. Para a PF, o MTB é suspeito de abrigar operações de lavagem de dinheiro.


E é inacreditável que essa fantástica usurpação dos verdadeiros objetivos do Poder seja DESCONHECIDA por todos, do governo propriamente dito e da oposição. DESCONHECIDOS de tudo, também COMPROMETIDOS com tudo.

O País está dominado pela INSINCERIDADE e pela omissão. E apesar (ou por causa?) das muitas CPIs, parece que a crise só começou agora com a CONFISSÃO (não um simples depoimento, mais informações na página 11) do publicitário Duda Mendonça. A impressão é que tudo se passava num país estranho, a língua pela qual se comunicavam era estranha, perguntas e respostas igualmente estranhas.

Anteontem, enquanto Duda Mendonça depunha, Renan Calheiros convocava entrevista coletiva e dizia: "Precisamos mudar a legislação eleitoral para que os fatos de agora não se repitam". Só não foi o lançamento da própria candidatura ao Prêmio Nobel da Ingenuidade porque Renan pode ser tudo, menos isso.

Renan é remanescente do único impeachment nacional, conhece muito bem os meandros e igarapés dos bastidores políticos, só falou essa impropriedade por diversão.

A insinceridade é geral, os que perguntam só olham para os holofotes da televisão, os que respondem querem tentar o julgamento da Justiça, acreditando que seja lento e possa prescrever.
Nessa confusão toda, surgiu o publicitário Duda Mendonça, com seu depoimento que pode ser definido apenas em três palavras: impressionante, inconseqüente, incoerente. E como sempre durante mais de 10 horas, o que leva todos à exaustão e à repetição.

O publicitário da Bahia trouxe uma novidade: enquanto os outros mentiam e incriminavam alguém, ele sentou na cadeira elétrica e fez questão de ligar a chave fulminante. Por que isso? E por que fingir que ainda é "Lulinha paz e amor", se levou o próprio Lula junto com ele? Os "buracos" que Duda deixou na sua "história" só poderão ser compreendidos e preenchidos com o tempo.

Inicialmente a surpresa de assistir a um publicitário tão afamado usando linguagem de briga de galo ao se dirigir ao Congresso Nacional. Mesmo desmoralizados, deputados e senadores mereciam outro tratamento. "Não sou bobo", "entrei pelo cano", "não cometi desvio de ética e sim desvio fiscal". E foi por aí.

Por que disse que entrou pelo cano: é que recebeu 10 ou 12 milhões, ele mesmo não sabia, no exterior. Alegação: "Eu estava desesperado, precisava de dinheiro para pagar contas, tive que aceitar receber no exterior". E logo a seguir, várias vezes: "Agora com o dólar baixo como está, só faço perder".

Conclusão óbvia: se recebeu na época com o dólar a mais de 3,20 e "estou perdendo dinheiro com esse dólar baixo", é por que ficou com os dólares, lá ou aqui, tanto faz. E o desespero pelo dinheiro "para pagar contas urgentes?".

"Não abri nenhuma conta no exterior, concordei apenas em receber lá fora". Mas logo depois confessava que assinou "papéis e fichas que o senhor Marcos Valério me deu para assinar". Ora, isso era a confissão de que abriu contas (muitas e em diversos bancos) como revelou. Para abrir conta no exterior não é preciso sair de Brasília. Duda não tem acompanhado os avanços da tecnologia? Compreende-se: estava atarefado com as campanhas.

Não concordo de jeito algum com o senhor Marcos Valério. Mas ele está coberto de razão ao dizer: "O senhor Duda Mendonça tem 61 anos, é um publicitário experimentadíssimo e se deixou convencer por mim? Eu apresentei a opção e ele aceitou logo".

O senhor Marcos Valério também disse: "Duda Mendonça está mentindo muito". (A afirmação foi feita durante o depoimento de Duda). Se existe alguém que não pode chamar ninguém de mentiroso é Marcos Valério ou Dirceu. Indo à segunda vez à CPI, Marcos Valério disse: "Agora vou falar a verdade". Mas tendo pedido uma acareação com Duda, o publicitário de Minas deixou o publicitário da Bahia em situação difícil.

Outra incoerência, contradição ou imprudência de Duda Mendonça. O PT não pagou a campanha de 2002, ele mesmo afirmou: "Não recebi, e como a campanha já havia acabado fiquei sem Poder de fogo. Se fosse no meio da campanha, eu parava tudo".

Mas apesar do "inferno" para receber, tendo que concordar em abrir conta no exterior para efetuarem o pagamento, fez a campanha de 2004. E confessou: "Dessa campanha de 2004 ainda tenho 14 milhões para receber". Não parece muito precisado de dinheiro, como afirmou.

Em determinado momento, a situação parecia tão boa para a oposição (?) que foram às pressas buscar o senador Artur Virgilio para fazer perguntas. Precisavam do seu estilo ambíguo, melífluo, ambivalente, untuoso e pouco suntuoso, para afogar Duda Mendonça fingindo que lhe jogava um salva-vidas.

Mestre em retórica para a plebe vil e ignara , o senador do Amazonas quase chorou e fez Duda chorar e se aprofundar na confissão. Textual do senador: "Não quero explorar seu sofrimento, parabenizo-o pela sinceridade".

E fuzilou-o com um tiro na nuca, frio e "patriótico". E deslumbrado pela própria exibição de eloqüência, Artur Virgilio se despediu, explicando: "Terminei meu tempo, mas vou me inscrever para falar novamente". E cumpriu a palavra, voltou e "emparedou Duda" com sinceridade e tudo.

Ninguém perguntou ao publicitário da Bahia se ele recebeu favores extras (não em dinheiro) por ter dirigido campanhas do PT. Sempre se falou em estações de rádio, repetidoras de televisão, essas "ninharias". Esqueceram.

Uma conclusão da CPI inteira: a sócia de Duda é muito mais competente, ele sempre recorria a ela. Duda confessou: "Não tenho boa memória". Esqueceu até dos dólares no exterior.

De qualquer maneira, não é agradável ver um estrategista ser fulminado pela própria estratégia. Napoleão dizia: "Não tenho medo do inimigo pela frente, só posso ser derrotado com o vento pelas costas". Estava falando no Duda.
ONI PRESENTE.

Construa a sua própria bomba atômica e viva feliz para sempre>

Considerações preliminares.

Como tudo o que é bom, a construção de uma bomba atômica, por mais poderosa que ela seja, também deve se iniciar pelas preliminares. Você sabe muito bem que se partir logo para os finalmentes a sua parceira (ou parceiro, conforme a sua preferência) pode sentir-se um pouco frustrada(o).

Por que construir a sua própria bomba atômica?

As razões são muitas e apresentamos, apenas, algumas delas.
Nestes tempos difíceis, de muita violência, você deve aprender a se defender. Os menos imaginosos, os medíocres, compram revólver, pistola, espingarda, fuzis AK45, 47, granadas e metralhadoras. Coisas de amadores, mesmo porque qualquer pessoa pode adquiri-los com a maior facilidade no mercado negro. Nos outros mercados, os mercados branco, cinza e "technicolor" pode ser um pouco mais caro, mas também é possível comprá-los desde que se tenha bons agentes de intermediação. Tudo fácil de mais.
Se você tem competência para realizar algo com a suas próprias mãos, por que não fazê-lo? Use o seu engenho, arte e imaginação para construir um artefato poderoso e com mil e uma utilidades.

Ao fazer a sua própria bomba atômica, você estará contribuindo para a paz mundial, pois o seu poder de dissuasão irá aumentar significativamente. Pelo menos isso é o que dizem os donos dos grandes arsenais nucleares.

A bomba não é para ser usada. Ela é apenas um enfeite, um artifício, um acessório decorativo, persuasivo e dissuasivo de grande poder. A bomba não deve jamais ser usada, a menos que o seu uso se torne imperativo diante de um inimigo metido a besta que, evidentemente, ainda não tenha construído a sua, a dele, própria bomba.

Se o inimigo já tiver construído a bomba dele, aí as coisas ficam um pouco dificultosas, porque se a bomba dele for maior que a sua, você pode se ferrar.
Como saber quem tem a maior? É fácil. Você se lembra do seu tempo de menino(a)? Pois é. Faz do mesmo jeito, uai!. Mostre a sua peça e peça pra ele(a) mostrar a dele(a). Essa estratégia sempre funciona.

Depois que você tiver construído a sua bomba, peça a inscrição no clube dos matadores atômicos onde já se encontram: Israel, EUA, Índia, Paquistão, Reino Unido, França e Rússia.
Agora que está plena e satisfatoriamente demonstrado que você também deve possuir a sua própria bomba atômica, mãos à obra.
Primeiros passos.

A primeira coisa é obter a matéria prima. Recomenda-se o urânio 235. O urânio 238 deve ser evitado, pois apesar de possuir apenas 3 graus de diferença na escala, ele costuma dar chabu. (Já pensou, na hora H, você esperando um sonoro KABUUUMMM! e vem apenas um fraco, e geralmente fedido, puf?)

Dê preferência ao urânio enriquecido, mas antes procure saber como ele enriqueceu. Se o enriquecimento dele ocorreu nos anos em que ele esteve em Brasília ou ocupando cargos no governo, mude de fornecedor, pois trata-se de enriquecimento ilícito. É urânio desonesto, muito embora goze de grande prestígio nos meios políticos e sociais.
Pegue 100 kg de urânio 235 e divida em duas porções iguais. Coloque cada uma das porções em um cilindro de metal, tampe e reserve.

Use um pincel, atômico, evidentemente, para identificar cada um dos cilindros. Em um deles escreva "MASSA SUBCRÍTICA" e no outro escreva "MASSA CRÍTICA".
A partir desse momento, evite, a qualquer custo, a contaminação entre os dois cilindros. As partículas da massa subcrítica somente devem encontrar as partículas da massa crítica no momento da explosão, depois de acionado o mecanismo fusível. Tá certo, é um tabu que nem aquele do noivo que não deve ver o vestido da noiva antes do casamento, mas tradição é tradição e deve ser respeitada.

Em seguid....
O quê?!! Como e onde conseguir o urânio? Putz, tenho que dizer tudo, é?
[Sinais de impaciência e irritação. Pausa.]
Tá bem, vamos lá.
Onde adquirir a matéria prima.

As melhores fontes para adquirir a matéria prima são (pela ordem de preferência):
ferro velho, organizações terroristas,centros de pesquisas e usinas nucleares.

Ferro velho.

Com um pouco de paciência, pode-se conseguir bom material radioativo no ferro velho e os preços são muito convidativos. Confira com cuidado e veja se o material está muito gasto ou descorado. Verifique a textura, o sabor e a cor antes de fechar negócio.
Organizações terroristas sempre pedem muito dinheiro para liberar porções radioativas, mas dá pra fazer boas aquisições.

Centros de pesquisa e usinas nucleares são bons fornecedores, mas seja cauteloso porque os diretores e funcionários não gostam muito quando desaparecem grandes quantidades de urânio de lá. Eles ficam um pouco inquietos, sabe.
Se for usar material oriundo de centros de pesquisa, seja exigente. Alguns centros fazem pesquisa submetendo mosquitos e batatas à radiação, de modo que é preciso saber se o material radioativo está contaminado com larvas. Quanto mais contaminado com larvas, mais insetos nos resultados, quer dizer, mais incertos os resultados.

Agora que você já tem o urânio, vamos à segunda fase.

Segundos passos:
O mecanismo de detonação:

Preste muita atenção nesta parte. Um acidente pode ser fatal. Mantenha as faíscas sob controle absoluto.O mecanismo de detonação é constituído de 100 kg de dinamite e mais o pavio. Em vez da dinamite, pode-se usar pólvora de bombas de São João, mas você vai precisar de 150 kg dessa pólvora.

Antes de perguntarem como obter a dinamite ou a pólvora: compre a dinamite em lojas especializadas em dinamite e a pólvora em lojas especializadas em pólvora. Satisfeitos?
Em seguida, coloque a dinamite ou a pólvora em um cilindro de metal, tampe e reserve.
Prepare o dispositivo fusível, também conhecido como pavio detonador. Alguns cientistas chamam o pavio detonador simplesmente de fusível e os ignorantes chamam o fusível de fuzil.
Pois bem, não use um fuzil, quer dizer, um pavio muito curto. Se pavio curto é ruim em gente, imagine numa bomba atômica.

O maior perigo num pavio pequeno é o lapso de tempo decorrido entre o momento de acender e a hora de a bomba explodir. Se o tempo for muito curto, não vai dar para você se afastar e ficar a uma distância segura do artefato. Geralmente um metro de pavio é um bom tamanho.
Como você bem sabe, todo o pavio que se preza tem duas extremidades. Coloque uma das extremidades do pavio no recipiente contendo a dinamite (ou a pólvora). Evite fumar charuto ou cachimbo durante essa operação.

Cigarros são permitidos, desde que o maço contenha aquelas fotos de gente com câncer que o governo mandou botar pra ver se amedronta os fumantes.
Coloque os três cilindros – os dois de urânio e mais o de dinamite (ou de pólvora, conforme a sua preferência) – sobre uma superfície plana e prenda-os fortemente com fita durex. (Fique de olho na marca. Se não for durex, esqueça.)
Pronto: sua bomba está pronta para ser usada.

Clique aqui para apreciar o Diagrama 01. À primeira vista, ele pode parecer meio esquisito, mas com o tempo você se acostuma.)
Onde guardar a sua bomba atômica
Guarde-a em casa num lugar accessível, porque, quando dela necessitar, você vai encontrá-la logo ali bem pertinho e à sua disposição. Vez por outra, faça uma inspeção pra ver se os cilindros estão vazando. Preste atenção, porque um nêutron descuidado aqui, um elétron displicente ali e todo seu trabalho vai por água abaixo.
Em alguns países, os donos de bombas nucleares fazem buracos no chão e lá enterram as suas bombas, talqualmente os gatos depois de fazerem necessidades fisiológicas. É uma boa alternativa.

Normas de segurança.

Muito embora o processo de fabricação seja absolutamente seguro e isento de maiores riscos, alguns cuidados devem ser tomados.

a) Lave sempre as mãos com água e sabão após manusear o urânio. Use a sua escova de dentes para remover o pó que insiste em se abrigar sob as unhas. Se quiser usar luvas de segurança, compre dessas de supermercados. São mais baratas.

b) Enquanto você coloca o urânio nos dois cilindros, pode acontecer de subir uma poeira radioativa resultante da desagregação do material. Ao ser aspirada em grandes quantidades e metabolizada, essa poeirinha pode, eventualmente, impedir o organismo de produzir as células vermelhas do sangue.
Se você não sabe, as células vermelhas servem para dar a cor de sangue ao sangue e a ausência delas faz com que ele adquira cores variadas e imprevisíveis. Mesmo considerando que as conseqüências sejam meramente estéticas, fica esquisito se você sair por aí, pegar uma bala perdida, sofrer um assalto e chegar no pronto socorro sangrando um sangue rosa-choque ou azul-da-prússia. Pega mal, pacas. O que vão pensar de você?

c) Para evitar a inalação da poeira radioativa a melhor forma de prevenir é prender a respiração durante o manuseio do urânio. Pode ser que, no começo, você fique meio arroxeado devido à falta de oxigênio nos pulmões, mas, com o tempo, você se acostuma.
d) Para evitar que grânulos de urânio se instalem no seu estômago, jamais manuseie urânio enquanto estiver de estômago vazio.

e) Se, após uma jornada de trabalho com o urânio, você se sentir um pouco sereno, tonto ou sonolento isso pode ser conseqüência da redução das células vermelhas do sangue. Para ter certeza, vá até um laboratório e mande fazer a contagem delas. Exija a contagem em todo o sangue e não apenas em uma amostra. É mais preciso. Se for constatada a redução, tome dois copos desses refrescos tipo framboesa, groselha ou morango às refeições durante dois ou três dias.

f) Evite ficar muito perto da bomba no momento da detonação. A temperatura pode chegar a 100 milhões de graus centígrados e isso pode provocar queimaduras. Se for absolutamente indispensável acompanhar o processo de detonação, use protetor solar.
Considerações finais.

Avise os vizinhos e malfeitores que você está bem armado. De que adianta todo esse trabalho e investimento em alta tecnologia se ninguém souber que você tem a força?
Os vizinhos vão respeitar e temer: nada de roubar o limpador de pára-brisa do seu carro, nada de pedir duas cebolas emprestadas e não pagar. Prioridade no elevador e na entrega das correspondências, abatimento nas taxas de condomínio, prioridade nas ruas mesmo com o sinal vermelho são efeitos colaterais muito bem-vindos.
Tem mais: se o síndico ou o prefeito quiser mandar fazer uma inspeção pra saber se você guarda armas químicas em casa, destitua o síndico ou o prefeito. Nunca é demais lembrar que você tem a bomba e se você tem a bomba, tem a força!
Possuir a sua própria bomba só traz vantagem. Desvantagens? Nenhuma. Quem sabe até você ganha isenção no imposto de renda?

Mutações genéticas são bem vindas.

Pessoas desinformadas insistem em dizer que armas nucleares não devem ser usadas porque elas podem produzir mutações genéticas. Isso é verdade. Pode ocorrer uma ou outra mutação genética, mas é necessário ver o lado positivo desses efeitos secundários e evitar paranóia de ongueiro.

O grande cientista inglês Charles Darwin (1809 - 1882) demonstrou cabalmente que as mutações genéticas são bem vindas e foi graças a elas que o homem se moldou à forma atual. O que há a temer? Humanos com duas cabeças? Todos estamos cansados de ouvir falar que duas cabeças pensam melhor que uma. Por que não dar essa chance à evolução?
Para exemplificar os perigos da fissão nuclear, menciona-se o desastre de Chernobil, mas sabe quais as pessoas que correram mais depressa e conseguiram se safar do desastre? As de três pernas!

Há quem trate o assunto como uma piada de humor negro, mas o assunto é muito sério. A aquisição de três pernas é ou não uma mutação favorável à sobrevivência da espécie humana nesses novos tempos em que o homem, e a mulher, é claro devem aprender a viver em ambientes de elevada radioatividade?

Existem mais aspectos positivos. Nos esportes, por exemplo, dá pra imaginar as próximas olimpíadas e os novos recordes sendo batidos: 100 metros rasos em 5 segundos, depois em 4 segundos, na seguinte em 2 segundos...

A vida vai desaparecer da face da Terra?

Os pessimistas de plantão, os derrotistas de primeira hora, chegam dizer que a vida pode desaparecer da face da Terra em conseqüência de explosões nucleares provocadas pelo homem.
Isso é uma mentira deslavada.
Recentemente, cientistas descobriram indícios da ocorrência de formas primitivas de vida, de vermes, há 1,2 bilhão de anos. Portanto, mesmo que a espécie humana venha a sucumbir, outras espécies de vida melhor adaptadas ao novo meio deverão surgir. Em mais um ou dois bilhões de anos novas criaturas, certamente bem mais inteligentes que nós, estarão aptas a construir bombas muito mais poderosas que as de hoje. E o que são dois bilhões de anos diante da eternidade?

A radiação é prejudicial à saúde?

Uns medrosos falam que a radiação faz mal à saúde. São uns frouxos.
A verdade é que tudo além da medida pode ser prejudicial à saúde. A água, por exemplo, é essencial à vida, mas beba água de mais pra você ver o que acontece. Se água de mais fosse boa pra saúde ninguém morria afogado, concorda?


Conclusão

Não perca tempo!
Inicie hoje mesmo a construção da sua bomba atômica e seja feliz com os seus descendentes de três pernas e duas cabeças. Talvez eles não sejam exatamente uma gracinha conforme padrões já superados, mas estarão bem mais aptos a sobrevirem na nova era nuclear.

Caixa 2 foi usado também em 98

Brasília – O uso de caixa 2 em campanhas eleitorais, ao contrário do que o publicitário Duda Mendonça afirmou à CPI dos Correios, não é novidade em suas empresas. Documentos em poder da CPI e da Procuradoria Geral da República, obtidos com exclusividade pelo ESTADO DE MINAS e Correio Braziliense, mostram que, em 1998, Duda fez a campanha do PSDB para o governo de Minas utilizando o mesmo sistema de dinheiro não contabilizado. Em 2002, o publicitário foi o marqueteiro da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência .

Nos documentos, a sócia de Duda Mendonça, Zilmar Fernandes, encaminha ao então vice-governador Walfrido Mares Guia (PTB), em junho de 1998, uma minuta “com sugestão de contrato para ser realizado entre a A2CM e o Partido/Coligação”. Na carta, assinada por Zilmar, ela sugere o valor do contrato: “entre R$ 500 mil e R$ 700 mil”. Duda foi o responsável pela campanha à reeleição do governador Eduardo Azeredo (PSDB), que perdeu a disputa para Itamar Franco (PMDB).

Na minuta do “Projeto Governador e Senador/98 - Minas Gerais”, contudo, os custos definidos para a campanha são de R$ 4,5 milhões, que seriam pagos em parcelas, um sinal de R$ 450 mil em 6 de julho e seis parcelas de R$ 675 mil durante o desenrolar da campanha.

O valor de R$ 4,5 milhões corresponde, exatamente, ao que o empresário Marcos Valério declarou, na CPI do Mensalão, ter pago a Duda, na campanha de 1998. Valério afirmou que “Duda Mendonça está mentindo muito” e pediu para fazer uma acareação com o publicitário baiano.

Ela estabelece que “a criação, direção e estratégia de campanha serão coordenadas pessoalmente por Duda Mendonça (grifo do documento da A2CM)”, acompanhado da observação de que “o comando local será feito por um experiente coordenador político de sua equipe.

O projeto engloba a “conceituação, definição de estratégia, criação e planejamento de campanha” e está previsto para ser executado em duas fases. Na primeira, seriam definidos a marca da campanha e o slogan, seriam feitas as fotografias, além da criação de produção e gravação do jingle e do material de propaganda para a campanha. O material incluía outdoor, anúncios, cartazes, santinhos, adesivos para automóveis, camisetas, viseiras, bandeiras, adesivos de lapela, bottom, balão, decoração de palanque e banner para decoração de convenção e comitês.

A fase 2 da campanha foram os programas do horário eleitoral gratuito de rádio e televisão. E incluía a criação e produção dos programas eleitorais, das vinhetas eletrônicas, a direção dos comeciais para a TV, a produção das trilhas e jingles especiais, a contratação de apresentadores e jornalistas, assim como locutores, aluguel da casa para abrigar a equipe, instalação de uma produtora completa e formação de equipes para externas e aluguel de estúdio para as gravações.

Na carta enviada a Walfrido, Zilmar Fernandes revela preocupação com os prazos da legislação eleitoral: “Devemos providenciar este contrato a partir de 05/07, portanto o mais rapidamente possível, para evitar problemas legais”.

CONFIRA NO ENDEREÇO:

http://banners.estaminas.com.br/uai/imgs/jornal/em/politica1408.pdf

sábado, 13 de agosto de 2005

ENTREVISTA COM O LÚCIFER



A preparação:

Para realizarmos esta entrevista, tivemos que percorrer o sub-mundo (literalmente) onde personagens reais (gente da política, da mídia e uns manés) se confundem com entidades das profundezas do inferno.
Primeiramente, precisávamos saber onde encontrar o COISA-RUIM e não tínhamos a menor idéia de como faze-lo. Foi aí que o CABEÇÃO, (um dos GÊMEOS) teve uma idéia:



CABEÇÃO- Porquê você não faz como todo mundo? Procure no GOOGLE!





Aquilo caiu como uma bomba!! De tão obvio, não cogitava nem passar pela cabeça uma informação dessas. Além do mais, vinda de um garoto de 10 anos...
Bem, assim iniciamos nossa busca e, em apenas cinco segundos, tínhamos nas mãos o telefone da pessoa que poderia fazer a ligação com o DEMO.











* CABEÇÃO.








O contato

Entramos em contato com o dito cujo (o cara do telefone). No começo, foi difícil qualquer tentativa de aproximação.Ele não atendia, ou quando atendia desligava. Apelamos para os TORPEDOS . Aí finalmente, ele aceitou falar com a gente. Ficou sabendo que tínhamos um BLOG. Parece que hoje, o CAPETA gosta muito dessa ferramenta. No final da entrevista você vai ficar sabendo porque.

A negociação.

Com eu disse acima, logo que o “agente” soube da existência do BLOG, facilitou (e muito) a nossa conversa. Disse que provavelmente nós seríamos muito ÚTEIS para eles. Olhou na agenda e marcamos o dia da entrevista.

Combinamos o local aonde ele iria nos pegar. Tive que levar o CABEÇÃO, afinal de contas, dos NOVE meninos, além de ser o mais velho, é também o mais inteligente.

A viagem

No dia marcado, uma LIMUSINE PRETA (engraçado como todo carro de uma ENTIDADE, como o CAPETA, O DRÁCULA, ETC é uma LIMUSINE PRETA) veio nos pegar. Tivemos que ser vendados para que não descobríssemos o ESCRITÓRIO do DEMÔNIO, lógico.

Rodamos por cerca de 1 hora até que o carro diminuiu a velocidade e podemos perceber que entraríamos numa espécie de garagem subterrânea. O carro parou e a venda foi tirada. O agente apontou para o elevador e disse:

-Sigam direto até o elevador e apertem o botão vermelho. (outra vez a predominância das cores típicas: o vermelho)

Assim fizemos. O elevador foi descendo, descendo. Quanto mais descíamos, mais forte era o cheiro de enxofre. Finalmente chegamos. Adentramos por um corredor onde, no final, havia uma porta com uma escultura de cabeça de bode em alto-relevo. Esta escultura era de bronze, com as bordas douradas. Este dourado tinha um brilho que eu jamais vira em toda minha vida . Chegamos próximos à porta e, imediatamente, ela abriu-se. Entramos numa sala escura, mas dava perfeitamente para ver uma cadeira maior, dessas de gerente, circundada por duas menores, dessas de empregado. Sentamos e ficamos aguardando por cerca de 2 minutos. O cabeção estava maravilhado. Dava para ver sua cara de satisfação. Nem parecia que iríamos encontrar com o PEMBA. Os meninos de hoje em dia não se assustam com mais nada. Nos meus tempos de menino, eu mijava nas calças, só com a simples menção do BICHO-PAPÃO. Hoje tá tudo mudado. Eles não têm medo de nada. Talvez seja influência da TV, que fica a todo momento inventando histórias. Tem até CPI ao vivo. Além do mais, depois de um período de oito anos de um governo como o do PSDB, quem se assusta hoje em dia?




* BICHO-PAPÃO




O encontro

Nisso ouve-se um estouro, parecia uma bombinha de 0,50. Em meio a uma nuvem de fumaça e forte cheiro de enxofre, aparece ele, o LÚCIFER, O COISA-RUIM, O DEMONIO, O CAPETA, O PEMBA sentado na cadeira grande. O cabeção vibrou, batendo palmas! Eu achei muito sem graça. O FHC, O COLLOR eram mais eficientes em suas aparições. Sua aparência não era estranha. Nunca tinha me deparado com o CAPETA em “pessoa”, mas alguma coisa nele era familiar. Ele me lembrava alguém. Não conseguia dizer quem era. Ele estava bem vestido. Usava um terno preto, muito bem cortado. Os sapatos estavam impecavelmente lustrados. Só uma coisa destoava naquele manequim: ele insistia em usar uma capa sobre os ombros. Coisa mais “demodê”!

A entrevista.

Nem foi preciso nos apresentar. Fomos direto ao assunto.

Oni Presente- Senhor COISA-RUIM, digo, LÚCIFER, qual é o seu verdadeiro nome? Eu já ouvi falar do Senhor, mas cada um usa um nome diferente.

LÚCIFER - Eu tenho vários nomes. Sou chamado de LÚCIFER (o meu preferido), de COISA-RUIM, CAPETA, PEMBA, PÉ-REDONDO, BODÃO, etc.

Oni Presente- E essa sua aparência? Você sempre se apresentou assim?

LÚCIFER- Claro que não! Eu já incorporei várias formas. Já fiquei no Governo por oito anos e pouca gente notou! Fui o responsável pelas privatizações, desemprego, aumento da pobreza e toda ruindade possível, até perder a eleição para um BARBUDO!

Oni Presente- O senhor quer dizer que já foi PRESIDENTE DA REPÚBLICA?

LÚCIFER- Exatamente!!!

O cabeção continuava atento. Seus olhinhos brilhavam!!!

Oni Presente- Devo confessar que estou surpreso! Por isso eu estava achando-o familiar! O Senhor tem predileção por alguma personalidade?

LÚCIFER - Sim. Gosto de políticos de alguns partidos. Eles são a filial do inferno aqui na terra. Na minha última investida pública, eu incorporei naquele deputado de nome esquisito, o ROBERTO JEFFERSON. Foi uma possessão fácil. O cara tem jeito para a coisa!! Outros também, como o JORGE BORNHAUSEN, O ARTHUR VIRGÍLIO e A SENADORA HELOÍSA HELENA, que é mais “feia” que minha MÃE!

(risos)

O cabeção quase rolava no chão... de tanto rir!!!

Oni Presente- O senhor acha que é fácil esse seu trabalho?

LÚCIFER- Não. Tenho resistências. Esse MALDITO partido de esquerda: O PT, o partido do PRESIDENTE. Eles são a pedra no meu sapato ( apesar do meu pé ser redondo).

Se não fosse por eles, o INFERNO seria aqui!

Oni Presente- Quer dizer que mesmo para um “DEMÔNIO”, às vezes, o senhor se depara com “dificultadores” como esse PT?

LÚCIFER- Exatamente. Por isso eu conto com uma rede de “colaboradores”.

Oni Presente- E quem são esses “colaboradores”?

LÚCIFER- Você fatalmente já desconfiou. Temos colaboradores em diversos lugares. Principalmente na MÍDIA. Temos a VEJA, O NOBLAT, O UCHO, CLÁUDIO HUMBERTO, GIBA 1, ESTADÃO, ETC.

Oni Presente- Nossa!!! Que tipo de remuneração eles recebem???

LÚCIFER- Todas! Esses, a quem me referi acima, são meus subordinados direto. Eles estão estagiando para concorrer a um posto de conselheiros lá na MATRIZ (INFERNO).Por isso fazem o que fazem. Essa é a sua missão. O candidato que fizer mais maldade, ganha a vaga.

Oni Presente- E qual deles tem mais pontos?

LÚCIFER Até agora, temos um primeiro lugar: VEJA.
Empatados em segundo lugar: NOBLAT e o senador Jorge Bornhausen.
Mas vou abrir uma exceção: provavelmente levarei todos. São muito BONS em termo de RUINDADE!! (gostou do paradoxo?)

Oni Presente - O senhor só tem colaboradores na MÍDIA “consagrada”??

LÚCIFER - Claro que não!!! Temos também alguns MANÉS: Os INOCENTES ÚTEIS.

Oni Presente - Quem são eles??

LÚCIFER - Alguns BLOG´S de aluguel!!

Quando ia fazer a outra pergunta, o CABEÇÃO antecipou, agitadamente:

CABEÇAO - É A KIKA! É A KIKA! É A KIKA! É A KIKA!

O DESFECHO.

Foi quando LÚCIFER soltou aquela GARGALHADA HORRIPILANTE que durou por mais ou menos 01 minuto. Nisso pude perceber na sua lapela, um detalhe que havia passado desapercebido: UM BROCHE EM FORMA DE TUCANO!!!

Outro estouro. Dessa vez mais forte e ele desapareceu em meio a uma nuvem de fumaça e cheiro de enxofre.





Fomos envolvidos em um redemoinho e lançados para fora do prédio juntamente com alguns panfletos de campanha: SERRA PRESIDENTE.






O cabeção estava se divertindo.Seu cabelo ficou todo alvoraçado, espetado, parecendo uma vassoura de piaçava. Mas era visível sua alegria. Do lado de fora do prédio, um detalhe me deixou ainda mais atordoado. Era possível ver uma placa de bronze indicando: INSTITUTO FERNANDO HENRIQUE CARDOSO.

FIM

sexta-feira, 12 de agosto de 2005

NO PLANALTO

NO PLANALTO Livro ilumina o submundo das arcas eleitorais
JOSIAS DE SOUZACOLUNISTA DA FOLHA Reportagem política é coisa traiçoeira. A atmosfera, opaca, tolda a realidade. Assediado por meias verdades, o repórter tem de rebolar para não publicar a metade que é mentira.Aqui se revelou, em junho de 2003, episódio que para muitos soou inverossímil. No apagar das luzes da era tucana, FHC organizou uma caixinha eleitoral. Submeteu à nata do PIB uma lista com 24 candidatos ao Congresso.Queria eleger um grupo que lhe fosse fiel no ocaso. Valeu-se da intermediação de Ney Figueiredo, um ex-consultor da CNI a quem se afeiçoara.O pires presidencial acercou-se de nove logotipos: Bradesco, Itaú, Unibanco, Safra, Gerdau, Odebrechet, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Embraer. Amealharam-se R$ 7 milhões. O grosso desceu ao caixa dois.Ouvido à época, FHC pronunciou a metade mentirosa do caso: "Desconheço essa lista". Decorrido ano e meio, chega às livrarias "Diálogos com o Poder", de Ney Figueiredo. Traz a metade verdadeira.À página 82, Figueiredo anota: "FHC não descuidou de trabalhar ativamente para eleger uma bancada confiável, (...) que pudesse, no novo governo, (...) defender a estabilidade conquistada (...)".Prossegue Figueiredo: "Fui convocado por ele para ajudar nesse trabalho (...). Muitas vezes, pedia a FHC para ligar para determinadas pessoas e ratificar que eu estava falando em seu nome (...). Conseguimos, ao final, ajudar na eleição de 90% dos nossos candidatos ao Congresso".O livro sonega nomes. Por isso, o repórter repete a relação de candidatos que tiveram as arcas bafejadas pela fortuna do apoio presidencial.Primeiro os eleitos: Arthur Virgílio, Aloysio Nunes Ferreira, Arnaldo Madeira, Alberto Goldman, Antonio Carlos Pannunzio, Darcísio Perondi, Edison Lobão, Geddel Vieira Lima, Heráclito Fortes, Jutahy Magalhães Jr., Lúcia Vânia, Ney Lopes, Odelmo Leão, Raul Jungmann, Renan Calheiros, Ricardo Barros, Romero Jucá, Teotônio Vilela e Yeda Crusius. Agora, os barrados na urna: Artur da Távola, Geraldo Melo, José Anibal e Osmar Terra."Diálogos com o Poder" não é leitura para almas puras. Repleto de trechos enigmáticos, o livro vale pelo que insinua. Relata detalhes dos bastidores da recente guerra sucessória da Fiesp.Cortejado pelos dois%2

AJARDINAR A ESPERANÇA

Ajardinar a Esperança
Leonardo Boff *

Adital - A turma da Casa Grande nunca engoliu em política alguém que viesse
da Senzala. Por conta das corrupções da cúpula do PT e dos equívocos do
Governo Lula nas coligações partidárias ela ganhou de presente uma
oportunidade para a qual não precisou conspirar: a possibilidade de depor
legalmente o Presidente e de liquidar politicamente o PT.

Corifeus da oposição, embora disfarcem a linguagem, aventam claramente tal hipótese.
Logicamente um impeachment não é coisa meramente jurídica, é uma bomba que
pode abalar todo o edifício político de um país. Mas os donos do poder só
têm a ganhar com tal desfecho trágico. A volta ao poder central estaria
aberta. O que aconteceria caso isso viesse a ocorrer?

A primeira reação, como já apareceu na imprensa, viria da Comissão dos
Movimentos Sociais (CMS) liderada pelo MST, CUT e UNE que engloba cerca de
50 entidades populares. A despeito das críticas que fazem à macroeconomia do
Governo, colocariam milhares de pessoas nas ruas para defender o mandato do
Presidente. O argumento de base é este: a conquista da Presidência não é
questão pessoal de Lula, é expressão simbólica do poder popular que depois
de séculos de exclusão conseguiu se articular e chegar lá.

O "Lula-lá" voltará a ser bandeira política. Que legitimidade política e ética tem um
Congresso, pervadido de corrupção sistêmica reconhecida, para julgar um
Presidente por corrupção? Temo que os movimentos sociais cerquem o Congresso
com o grito:"Que se vayan todos". Colocariam os parlamentares sob forte
constrangimento ainda mais que a maioria deles precisa do povo tranqüilizado
para se reeleger pois é o que mais buscam.

Querem julgar? Então que julguem a todos em toda as instâncias e que acabem com a hipocrisia.
Quando há crise de poder, precisa-se voltar à fonte do poder, como está na
Constituição:"todo poder emana do povo e em seu nome será exercido". Todos
os cargos públicos, do Presidente ao último servidor, são instâncias
delegadas deste poder popular. São servidores do povo e não portadores
originários de poder. Importa, pois, radicalizar a democracia. Crise de
democracia se cura com mais democracia e não com golpes autoritários ou
conciliações falaciosas sem o povo.

quinta-feira, 11 de agosto de 2005

ENTREVISTA COM O “NOBLAT”

A PREPARAÇÃO

Após a epopéia da última entrevista, onde eu e o CABEÇÃO desmascaramos o DIABO (Lúcifer) no seu próprio DOMÍNIO, resolvemos ir em busca dos outros PERSONAGENS que compõem a TRUPE DO MAL. (FHC & CIA).

O CABEÇÃO, depois de muito estudar as possibilidades e “viabilidade” das personagens em questão, concluiu que seria por demais “produtiva” uma entrevista com uma dessas personalidades.E segundo sua concepção, a que mais tem feito SUAS maldades via WEB, é o NOBLAT!

Novamente, através do GOOGLE, descobrimos onde e como encontrar o “MALA”. Apesar do SITE nos apontar para BRASÍLIA, era evidente que o FOFOQUEIRO só poderia estar onde ele se sente bem: No inferninho, ou como eles chamam o MOQUIFO: INSTITUTO FERNANDO CARDOSO.

O CONTATO

Entramos em contato com a PEÇA. No princípio não conseguimos nada. Ele nem atendia as ligações. Apelamos para os torpedos... PIMBA!!! Foi só falar que já sabíamos quem era o seu LÍDER (LÚCIFER) e conseguimos marcar nosso encontro para a manhã seguinte.


Partimos para a batalha. Eu apenas levaria a CÂMERA DIGITAL que é um equipamento completo: Tira fotos e serve como gravador de voz. O CABEÇÃO estava às voltas com umas BOMBINHAS. Ele ficara entusiasmado com a aparição de LÚCIFER naquele outro dia, o da entrevista.

Aquele ESTOURO e a NUVEM DE FUMAÇA, ele estava conseguindo fazer no quintal. Ficou a semana toda brincando com aquilo. Os vizinhos já andavam reclamando dos constantes estampidos. Até montou um KIT, onde havia BOMBINHAS de vários tipos e um isqueiro, tudo acondicionado em uma caixinha.

A PARTIDA

Saímos na manhã seguinte bem cedinho, rumo ao moquifo. Chegamos no prédio e fomos recepcionados na portaria pelo secretário. E aqui eu faço um pequeno comentário que não poderia passar em branco:
- Engraçado como são as coisas, né? Chefe é chefe. Com o LULU (LÚCIFER) foi tudo diferente, com direito até a LIMUSINE e com esse MUQUIRANA tivemos que pagar um taxi.
-
O secretário apontou para o elevador e nem precisou falar que era para apertar o botão vermelho, como da última vez.
Descemos e sentimos, novamente, aquele cheiro de enxofre. Chegamos ao fundo e naquele corredor, dessa vez podemos perceber várias portas: cada uma com sua respectiva indicação.
Na frente, do lado DIREITO, (se o cara é da DIREITA (POLÍTICA), tem que ficar no lado DIREITO, é óbvio!!!) na terceira porta após o elevador, lá estava ela: a sala do NOBLAT.

Só tinha uma inscrição na porta, sem nenhum outro “adereço”. Chegamos e, novamente a porta abriu-se. O cabeção viu uma chave na fechadura e resolveu pagá-la. Perguntei a ele o porquê daquilo e ele disse que iria entregar ao NOBLAT.

O LOCAL

Lá dentro, vários computadores. Todos acessados em jornais on-line. Dava pra notar alguns BLOG´s. Procuramos entre vários, alguns familiares e vimos o BLOG DA JUSSARA, e vários outros.

O CABEÇÃO ficou mais atento. Notei que ele procurava, no meio dos vários BLOG´s, aquela droga e AGORA FORA DO AR, pois não tem REGISTRO. Sim, o BLOG DA KIKA!!! Não havia nenhunzinho computador ligado naquilo que ela chama de BLOG. Não teve jeito!Parece que nem o NOBLAT suporta navegar NAQUILO. Era visível o sorriso de satisfação do CABEÇÃO.

Sentamos a mesa, disposta no centro da sala decorada com diversos retratos de FHC. Num quadro mais no fundo, UMA SURPRESA. Havia um ALVO, com a FOTO DO LULA, cravejado de DARDOS!!!

A ENTREVISTA

Chega o NOBLAT e diz secamente:

Prefiro que a entrevista seja rápida, pois eu estou cheio de trabalho. Tenho muitos artigos para “colar”... Ops, digo, escrever!

ONI PRESENTE-Tudo bem.

CABEÇÃO-Ok.

E começamos a entrevista:

ONI PRESENTE- há´quanto tempo escreve no BLOG?

NOBLAT-Bem a partir do momento que os BLOG´s tornaram-se populares, onde QUALQUER um pode escrever, eu optei por ele.

CABEÇÃO-Até a KIKA??

NOBLAT- Quem??

ONI PRESENTE- Ninguém, Noblat, esse menino tem cada uma...

ONI PRESENTE- Continuando... Quer dizer que prefere o BLOG, já que não encontra espaço em um GRANDE JORNAL ou EMISSORA DE TV??

NOBLAT- Que é isso? Se for começar com falta de respeito eu paro agora a entrevista... (IRRITADO)

ONI PRESENTE-Calma Noblat, como não havíamos combinado a pauta com antecedência, escapuliu...

NOBLAT-Humpf!!

ONI PRESENTE- Onde trabalhou antes de “escrever” no BLOG??

NOBLAT- DE NOVO!!!?

ONI PRESENTE- Calma. Você não entendeu... O que eu quero saber é o que você faria, se não fosse BLOGUEIRO... Ops, digo, jornalista??

NOBLAT- Humpf! Se você não tomar mais cuidado, o bicho vai pegar...

CABEÇÃO- Há, há, há, há...

NOBLAT- E vê se manda esse CABEÇÃO parar de rir...

ONI PRESENTE- (fica quieto CABEÇÃO). Sussurei no ouvido dele.

NOBLAT- Bem, mais isso eu posso responder. Na verdade eu não queria seguir a carreira de BLOGUEIRO... Ops, digo, JORNALISTA. Eu queria ser outra coisa!

ONI PRESENTE- O que você queria ser?

NOBLAT - Bem, não gostaria de falar sobre isso, mas minhas reminiscências estão nesta CAIXA.

Ele tirou uma caixa de dentro da gaveta da mesa e era possível ver um ALBÚM DE FOTOS lá dentro. Na capa do ALBÚM estava escrito: TOP SECRET! Deixou a caixa sobre a mesa e virou-se para apanhar água.Quando eu me preparava para faze-lhe mais perguntas, continuando com a entrevista, escutei GARGALHAS. Era o CABEÇÃO, com o ALBUM nas mãos.

Noblat veio em nossa direção e avançou sobre o CABEÇÃO. Ele, o CABEÇÃO, mais esperto, jogou o ALBÚM para mim. Abri rapidamente e descobri o porquê daquelas gargalhadas do cabeção. Ali estava o sonho de infância do NOBLAT.

Rapidamente o NOBLAT acionou um botão, e imediatamente todas as janelas se fecharam automaticamente. Nisso, ele falou:

Já que vocês agora sabem do meu SEGREDO, ficarão aqui para sempre... há, há, há, há, há, há, há...

CABEÇÃO- É o que você pensa!!!

E da sua caixinha retirou o isqueiro e a BOMBINHA DE 0,50... Foi aquele estouro. Saiu fumaça pra tudo que é lado.

Quando dei por mim, ele já estava de posse das chaves que havia pegado quando entramos. Em menos de um minuto atingimos a rua. De lá, era possível ouvir os gritos de NOBLAT.

NOBLAT- Malditos, você me pagam!

Não sei como! Com o que tínhamos na mão, era evidente que ele iria pensar duas vezes antes de nos incomodar.
O CABEÇÃO estava um pouquinho chamuscado. Segurava a caixinha numa das mãos e o ALBÚM na outra. E dava gostosa GARGALHADAS. Pra ele tudo é diversão.

CLIQUE AQUI PARA VER AS FOTOS...

ALBÚM DO NOBLAT








EUZINHA NA FESTA DAS "MIGAS"-






















EUZINHA DE "COLANT"

















EUZINHA POSANDO















EUZINHA ME APRESENTANDO NO CLUBE 'MEDITERANÊ"









EUZINHA MUITO "DOIDA". Cruzes!!!

quarta-feira, 10 de agosto de 2005

Há um cheiro estranho nas últimas notícias sobre o PT

SERIE: CONVIDADO ESPECIAL
Renato Rovai* -
Editor da Revista Fórum

Fui à Venezuela duas vezes no último período. Ambas as visitas foram de aproximadamente quinze dias. A primeira foi na semana seguinte à tentativa de golpe. Estive lá com o fotógrafo Satoru Takaesu. Chegamos ao país com apenas um contato, o do secretário-geral do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Impresa, Gregório Salazar. Ele foi nosso guia. Gentil, prestativo e antichavista, nos apresentou tudo o que em sua opinião tornava a tentativa de golpe ao presidente de seu país, de certa forma, justificável.

Exatamente isso, um jornalista de postura solícita e que parecia de fato acreditar em valores democráticos defendia o movimento golpista. Apontava excessos por parte da turma de Pedro Carmona, o líder empresarial que fechou o Congresso, destituiu a Suprema Corte, rasgou a Constituição e durou 28 horas na presidência, mas entendia que aquelas posturas se justificavam, já que do outro lado estava Chávez.

A cobertura midiática dos últimos episódios que apontam para um suposto esquema de corrupção na formação da base do atual governo brasileiro está ganhando contornos muito semelhantes ao que ocorreu no país vizinho. Com uma sutileza: ela não é personalizada na figura do presidente da República, como no caso venezuelano, mas no seu partido político, o PT.
É fato que há uma denúncia que precisa ser apurada e do bom jornalismo espera-se uma investigação com base em entrevistas e reunião de documentos. Faz bem à democracia que a imprensa assim atue. É isso o que dela se espera.

Como se esperava também que assim fosse quando ocorreu o processo de privatização das telefônicas e de outras empresas públicas do país. Naquele momento, os escândalos não precisavam ser abafados pelo governo ou deputados governistas. O midiático poder brasileiro se encarregava disso. O falecido jornalista Aloysio Biondi, de forma quixotesca, tentava "destampar a panela", mas seus artigos, publicados duas vezes por semana na Folha de S. Paulo, não recebiam sequer chamada de primeira página.

Ao contrário, uma vez me confidenciou que quando recebeu convite para ir trabalhar no então Diário Popular, ganhando um pouco mais, mas tendo uma coluna diária, recebeu como contraproposta da Folha ganhar mais para escrever apenas uma única coluna semanal. Entendeu aquilo como um cala-boca e foi para o Diário.

Seu livro, o Brasil Privatizado, repleto de provas escandalosas, vendeu mais de 100 mil exemplares e mereceu apenas registros pontuais nos veículos. Não impulsionou nenhum movimento anti-PSDB nos veículos de comunicação.

É disso que se trata. Anuncia-se na mídia brasileira uma campanha sanguinolenta contra o PT. Se vier a acontecer em sua plenitude, será contra tudo o que partido representa. Ou mesmo o que um dia representou com mais firmeza. Não será uma campanha contra o que pode haver de podre na agremiação.Sugere-se em editorias e opiniões de articulistas e parlamentares tucanos que Lula precisará se livrar do PT caso queira terminar o mandato.

Justifica-se a pressão por conta de o tesoureiro do partido estar sendo acusado de comprar toda a bancada de deputados do PL e do PP. O curioso é que desses deputados acusados nada se fala. Alguns são bastante famosos, como Delfim Neto e o próprio presidente da Câmara, Severino Cavalcanti. Mas nenhum foi emparedado por veículos de comunicação para dar explicações. Ao contrário, o presidente do PT, José Genoino, tem sido acuado com ironias e grosserias em muitas de suas participações em programas de rádio e TV.

Não se espera que o midiático poder brasileiro se comporte como em relação a Eduardo Jorge Caldas, secretário-geral da Presidência da República, que, entre outras coisas, foi acusado de participar de suposto esquema de liberação de verbas no valor de R$ 169 milhões para o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo, e de criar caixa-dois para a reeleição de FHC.

Naqueles dias, tudo era debatido via jornais e revistas com excesso de cuidado além da conta. Espera-se que se vá mais a fundo, como manda o bom jornalismo, no escândalo do suposto mensalão.

Mas é bom que se saiba que no ataque ao PT o que está na mira não é só a sigla, mas algumas de suas bandeiras históricas e também de amplos setores da esquerda. A campanha para renovar o fôlego da onda das privatizações como maneira de diminuir a corrupção no Estado já começou. Porta-vozes do mercado têm tratado do assunto sem corar ou gaguejar. Atenção aos artigos e/ou comentários de rádio e TV de certos articulistas econômicos.

Ao mesmo tempo que ataca o PT por suposto envolvimento em corrupção, o midiático poder também joga contra sua credibilidade política. Mesmo sendo avalista da atual política econômica, nos últimos tempos passou a ampliar a voz daqueles que criticam o partido por ter traído princípios históricos e se rendido à lógica do capital.

Há uma clara tentativa de misturar as coisas para que tudo pareça resultado de uma mesma confusão. Na Venezuela, o sangramento público midiático de Chávez durou quase dois anos até que se buscasse o golpe que a revista Fórum denominou de midiático-militar. A imagem de um Chávez autoritário e fanfarrão, como grifou a revista Veja na edição de 12 de setembro de 2002 ("A queda do presidente fanfarrão") foi cuidadosamente trabalhada. Aqui no Brasil algo começa a ser construído nesse sentido.

Até a cartilha do Politicamente Correto, que de fato merece ser criticada pelo que representa de estapafúrdia, foi apontada como mais um lance do autoritarismo do atual governo petista, que pretenderia cercear até a língua portuguesa. Ignorou-se que ela em nenhum momento, mesmo sendo uma grande bobagem, tinha como único objetivo divulgar termos supostamente preconceituosos. Nada mais.

Em nome da liberdade de imprensa, a revista Veja fez uma matéria sem uma única fonte em on acusando a ex-prefeita Marta Suplicy de também comprar votos na Câmara Municipal. O título da matéria é sintomático da venezuelização do midiático poder brasileiro: "O mensalão da perua". A liberdade de imprensa de Veja nunca permitiria que um de seus funcionários escrevesse algo como "Picolé de chuchu repete as mesmas balelas em relação ao caos na Febem".

Evidente que se trata de uma liberdade assistida, onde quem pode de fato exercê-la não são os jornalistas, mas os donos dos veículos e seus capitães do mato, que tratam repórteres à base da chibata, como bem sabem aqueles que vivem ou viveram experiências de dia-a-dia em redações. Que também sabem o quanto essas empresas, paladinas da moralidade, respeitam, por exemplo, as leis trabalhistas.

Ou mesmo o quanto não fazem de acordos comerciais que garantem espaços editoriais aos tais clientes. E ao mesmo tempo mantém uma relação sabuja com eles.
O fato de investigar o PT e seus dirigentes faz bem à democracia. Fiscalizar o governo também. A imprensa deve ter liberdade para isso. Precisa fazer o seu papel. Mas há um limite entre investigação, fiscalização e perseguição.

Na sociedade contemporânea, onde a cidadania é garantida de certa forma pela informação que se recebe, quando o setor midiático - associado a um espectro da política - resolve fazer uma campanha persecutória contra um partido ou governo, sem tratar com rigor e responsabilidade o que publica, não há outro nome para designar tal movimento.

Busca-se nesse caso um golpe midiático. E para que isso aconteça basta ao midiático poder brasileiro acompanhar o toque editorial da última edição de Veja. Estará desenhado o cenário. E o cheiro podre que vem da Veja pode infestar a democracia brasileira. E não será a primeira vez que a "liberdade de imprensa" participa de um golpe no Brasil. Com a diferença, que desta vez, nada indica que os quartéis serão acionados. Na atualidade é mais aconselhável, para parecer democrático, que o midiático poder aja sozinho.

AOS AINDA PETISTAS

ANTONIO OZAÍ DA SILVA*


Houve um tempo, não muito distante, que nos orgulhávamos do partido e do epíteto de petista. Se para nossos opositores o petismo tinha uma conotação negativa, identificada a um radicalismo considerado inconseqüente, para nós o próprio termo radical indicava que éramos diferentes.

Havia mesmo uma certa arrogância da nossa parte em relação à história e aos demais partidos da esquerda brasileira. Em nossa ignorância, nos imaginávamos os fundadores de um novo tempo. E se nos voltávamos ao passado era muito mais para identificarmos os erros dos companheiros de outras gerações vinculadas à tradição marxista-leninista, em especial o partidão.

Eles fracassaram, foram derrotados em 1964 e na luta armada contra a ditadura militar. Suas teses políticas reformistas e a prática cupulista em relação ao movimento sindical e popular deveriam ser superados. Mas também falharam os críticos revolucionários, em sua análise da sociedade e estratégia de luta vanguardista.

Naquele período, os primeiros, os reformistas, eram identificados com o PCB, o PC do B e o MR-8; os segundos, os revolucionários, eram, em sua maioria, companheiros que se somaram aos esforços pela construção do PT. Era, é claro, uma divisão simplista que correspondia aos objetivos da luta política.

Mesmo os que optaram pelo PT eram vistos com desconfiança, acusados pelos dirigentes da Articulação de usarem duas camisas, em suma, de não serem petistas puros. Havia mesmo um certo ranço anticomunista contra os companheiros destas correntes. No fundo, eram vistos como aquelas companhias que somos obrigados a aceitar, mas que esperamos nos livrar delas na primeira oportunidade.

E, de fato, a Articulação, tendência majoritária auto-identificada com o que seria o petismo puro, soube manipular habilmente e contou com o apoio da base para promover expurgos e/ou enquadrá-los. Nesta caminhada, é claro, houve erros de parte a parte, mas também ocorreram conversões importantes. Se uns saíram, outros aderiram e passaram a compor a direção majoritária. Houve quem mudou tanto que de herege passou a ser defensor-mor da política da maioria dirigente e tornou-se confiável a ponto de ocupar os postos máximos da burocracia partidária.


Para além das contingências da luta política interna e dos equívocos cometidos, o fundamental é que, perante a sociedade, não tínhamos do que nos envergonharmos. Mesmo os críticos tendiam a reconhecer os valores que alicerçavam a militância; éramos identificados com a ética e com uma forma diferente de fazer política. Nos tornamos vítimas da auto-imagem que construímos e os problemas que apareciam aqui e acolá, às vezes envolvendo questões éticas, eram concebidos como acidentes de percurso.

Tínhamos a sensação de controlar a história, de sermos superiores aos que vieram antes de nós; tínhamos a arrogância própria dos que se imaginam representantes do bem e paladinos da moral. Agíamos, salvo exceções, como messiânicos! Para muitos de nós, a fé na divindade transcendental foi traduzida pela crença de que construíamos o paraíso na terra e o partido era o nosso instrumento.

Mas eis que aquele cujo nome é melhor não pronunciar – embora alguns o chamam de tinhoso, poder ou simplesmente dinheiro – corrompe os líderes e estes, ao caírem em tentação, maculam o partido e tudo o que significou durante todos estes anos ser petista. Ainda que não sejamos cúmplices destes anjos caídos, eles nos carregam para as profundezas do inferno dantesco. Assim, a militância petista da base também se vê maculada.

Jogam-lhes no rosto a culpa que não lhes cabem; lançam-lhes à face as denúncias amplificadas pelos meios de comunicação como se fossem eles os denunciados; culpam-lhes pela opção política-ideológica feita no passado, como se esta indicasse o pecado original; são vítimas da jocosidade, tratados como néscios e qualificados como trouxas.

E, quem sabe, talvez no íntimo até dêem razão aos críticos. É nestes momentos de crise que as dúvidas nos interpelam teimosamente. Nos questionamos sobre o que fizemos e também se não temos parcela de culpa nisso tudo. Como deixamos que atingisse este ponto? Para onde foi a nossa ética? E, acima de tudo, nos perguntamos se valeu a pena. A lama respinga por todos os lados e a maioria dos petistas, perplexos e envergonhados com o que ouvem e vêem, terminam também por serem cobrados pelos malfeitos dos dirigentes envolvidos com os escândalos e as denúncias. Em quem confiar? Como manter os sonhos e a esperança?

Talvez o mais grave da crise política e moral que ora vivenciamos seja a crise de confiança. Não me refiro à credibilidade dos políticos em geral. Não, os políticos, amados ou odiados, há muito convivem com a desconfiança da maioria da população. Eu me refiro, especificamente, aos homens e mulheres que assumiram-se militantes por um projeto político, reformistas para uns, revolucionário para outros, mas, de longe, um sonho a ser perseguido como uma certeza inexorável ou uma possibilidade histórica.

Eu me refiro aos homens e mulheres que, para além das vicissitudes humanas e inerentes à política institucional, alimentaram a esperança de fazerem a diferença; corações e mentes forjados no calor da luta contra a ditadura militar, pela democratização do país e contra a ordem social e política dominante; homens e mulheres que foram o sangue e o ar que alimentaram as artérias e oxigenaram o corpo político denominado Partido dos Trabalhadores. Eu me refiro a você, militante anônimo da base petista, que, a despeito de tudo, fixou a estrela em seu peito e acreditou no partido e nos seus líderes. Aludo ao demasiadamente humano, homens e mulheres prenhes de vícios e virtudes.

Só quem é – ou foi petista – pode compreender em sua plenitude o significado da crise de confiança. Só estes têm a exata dimensão dos sentimentos que atormentam a militância em estado de estupefação diante do que vê e ouve sobre os que se proclamavam seus líderes. Aqui, é preciso diferenciar dirigentes e dirigidos, direção e base; é preciso ainda diferenciar os diversos níveis hierárquicos das direções. É fato que o grosso da militância, desde o desmonte dos núcleos de base, perderam cada vez mais o poder de intervir nos rumos do partido.

Os quadros intermediários foram incorporados às estruturas de poder (partido, parlamento, executivo) e a militância da base que se manteve ativa foi aquela vinculada organicamente às tendências internas. Boa parte dos militantes dos primeiros tempos que não conseguiram se adaptar às lutas de tendências e nem se transformaram em funcionários-assessores, desligaram-se. Muitos recolheram-se à solidão da sua consciência, ao lar e à família.

Não obstante, a militância da base, ou o que ela representava, se transformou numa espécie de tesouro a ser resguardado enquanto ideal. Não é surpreendente, portanto, que o "apelo à militância" tenha sido o primeiro grito de guerra do outrora todo-poderoso chefe de gabinete, secundado pela direção petista que, naquele período, negava as denúncias pelo recurso da desqualificação do delator e a retórica do golpismo. Mas também é sintomático que o apelo a que os petistas tomassem a defesa do partido em suas mãos não surtiu o efeito esperado. A solução se deu por cima e burocraticamente. A direção caiu e foi substituída antes que o edifício que a sustentava ruísse. Os alicerces do edifício permanecem os mesmos, ainda que saiam determinados moradores e substitua-se o síndico.

Agora, é a esquerda do partido quem clama à militância pela reconstrução e/ou refundação do mesmo. É normal que se agarrem às perspectivas de tomarem o partido em suas mãos. Mas será possível a purificação e regeneração do partido? Na base, muitos já se convenceram de que o partido esgotou-se; outros se dão um prazo para permanecerem nele – até as eleições internas! Ainda que não concordemos com as posições de uns e outros, é preciso respeitá-los em sua dor e esforço de superação da crise. Acima de tudo, é necessário separar o joio do trigo. Os que caíram em tentação sabiam o que faziam; que não se culpe à maioria pepela insensatez de alguns.

ANTONIO OZAÍ DA SILVA
*Docente na Universidade Estadual de Maringá (UEM), membro do Núcleo de Estudos Sobre Ideologia e Lutas Sociais (NEILS – PUC/SP) e Doutor em Educação pela Universidade de São Paulo

ÁLBUM DE FOTOS DO NOBLAT




EUZINHA "SAFADA"




















EUZINHA FLAMENCA













EUZINHA NO CLUBE "MEDITERRANIÊ"











EUZINHA NA FESTA DAS "MIGAS"
















EUZINHA DE "COLANT". ENSAIANDO

















EUZINHA NA FESTA DO "BOFE"










EUZINHA POSANDO

terça-feira, 9 de agosto de 2005

Reuniãozinhas e panfletinhos

Com o PSDB no poder, nunca teríamos a oportunidade de vivenciarmos essa crise de agora, nunca teríamos acesso aos bastidores sombrios do poder, nunca o processo eleitoral seria questionado. Essa crise é importante, porque toca no nervo principal da democracia: a eleição. Sim, porque é preciso ganhar a eleição, porra! Agora, que apareceu esse lado podre da eleição, tem gente achando que o PT se vendeu por um "projeto de poder".

Ora, se não é para atingir o poder, para que serve a merda de um partido? Para fazer reuniãozinha na sexta-feira no Buraco do Lume, ouvindo o Chico Alencar protestar contra as privatizações? Para distribuir panfletinhos na Estação da Luz com barriga vazia e sovaco fedorento? Critica-se a estratégica "eleitoreira" do PT, e cai-se no mesmo erro: qual o sentido de um partido senão o de ganhar eleições para representar o povo que o elegeu?

Parte da esquerda mostra uma grande nostalgia do tempo em que era apenas festiva, e ser do PT significava dançar e fumar um baseado em festinhas do Jardim Botânico, ou Vila Madalena, ou seja lá onde for. Agora, que ser do PT é assumir responsabilidades, sofrer ataques diários da imprensa, tomar decisões graves e, naturalmente, também errar, agora que chegou o tempo "dos fortes", como bem disse Tarso Genro, eles não querem mais ser do PT, e saem correndo com o rabo entre as pernas; tornam-se "petistas arrependidos"; e praguejam contra o PT por todos os brochinhos que comprou. Vão até para o PDT, como recentemente o professor Buarque. Sim, é o momento dos fortes.

É risível a comparação da Veja e do Globo de Lula com Collor, esquecendo que foram eles os maiores apoiadores da quadrilha de PC Farias. O Marcos Valério fez escola dentro do PSDB, arrecadando dinheiro para o Eduardo Azeredo na campanha de Minas Gerais, está provado e assumido pelo próprio Azeredo, em uma cena patética na TV. Valério era sócio dum figurão do PFL, também está provado, documentado e assumido.

Os contratos de Valério com o governo federal têm quase 20 anos, tendo se ampliado muito no governo FHC. Continuou crescendo com Lula, até que estourou a crise. Ou seja, essa mamata de 20 anos vai finalmente terminar. Quando? No governo Lula, cujos órgãos de investigação vinham farejando os rastros de Jefferson até que, este, percebendo o fim próximo e aproveitando-se da grande mancada de Lula (falar que dava um cheque em branco pra ele), resolveu partir pro ataque. Jefferson está desmoralizado.

Descobriram que a corrupção que havia nos Correios era mesmo para o PTB. O erro principal de Lula e do PT foi achar que ainda corria um pouco de sangue político no PTB, e não apenas sangue verde de cobra viciada em dinheiro.

Sobre os críticos da esquerda que atacam Lula agora são os mesmos que sempre o atacaram. Só deixaram de atacá-lo na época de eleição, em que havia um irresistível clamor popular pela eleição de Lula, e depois em 2004 e início de 2005, quando o crescimento econômico e a geração de emprego foi um tremendo cala-boca.

sexta-feira, 5 de agosto de 2005

FOTO DO BICHO PAPÃO


Mais feio que o ROBERTO JEFFERSON cantando...
Mais feio que o BORYS CASOY boca de SOVACO...
Mais feio que a SENADORA HELOISA HELENA de biquini, na praia...
Mais feio que o BLOG DA TIA "ALBA"...

É ele, O BICHO-PAPÃO:
A PREPARAÇÃO:

Bem de manhãzinha, por debaixo da porta, um envelope branco insistia em entrar. Parecia que tinha vida própria. Naquele vai-e-vem frenético, passou para o lado de dentro. Cabeção mais do que depressa, pegou e abriu a mensagem. Estava endereçado a nós. A mensagem dizia:

Senhores,

Tenho o endereço do BICHO-PAPÃO, troco pelo álbum de fotos.

ASSINADO:

Vocês sabem quem!!!

O cabeção ficou pensativo por alguns instantes e depois, me olhou com aquela expressão iluminada:

Mas é claro, Poni! (ele me trata assim. Parece que é uma mistura de PAI+ONI)
Só pode ser ele. Pra ele, é motivo de honra a recuperação daquilo, mesmo sabendo que TODO mundo tem uma cópia!!!

O CONTATO:

Nisso toca o celular do cabeção.

Alô... Cabeção!
Sim, temos...
Não...
Porquê...
Qui, qui, qui, qui, qui... (risada do cabeção)
Ok, um abraço...

Eu já estava bastante ansioso. Ele me falou:

Olha, Poni! Era o NOBLAT. Ele disse que quer o ÁLBUM, por dois motivos:

1- Ele não tem a cópia de algumas fotos. Nós não publicamos.

2- E, principalmente, porquê não está mais agüentando UMA BLOGUEIRA SEM NOÇÃO, que já passou centenas de E-MAILS pra ele cobrando uma atitude a respeito da perda do álbum, cheia de ADJETIVOS:
que isso não pode ficar assim...
que aquilo é coisa de PETRALHAS...
que AQUILO É COISA DE COMUNISTAS...
que aquilo é coisa DE VERMELHINHOS...
que aquilo é coisa DE PTISTAS...
que aquilo é coisa DE VAGABUNDOS...
BLÁ,BLÁ,BLÁ,BLÁ...
BLÁ, BLÁ, BLÁ.

Enfim... coisa dessa... GENTE!!!

E que por caridade, devolvêssemos o álbum para ele.
Disse O NOBLAT, quase implorando!
Talvez assim, quando ela soubesse que o álbum foi recuperado, o deixasse em paz.
Aquilo nos comoveu. Nós ficamos quase por um minuto, em silêncio, imaginando o martírio daquele homem. Já pensou??? Receber E-mails... dela???
Nem Hitler foi tão cruel!!!
Mas pensando bem, ele (NOBLAT) até que merece!!!
Nosso objetivo era outro:
Uma entrevista com a LENDA; o pesadelo de todo menino normal (menos do Cabeção, não sei porquê. Esse menino é DIFERENTE).
Uma entrevista com o BICHO-PAPÃO.
Passamos o TORPEDO e combinamos tudo. Nós enviamos o álbum pelo SEDEX e ele nos deu o endereço do BICHO-PAPÃO.

A PARTIDA:

Partimos no dia seguinte, bem de manhãzinha. Fomos no HERBIE, nosso Fusquinha. Demoramos pra caramba, mas finalmente chegamos. Apertamos o interfone e um secretário nos atendeu (engraçado, nessas minhas estórias só tem secretário. Mas sou homem, ta ??!!!)

Falamos que era de um BLOG e queríamos fazer uma entrevista com o DONO DA CASA. Ele Pediu para que aguardássemos um pouco... iria avisar ao CHEFE. Em menos de 05 minutos já estávamos entrando.

Ficamos aguardando numa sala e enquanto isso, o Cabeção, com sua curiosidade peculiar estava passeando pelo ambiente. Nessa sala havia uma grande estante e os livros ali contidos eram velhos, porém, estranhamente, não apresentavam aquelas marcas de livros USADOS. Davam a impressão de que eram só para enfeitar... esquisito!!!
Notamos em cima da mesa algo ainda mais intrigante. Um livro cujo título era: UM METALÚRGICO NO PODER: Lições de como Governar.
Alguém estava lendo, e muito, aquele ali.

O ENCONTRO:

O Cabeção estava com a câmera digital, além de fotos, é um gravador de voz. Uma maravilha.
Nisso, entra a LENDA. À primeira vista eu não havia notado o seu rosto, isso devido a penumbra do ambiente, porém deu para reparar no seu modo de vestir. Estava de pijamas! Quando se aproximou, a surpresa foi enorme, Finalmente vimos o seu rosto!!

Era FHC!!
Isso mesmo: Fernando Henrique Cardoso.

Agora fazia sentido. Os livros não LIDOS, a literatura sobre um METALÚRGICO...

ONI PRESENTE - Mas, mas... como??? É você o BICHO-PAPÃO? Perguntei espantado.

Ele respondeu:

BICHO- PAPÃO - Sim. Em carne e osso.

CABEÇÃO - Mais osso do que carne (bem baixinho)

ONI PRESENTE - Mas não está havendo um engano??

BICHO- PAPÃO - Não. E vocês vão entender ao longo da entrevista.

Sentamos e começamos:

A ENTREVISTA:

ONI PRESENTE
- Por quê Você É O BICHO-PAPÃO?

BICHO- PAPÃO - Atualmente sou eu. Há um revezamento ao longo dos tempos. Como o FANTASMA do Gibi. Essa maldição é passada de um para outro.

ONI PRESENTE
- Como assim?

BICHO- PAPÃO
- Te explico: Somos uma comunidade, onde todos os associados assumem o compromisso de um dia, assumirem o posto de BICHO-PAPÃO.

ONI PRESENTE
- E como é feito a escolha?

BICHO- PAPÃO - Primeiro o cara tem que ser o BICHO! E depois, tem que ser PAPÃO!

ONI PRESENTE - Você se enquadra no perfil?

BICHO- PAPÃO - Sim. Te dou vários exemplos: Quem poderia pagar quatrocentos mil reais à cada deputado para ser aprovado uma emenda da reeleição e sair impune?
Quem poderia fazer privatizações, como foi feito no meu governo, onde o Governo só recebeu moedas podres, e entregou estatais que custaram sacrifícios enormes ao País, para cria-las?
Quem poderia fazer uma Dívida pública ser multiplicada por dez, numa das mais horrendas formas de endividamento pelo qual já passou um país?
Quem poderia inventar um tal de PDV, que conseguiu colocar na RUA a maior parte do capital intelectual de muitas empresas públicas e privadas...
Quem...

ONI PRESENTE - Tudo bem, Sr BICHO P...., digo, FHC... sei lá de que te chamo, pô!
O senhor é mesmo "o BICHO"!!

ONI PRESENTE - Agora... PAPÃO, onde encaixa o termo PAPÃO??

BICHO- PAPÃO - Ah, ah, ah, ah, ah… Nunca ouviu falar da HISTÓRIA: O FILHO ADULTERINO DE FHC, COM A JORNALISTA DA REDE GLOBO??? Tenho mais de 70 anos. Pois é, também sou PAPÃO!!!

ONI PRESENTE - Humm... Tem lógica. Mas mesmo assim, vendo você com todos esses atributos, sempre pensei que o BICHO-PAPÃO, e toda criança pensa assim (menos o Cabeção), tinha como principal característica a feiúra. Eu tinha horror só com a simples menção de seu nome, quando era criança. Nós sabemos que O SERRA, HELOÍSA HELENA, BORYS CASOY e a TIA ALBA poderiam ser perfeitamente o BICHO-PAPÃO, por causa da feiúra. Você é feio, não podemos negar, e deixou uma situação mais feia ainda, quando saiu do governo... Bem, a pergunta é a seguinte:
Você consegue ficar mais FEIO?
Nisso ele começou a rir:

BICHO- PAPÃO - Ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah,ah...

olhei para o Cabeção e ele estava atento, segurando a câmera.

BICHO- PAPÃO - Ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah,ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah,ah... Casp... casp... casp... Arght… plaft!!!

CABEÇÃO - Olhe Poni!! A DENTADURA dele CAIU!!!

Quando olhei para o rosto dele... Vi uma das coisas mais HORRENDAS que jamais imaginara na minha vida... todos os pesadelos de minha infância passaram diante de mim em questão de SEGUNDOS... Senti o mundo girar... o chão subir... e TUDO ESCURECEU DE REPENTE!!!

Quando acordei, já estava dentro do HERBIE. O Cabeção me abanava com um cartaz de propaganda política; FHC 2006.
Ele, o Cabeção ria. Ria muito!

CABEÇÃO - Foi divertido, Poni! Consegui fazer uma foto.

VEJA A FOTO:

quinta-feira, 4 de agosto de 2005

ENTREVISTA COM PÉ REDONDO

JUSSARA

Solicitei ao amigo Oni, que me emprestasse o CABEÇÃO para juntos fazermos uma entrevista com o Pé Redondo. E ele gentilmente liberou . CABEÇÃO, muito animado com a idéia, diz:

-É hoje que eu vou conhecer o Pé Redondo... há,há,há,há,há.

Fomos ao endereço que conseguimos em troca de propinas com o Bicho Papão. Sabem como é, se não rolasse propina... não tinha endereço.

O Pé Redondo nos recebeu. A sua aparência não nos era de todo desconhecida, visto que já tínhamos uma foto da tia Alba. CABEÇÃO começou a rir. Ria muito. Talvez fosse porque ela tinha muitas, e imensas verrugas no dedo indicador. Creio que isso acontece por causa da mania dela em colecionar IPs. Muito mal humorada, como de costume, ela nos recebeu. Mandou entrar e, depois de algum tempo pensando, mandou-nos sentar. CABEÇÃO inquieto, como sempre, não parava de rir da roupa da Pé Redondo. Ela estava toda de preto, com uma faixa verde e amarela na cabeça, e uma bandeira de cetim preto na mão.

Começa a entrevista:

JUSSARA- - Dona Pé Redondo,a Srª. Admira, de fato, o Roberto Jeffreson?

Pé Redondo- Claro que eu admiro, já viu alguém contar tanta mentira para derrubar o governo Lula? Ele é um gênio! Inventou tudo e armou o maior barraco, só na mentira.

JUSSARA- Mas, se é mentira porque a Srª o admira?

Pé Redondo- Tudo é valido para derrubar esse governo que se “importa” com o povo, se importa com os excluídos, quer acabar com as armas de nós, cidadãos de bem.

JUSSARA- Não é importante para o país, acabar com a miséria, com a violência ?

Pé Redondo- Claro que não, eu não tenho nada a ver com os miseráveis,e os meus interesses, como ficam? Eu não vou poderei mais usar a minha arma, e se um sujeito me dá uma fechada no trânsito, não vou poder atirar no PETRALHA? Isso é um absurdo!


JUSSARA- Quais são os seus outros interesses?

Pé Redondo- Meus interesses são os meus lucros, a minha conta no banco, sonegar impostos, fraudar o IR... Nesse governo não dá mais para fazer essas coisas não...Viu o que ele fez com Maluf? Com a contrabandista e sonegadora da Daslu? Maluf na cadeia é um absurdo! Só porquê o cara foi experto, e ficou rico às custas do erário público? Eu votei no MALUF, só não voto é nesses...PETRALHAS!

JUSSARA- Esse combate aos corruptos não é bom para o país?

Pé Redondo- Eu tô lá preocupada com o país? Eu quero o meu...cada um que fique rico ROUBANDO O MAIS QUE puder! já viu alguém ficar rico sem roubar? Eu não quero pagar impostos! Eu não quero registrar a minha empregada! Desde quando empregado tem que ter direitos como, férias,13º, etc? É obrigação, e só. Eu tinha uns trabalhadores sem registro na minha fazenda, estava tendo um grande lucro, o povinho dormia ao lado do chiqueiro, eu tinha uma venda lá na minha fazenda. Eles nem recebiam porque ficavam me devendo. Claro que eu não dava alimentação para eles. Eles que comprassem. Vê se eu vou sustentar um bando de bóia-fria!! Agora não dá mais para fazer isso. O Ministério do Trabalho já me multou... Huum... eu odeeeio esse governo.

JUSSARA- O governo Lula fez o Crédito Consignado. Isso não é bom?

Pé Redondo- Bom para quem? Ele acabou com meu negócio. Eu emprestava dinheiro para os assalariados e ganhava muito com os juros de 15% ao mês. E não tinha essa de não pagar não porque eu ameaçava até de morte.Tomava carro, jóias, motos e até casa. Ganhava um dinheirão.

JUSSARA- Em quem a Srª. vai votar para presidente, em 2006?

Pé Redondo- Vou votar em quem sempre me deixou ganhar muito às custa dos pobres. Essa história de acabar com o desemprego é uma “josta”. Fica todo mundo querendo ganhar mais,querendo ser registrado, etc. Quando FHC fez o maior desemprego que este país já viu, por qualquer trocadinho eu arrumava empregados. Agora já não é mais assim.Tenho que arcar com todo a carga trabalhista, que só vai beneficiar o empregado. E eu quero lá beneficiar o empregado. Só voto em gente do PSDB ou do PFL

CABEÇÃO estava tendo ânsia de vômito com a entrevista,estava passando mal, então resolvi encerrar.

JUSSARA- Pé Redondo abriu a porta para sairmos, nisso chegou um emissário com uma mala. Sentimos o indefectível e conhecido cheiro de enxofre. O emissário era Jorge Bornhausen.Disse que o Demo, FHC , estava mandando o dinheiro do aluguel do Blog., E trouxe a recomendação para ela caprichar nas mentiras e nas manipulações,que tudo era válido.

CABEÇÃO não resistiu e.. vomitou! Tivemos que sair rapidinho.Ela começou a gritar:

PÉ REDONDO - Eu te mato. Vou fazer um Blog com o nome do seu. vocês me pagam, seus PETRALHAS..
Eu prendo,bato e arrebento...
Foi uma das poucas vezes em que CABEÇÃO não se divertiu. Também pudera... Esse Pé redeondo é UMA MANE!

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